Tristão e Isolda – A alma*

18/01/2019

Para Jung, a alma não é uma figura de estilo, é uma realidade psicológica, um órgão da psique que vive no nosso inconsciente, mas que afeta profundamente as nossas vidas. A nossa alma é a parte do inconsciente que está fora do ego, da vista, mas que medeia o inconsciente em relação ao ego. É recetor e transmissor. É o órgão que recebe as imagens do inconsciente e as transmite para o ego consciente. 

A alma manifesta-se a si mesma, e ao inconsciente, através de símbolos:

As imagens que circulam no inconsciente na forma de sonhos, visões, fantasias e todas as formas de imaginação. Perdemos o nosso senso de alma porque perdemos o respeito pelos símbolos.

A mente moderna está treinada para achar que os símbolos são ilusão.

Dizemos: “é só produto da imaginação”, não percebendo que todas as partes que nos faltam e pelas quais ansiamos há tanto tempo, a estrada perdida para o paraíso, vêm constantemente ao nosso encontro através da linguagem esquecida da alma: os símbolos e imagens que emanam dos sonhos e da imaginação.

Para os homens, o símbolo da alma é a imagem da mulher.

Se um homem tem consciência disso e sabe quando está a usar a imagem da mulher como símbolo da sua própria alma, pode aprender a relacionar-se com essa imagem e a viver a sua alma internamente. Quando perceber que essa imagem lhe pertence, deu o primeiro passo na direção da consciência no amor romântico.

*Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

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