Um mito, uma danza: Eros e Psiquê

05/11/2018

Certa vez perguntaram a Joseph Campbell, o maior mitólogo americano, para que serviam os mitos. Ao que ele respondeu: os mitos servem para nos conhecermos e nos entendermos melhor.

Pelo poder simbólico que todos os mitos têm, encontramos sempre algo que ressoa em nós. Eros e Psiquê

O mito de Eros e Psiquê, ao qual Fernando Pessoa dedicou um poema, é talvez um dos mitos mais estudados por psicólogos junguianos, dado, precisamente, o poderoso simbolismo nele contido.

É um mito que fala do feminino, e não apenas das mulheres, tendo em conta o conceito de anima, o arquétipo feminino em cada homem, e o de animus, o arquétipo masculino em cada mulher. Da importância de conhecer, de descobrir como se manifestam e de unir estas duas forças arquetípicas na psique de todos nós. Forças estas que estão, na grande maioria do tempo em conflito, em lados opostos dentro da nossa cabeça.

Na Jornada da protagonista desta história, a heroína Psiquê, uma mortal, vamos ver como se materializa a jornada no feminino. Como podemos, homens e mulheres, partir para o mundo, e nele subsistir, sem perder a nossa essência.

É um mito sobre a força do amor, da paixão, sobre a capacidade de receber ajuda do exterior, mostrando que não estamos sós e que nada conseguimos sozinhos.

É um mito sobre a capacidade de dizer não ao que nos desvia do nosso foco, sobre resiliência, sobre paciência, sobre a humanização dos heróis. Sobre a passagem da adolescência, do ego infantilizado, à idade adulta.

Vamos contá-lo, traduzir o seu conteúdo simbólico e dançá-lo.

16 de Novembro, às 19H30. Evento aberto a todos os que fizeram, fazem ou vão fazer Biodanza.

Vagas limitadas! Obrigatória confirmação de inscrição por e-mail: biodanzanunopinto@gmail.com

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