Tristão e Isolda – A Espada e a Harpa

15/01/2019

Para o homem ocidental, o ego precisa de ser heróico. Só o espírito heróico nos eleva acima do egocentrismo, pondo-nos ao serviço de um ideal maior que nos traga para a nossa tarefa individual. 

Duas coisas são exigidas a um herói: a espada e a harpa

Tristão precisa da espada para derrotar os inimigos, a espada simboliza a precisão, a agressividade do poder masculino. Com a espada, o herói aborda o mundo com agressividade, controla a situação, assume uma posição de força e derrota o adversário. É o intelecto discriminado, que divide e analisa, corta problemas e ideias para os entender, é a faculdade lógica da mente.

Todos precisamos do poder da espada, de ser lógicos e analíticos, assertivos e fortes. Mas, noutros momentos, nem a lógica nem a força servem. Aí, temos de nos voltar para a harpa.

Com o poder da harpa, Tristão mostra sentimentos e expressa amor e estabelece relacionamentos. É com ela que conquista o tio. E outros. A harpa representa o poder de desenvolver um senso de valores, de afirmar o que é bom e verdadeiro, apreciar a beleza, a harpa permite a um herói por a espada ao serviço de um ideal. Precisa dos dois. Sem a espada, a harpa perde o seu efeito. Mas sem a harpa, a espada fica resumida a força bruta e egoísta… A espada não constrói um relacionamento… para tal, precisamos de aprender a linguagem da harpa.

*Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

 

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