Scots

14/06/2021

Was watching the Scots playing against Czech Republic for the Euro 2020, listening to the Portuguese reporters’ comments on the Scottish team and people, when I realised why I love them so much.

Also remembered a line from Outlander 

When Claire says the Scots are fools to think they could defeat the English at Culloden. Scots being a bunch of peasants in rags, armed with pitchforks and rakes, bows and arrows and a few swords, whilst the English, outnumbering the Scottish, were heading for the battle as an organised army in a uniform, with cannons, muskets, and fine blades.

Still, the Scots fought the battle and, of course, lost it.

It’s their almost naiveté, their fierceness, their faith, belief, will, and passion. Their lack of strategy,  their authenticity.

Scots are not fools.

They just aren’t sneaky, calculated, coy. They are authentic, which is only a problem in a very sick world.

Just found out in The Highland Clans that the first world’s best seller was a book from Sir Walter Scott called “Waverly”. Just ordered it. To see if I can learn something with this literature genius.

Since I can’t move to Edinbrough for a year, as planned, I just hope to get a bit of Scotland and the Scots on my bloodstream.

I’d rather travel the country, scent those fields, feel those mountains, listen to the silence on the banks of the lochs.

Unfortunately, I can’t. But still have Mary Queen of Scots’ Biography and Scottish myths and legends to feel Scotland from afar, in my imagination.

Needless to say, I love a man in a kilt… Scots are in general very masculine and I find them rather sexy…

Summer of 97 – Luxembourg

09/06/2021

Brian Adams had his 69 Summer, so to speak. Me, and a bunch of other pretty cool Europeans, had our very own version of it, in Luxembourg, it was the Summer of 97.

We were there for a traineeship in the European Parliament (except you, I know…) and we had a great time. Loads of fun, not much work to do, new people to meet, mingle with, spend time with.

Some of us kept in touch for a while, life got in the middle, and the majority of us lost contact. Or kept in touch with just one special friend.

My case, with Louise, from the UK.

I lived abroad ages after Lux, but kept the same Portuguese mobile phone number, the first and only Portuguese number I’ve ever had.

So did my dear friend Jutta.

And all of a sudden, on Saturday, I got a notification she had joined Signal. Could not believe it could be her. But it was. We started chatting right away and Markus, with whom I was in contact with as well, suggested a 25th anniversary party, next summer.

We’ve created this watsapp group for that purpose. There’s 6 of us there.

It is private, obviously, and it has this picture of Scott’s.

I found it inspiring, as unfortunately, I don’t have a picture of us all, the good old gang.

I was just talking to Jutta about her visiting Lisbon and associated one thing to another. Since the majority of them never came here.

The girls in the group were OK with it, the boys did not reply.

We have a saying in Portuguese: Quem cala, consente. Which means: if you keep silent, that means consent.

So, I believe the boys consent…

Anyway, if you are reading this, and would like to come over to Lisbon for a get together, please contact me with your name and country, to: contacto@isabelduartesoares.com.

Unfortunately, I deleted all my social media accounts, so I am no longer in touch with Linda Katz (Sweden), the only contact I had from Lux, as I don’t remember the majority of the surnames, sorry about that.

But I remember names… Toby, from the UK, Eva, from Spain, Mila, from Holland, Andrea and Connie, from Germany, Anders, from Sweden…

Anyway, I hope you search for Luxembourg 1997 European Parliament Traineeship/Stage and this shows up.

Please reach out.

New Book – Livro Novo

06/06/2021

About the New Book:

At least I know you exist, are real and not a fantasy, an illusion, a character. Even if rationally knowing I don’t know who you are, have become, what you want. But deep down in my bones, I know. With my aching body and my longing soul. That you exist and for that alone it is worth living.

Knowing I was not dreaming, did not read far too many novels or watched too many movies. 

We are in touch, although we cannot touch each other, feel each other’s heartbeat, look each other in the eye, so that our souls could speak without words. We cannot be together, spend time together, sleep together. The majority of times, it’s not enough, but at least it’s not an hallucination.

