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(22 JAN)

29/01/2006

De: Baga (Goa)
Para: Lisboa

– Eles dizem que Baga parece a Oura. Eu acho que nao e tanto assim. As ruas sao barracas – pro delirio de qualquer mulher que se preze – aos montes, todas coladas umas as outras. Restaurantes bons onde jantamos todos juntos, um deles com as mesas demasiado grandes, andamos feitos monhes, gostamos de estar todos em cima uns dos outros. Assistimos ao Man. United X Liverpool. Em Baga ha barulho mas nao e tao mau como a Oura STOP
– Um gajo na India orienta-se. Basta andar pela rua, quem diz a rua diz pra mais de um dia inteiro de comboio, que logo, logo se nos entra no ouvido o chai, chai; Hallo, Hallo; Chapati, acompanhado de toque no braco ou na perna ou no que estiver mais a mao, seguido de dedos a italiana mas em vez de um: ma che, sao levados a boca para exemplificar que nos pedem comida; where are u from my friend? STOP
– Nos abanamos a cabeca para a frente e para tras para dizer que sim. Os monhes abanam para o lado. Ha quem diga que abanam para os dois. Tenho visto apenas para um, o mesmo. Com um baixar de olhos. Sao tao queridos… (entretanto ja vi abanarem para os dois) STOP
– Os poucos tuk que ha tem portas STOP
– Os monhes vao a praia todos vestidos. Em Calangute so se veem aos montes, todos a molhada, sempre, e de maos dadas quando vao ao mar. Parecem miudos. Ate as brincadeiras entre eles parece de putos de 15 anos, que nao sao.
– Esta praia totalmente monhe tem inclusivamente vacas e um gajo a gritar: chai, chai… O proprio do Ghat, com aquela gente toda a tomar banho numa gritaria que so vendo STOP
– Na praia de Baga, onde nos instalamos, os monhes passeiam-se vestidos para controlar o mulherio ocidental. Param e ficam a olhar e quando nos apanham distraidas, fingem que tiram fotos uns aos outros para nos apanharem as mamas e os rabos. Uns atrasados mentais, coitados STOP
– Comemos peixe grelhado e salada. E frutinha que foi um mimo. Que se lixe a dotora STOP
(23 JAN)
– Ate ha mulheres a condizir mota e a andar de dita com uma perna pra cada lado, enquanto penduras. Raro, raro. Normalmente andam qual princesa chique do seculo 18 a andar a cavalo, com as pernas para o mesmo lado STOP
– Ha miudos varios a jogar futebol. A influencia portuga esta aqui STOP
– O Andre adoptou completamente o the Indian way of driving no nosso meari a la monhe so que vermelho. Buzinadelas bravias a torto e a direito STOP
– Vamos jantar ao Rangol e depois a um bar muito giro, enorme, com alta onda, onde so estavamos nos e a musica era um nojo. Foi fixe STOP
(24 JAN)
– Vamos a Anjuna, a uma praia que me faz lembrar o Baleal. Diz-se que e o sitio dos freaks. Ja vi bem pior STOP
– Falamos cedo demais. Primeiro a Marta, depois eu, a desfazermo-nos completamente e a contorcermo-nos de colicas STOP
– Nao volto a comer marisco enquanto me lembrar STOP
(25 JAN)
– Eles foram todos para a praia. Eu fiquei a cura-la STOP
– Parabens ao paizinho STOP
– A Marta deixa-me o iPod dela gracas a Deus se nao tinha de levar com a musica martelada bravia do monhe que nos aluga o pardieiro por 3 dias STOP
– Se esta merda nao me podia ter dado no Norte, caneco STOP
– Encho a boca pra dizer que nunca tou doente e em 15 dias ja apanhei duas constipacoes, uma colada na outra, a primeira mal curada e agora tou a sofrer, com direito a uma tosse que me arranca os pulmoes e me desfaz a garganta, e uma intoxicacao alimentar ou algo do genero. E isto nao me podia acontecer em Lisboa, porra, no Inverno, ja agora… STOP
(26 JAN)
– Ja tou boa. Ja fui a praia e ja me deram uma mezinha para a tosse que e uma maravilha. Dei dois goles e parei de tossir. Na nova praia onde vamos em Baga. E la que tomamos o pequeno almoco STOP
– Eles apanham uma bezana tremenda na Cuba nao sei que, uma disco com ambientes exteriores altamente e uma pista de manifesto mau gosto, com um palco onde so e admitida a entrada a mulheres: Ladies Only, assim mesmo. Eu estive a agua a noite toda. Ha que ir com calma que ja tive a minha dose e este e so a minha primeira saida pos caganeira STOP
– Ta um calor do caracas e estamos todos com um bronze de fazer inveja STOP
Proxima paragem: Palolem
Soundtrack: Epitáfio: O Acaso vai me proteger enquanto eu andar distraido, Titas. Powered By: Cosmopolitan Babe

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  • bonifaceo 30/01/2006 at 14:39

    Cheia de sorte, “um calor do caraças”, safaste-te de boa, tu que odeias frio, porque como sabes, cá está um frio do caraças, até nevou na tua Lisboa (entre muitos outros sítios pouco habituais), na minha Aveiro não há meio mas também não me importo nada. Ainda bem que já te curaste. Beijo.

  • Nando 31/01/2006 at 17:30

    Portugal estava mesmo a dever isto ao mundo: depois de Fernão Mendes Pinto, teremos as atualizadíssimas Peregrinações da Isa. Depois (ça va!) que os Stops forem substitídos pelos devidos conectivos. E (é claro!), com um alentado anexo com as Aporrinhações sofridas, mas que, superados os eventuais efeitos deletérios do odor e da comida, serão apenas vagas e divertidas

  • maria 01/02/2006 at 16:47

    Pois tenho acompanhado muito atentamente a vossa viagem…e se é verdade o que diz o Nando que é bom viajar com voc~es, tmabém posso adiantar que tenho muita inveja…principalmente desse calorzinho e dessa praia…
    Beijos e continua a divertir-te…

  • ISA 02/02/2006 at 13:32

    valeu galera. Beijos e viva o cavaco!

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