Um mito, uma danza: Tristão e Isolda

11/01/2019

O amor romântico é a máscara por detrás da qual um poderoso conjunto de novas possibilidades se esconde, à espera de ser integrado na consciência. Mas o que começou como um gigantesco surto coletivo de energia psíquica tem de ser aperfeiçoado a nível individual. É sempre papel do indivíduo cumprir a tarefa, concretizar o processo divino dentro do microcosmo da nossa própria alma.

Cabe-nos a nós, indivíduos, tomar esta energia inconsciente e bruta do amor romântico, este conjunto confuso de impulsos e possibilidades, e transformá-los em conhecimento e racionalização.

Cada grande mito é o registo simbólico desse estádio de crescimento na vida das pessoas. O que explica porque estas poderosas histórias nos prendem por completo e nos tocam emocionalmente a um nível tão profundo.

Tristão e Isolda é o anteprojeto simbólico da nossa psique ocidental, num ponto de viragem crítico do nosso desenvolvimento psicológico. Mostra-nos o conflito e as ilusões, mas também as potencialidades, inerentes à situação.

Robert A. Johnson, in: We (tradução minha)

Um mito, uma danza: Tristão e Isolda, 18 de janeiro, inscrição obrigatória por mail: biodanzanunopinto@gmail.com

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