Obsessõezinhas

02/06/2021

Padeço de várias, a maior? 27 livros de um autor só. Aliás, é muito fácil descobrir as minhas obsessõezinhas. Só contar quantos livros há do mesmo autor nas minhas estantes.

Could spend hours rearraging books…

Falta o Jogo das Contas de vidro.

Alguns são para impressionar gajos como tu. Os do Hesse li todos. Exceto o citado.

Tenho prateleiras do IKEA 5 por 5 planeadas. Mais uma de 8 e uma de 4…

Para a sala que não tenho na casa que me falta no Alentejo.

Com lareira e tudo.

Feels so right it can’t be wrong

27/05/2021

Feels so right it can’t be wrong…

Depois disto, na sequência de cartas escritas do ego para o self – apesar de te usar como destinatário, já que és tu quem provoca isto em mim, e de me dar um prazer imenso escrever-te, mesmo que não queiras receber – e disto, que me expôs um bocadinho, num momento de descontração, veio a luz verde.

Feels so right it can’t be wrong

Não importa se não é ficção. Não é nada e ao mesmo tempo é tudo. Se não se encaixa em categoria alguma. Lembro-me que o velhinho Selfish Love tinha mais audiência do que o Eça e o TJ juntos (se me estás a ler e ainda és desse tempo, Deus te abençoe).

Sou mesmo boa é nisto.

A escrever como quem fala com alguém. A dizer o que me está preso na garganta, me torna obsessiva e quase me enlouquece. Sou boa nisto, embora a exposição me apavore. E, às vezes, me seja mais fácil escrever em inglês. Neste caso, não é só mais fácil, é apenas natural. O destinatário não fala português.

Sou boa a misturar literatura com psicologia, simbolismo, poesia, talvez mitologia e arquétipos certamente. Essa é a minha linguagem, a minha voz, a forma como gosto de me expressar, que me sai mais natural. Com paixão, profundidade, alguma verve, muita emoção, sentimento para dar e vender, graça avulsa, honestidade, verdade.

E é só nisso que quero concentrar-me.

A escrever, mais e melhor todos os dias. Desenvolver, corrigir, dedicar o meu tempo livre.

Passam a vida a dizer que temos de encontrar a nossa voz, mas depois querem que façamos tudo como os outros, nos encaixemos numa categoria, pensemos no público e façamos o que for preciso e está estabelecido como “o que vende”.

Acabou-se Plandemia, acabou-se tudo o que me chateia, me tira do eixo, me domina pelo medo.

Feels so right it can’t be wrong

Ontem, enquanto via um filme, me contorcia de ansiedade à espera de um retorno que não aconteceu, e trocava mensagens ao mesmo tempo, descobri o que fazer com o segundo livro, que supostamente era ficção mas não é carne nem peixe. Vou contar essa história, como se passou, o que aconteceu, porque me marcou.

As histórias inacabadas têm um poder enorme sobre nós.

Todos somos passíveis de sofrer lavagens cerebrais, basta que quem o faça nos pegue pelo tema de vida, o desejo mais profundo, que é capaz de coincidir com o nosso maior medo.

Sou particularmente atreita a lavagens cerebrais emocionais…

Cada vez me convenço mais de que para além da expressão, do querer ser vista, apreciada, valorizada, como toda a gente, no fundo, escrevo to make sense of it all.

A minha luta interna prendia-se muitas vezes com a dúvida entre se o que sinto e intuo é wishful thinking, impressão minha, coisa da minha cabeça, capricho do ego, ou verdade. Resgato todos os dias a intuição e sensibilidade psíquica que deixei ao Deus dará durante anos.

A luz verde nunca é apenas e só sobre nós.

Tem sempre, sempre ligação a temas arquetípicos e que, por isso, encontram eco e ressonância nos outros.

