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No sofá vermelho

06/06/2007

Andarilho dos 7 mares deitas-te de costas no convés e observas o céu que te faz companhia por esse mundo fora. Hoje está azul. As nuvens brancas têm formas de animais.

Às vezes dás asas à imaginação e vês-te numa casa, com família que te aquece o coração nos dias mais cinzentos. Pego-te na mão e tento trazer-te para este mundo. Deixas-te guiar pelos meus sentidos e gostas. É uma sensação nova, um sítio desconhecido, um cenário completamente diferente do que vês todos os dias.

Passam-se os dias e noto-te agitado. De repente desapareces. Chamo-te mas não me ouves. Resolvo ir à tua procura.

Dou contigo sentado na mesma rocha onde costumo sentar-me a observar o mar. O teu olhar está longe, está lá, no mar, de onde afinal nunca deverias ter saído.

E assim sendo, devolvo-te ao mar e espero por ti quando resolveres voltar.

Gostas das cores? São bonitas as cores da caixinha que guarda o meu tesouro não são? Dá-te vontade de abrir? Sentes-te uma criança ante o fruto proibido?

Temos pena, não podes abri-la. Nesta caixa guardo um tesouro que vou esconder no fundo do mar. Se te portares bem desenho-te um mapa para que possas lá chegar. Vai-te dar trabalho, aviso já.

Mas se o encontrares, ao tesouro, se souberes cuidar dele podes abrir a caixa e ver o que está lá dentro.

Não são pedras preciosas nem moedas de ouro. Ao invés, é algo muito mais precioso do que todas as pedras preciosas e todas as moedas de ouro do mundo. Depois verás.

E mais este, de bónus.

*Foto

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  • Arnaldo Icaro 07/06/2007 at 18:41

    gosto muitissimo do primeiro
    ta muito bom mesmo
    infelizmente não consegui sentir o mesmo quando te ouvi a ler…é o stress de ler em público :P
    (também tenho essa doença) ;)

  • ISA 08/06/2007 at 00:38

    pois é… é horrível. um gajo n passa nem metade… ou seja: n tem metade do impacto…

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