Vibe

10/11/2017

No sábado passado, o meu DJ preferido, aka, o melhor do mundo, fez 50 anos e 35 de carreira. Quase fui. Mas ando aqui preocupada com uma pontada do lado direito e temi pela minha vida. Não iria conseguir não me desgraçar toda e era o diabo.

Vibe

Tenho muito boas recordações dele.

Uma vez, atravessei o Algarve inteiro sozinha para o ir ver. Vi-o no Kremlin sei lá quantas vezes. E no Lux. E mais não sei onde. Onde ele ia, eu estava. Onde ele estava, eu ia. Enquanto ainda não tinha dado o salto internacional e depois. Grandes noitadas. Felizes. Ao som do maior de todos, do rei disto tudo. Eleito para tocar no Ministry of Sound, em Londres. Quem pôs o nome de Portugal associado à música eletrónica nas bocas do mundo, pelos melhores motivos.

Da primeira vez que o Jamiroquai cá veio, ele abriu o concerto, no Pavilhão Atlântico. E que abertura.

Nestas noitadas, não faltavam amigos. De vários quadrantes. Só tinham graça partilhadas. Um deles está agora em Angola. E dizia uma frase que vim a repetir vezes sem fim este verão, quando fui com o irmão dele e mais dois ao Bons Sons, enquanto ouvíamos episódios gravados da amo.te rádio:

é mau?

Um livro de citações é difícil, a minha memória anda pelas ruas da amargura. Mas se tivesse de eleger uma, seria esta.

Artist’s Date 311/365 – Make a book of quotes from your friends

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