It feels so right it can’t be wrong…

A Case of You

26/05/2021

Woke up with you today, in my head, Joni Mitchell’s tune: “A Case of You”, from an album, released the year I was born, called Blue. A state of mind I am in so many times I could call it my very own: With the Blues…

Got to know Joni Mitchell late in life. It was love at first hearing…

Replaced Last Time I Saw Richard by A Case of you.

As the first makes tears roll down my face and I don’t feel like crying lately. I’d rather sing.

That’s what I did the whole morning, with the lyrics in front of me, until I knew it by heart, while trying to tune my voice with Joni’s. A handful. Joni has this delicate voice whilst mine sounds more like a thunder sometimes.

Felt like singing it to your ear.

I’d say Oh I am a lonely writer; I live in a box of books and would leave the rest as it is. Sadly, you are very far away, and this song doesn’t call for screaming and shouting.

“Love is touching souls”
Surely you touched mine
‘Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time

Oh, you are in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh, I could drink a case of you, darling
And I would still be on my feet
Oh, I would still be on my feet

Luz Verde

24/05/2021

Um dos livros que mais me inspirou ultimamente foi o Greenlights, do Matthew McConaughey. Luz verde seria o título que lhe daria.

Ando há que tempos a tentar escrever ficção. Cada dia me convenço mais de que não foi para isso que sobrevivi. São tantas e tantas as histórias autênticas que me inspiram.

Histórias autênticas são difíceis de manipular.

Não quero entreter, quero inspirar. Muito menos culpar, mas responsabilizar. Não quero desafiar o ego alheio, mas, num primeiro objetivo, resgatar o humanismo de cada um, inclusive o meu. Depois, chegar à alma. Não me interessa o que nos vitimiza, o que faz de nós dignos de admiração ou aprovação. Muito menos explorar a sombra. Basta-me conhecê-la, para que me permita ir mais fundo, até chegar ao centro de tudo, do todo de cada um. Cada vez mais longe de querer controlar quem quer que seja, mas contribuir como puder para que cada um encontre o seu caminho.

Literatura já faço, mesmo sem me esforçar muito. Da minha criatividade também não tenho dúvidas.

Interessa-me a totalidade, não apenas o que de nós é conhecido e, portanto, se torna relativamente fácil de lidar. Por sabermos o que lhe fazer, ao termos algo a dizer. Mas os pedaços com os quais não sabemos o que fazer, o que se quebrou dentro de nós, não conseguimos explicar, racionalizar. Para o qual não temos um remédio, uma solução, uma cura. Apenas temos de aceitá-lo, como é, como somos. E o que escondemos de nós e do mundo, a pureza da alma.

Só a verdade me interessa.

Não o sadismo, a exploração da miséria alheia, o masoquismo, a autotortura, o self-loathing. Mas a verdade toda, a sombra e a luz, a consciência e o inconsciente, a persona e a identidade total. Interessa-me o desconforto que leva à verdade. Aguentar o sofrimento que leva à consciência. A luz verde que se lhe segue.

Leio a Joan Didion e apetece-me erguer-lhe uma estátua.

Esses são os verdadeiros heróis, os que se expõem sem se diminuir ou enaltecer, que conseguem lidar com o elogio e a crítica, sem que nenhum dos dois lhes insufle o ego ao ponto de se acharem donos do sofrimento ou da virtude. Incomoda-me tanto um quanto o outro. E saber fazê-lo é uma arte. De contrário, é manipulação das próprias emoções, um truquezinho básico do ego. Espanta-me como se convencem… Também me incomoda quem ambos rejeita, por ser sinal de que não está a lidar nem com um nem com o outro.

São as vozes individuais, que respeitam a identidade de cada um sem a impor, que mais me inspiram e ao coletivo, tenho a certeza disso. Calar vozes individuais por não se encaixarem em rótulos ou categorias é limitar o potencial individual. E a cama de Procrusto nunca foi lugar aonde chegasse almejar. Não estou interessada em que me estiquem as pernas muito menos que mas cortem. Já tentei e não fui mais feliz por isso.

Há lugar para toda a gente.

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