Tristão e Isolda – o Amor Romântico enquanto força psicológica*

17/01/2019

O amor romântico tenta experienciar o “mundo exterior” (…) faz-nos sentir inteiros psicologicamente, preenchidos na totalidade e em contacto com o sentido da vida.

É um sistema de energia que surge do das profundezas do inconsciente, desconhecido e inexplorado, das partes de nós que não vemos, não entendemos e impossíveis de ser reduzidas ao senso comum. 

Apodera-se da nossa vontade, toma-nos a cabeça, vira as nossas vidas ao contrário, reorganiza a nossa lealdade. É esta qualidade de estar fora de controlo que o amor romântico tem que nos dá a pista mais profunda para a sua verdadeira natureza.

Por isso, o ego masculino ocidental tem tanta dificuldade em lidar com o amor romântico. Por estar, por definição, fora do controlo.

Está fora do controlo porque secreta e inconscientemente é o que queremos dele, que seja extasiante.

Enquanto força psicológica, é o veículo pelo qual algo nos é devolvido, algo que foi atirado para fora da nossa cultura e das nossas vidas há muito tempo. A natureza humana tem recursos. Arranjamos maneira, mesmo inconscientemente, de nos agarrar ao que precisamos.

*Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

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