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De: Delhi

10/01/2006

De: Delhi
Para: Lisboa

Over and out
– Assim que o sol se poe, as mulheres, que ja sao poucas as que circulam, desaparecem das ruas como que por magia STOP
– Ha sosias do Osho por todo o lado STOP
– Um gajo tem de se descalcar para entrar seja em que templo for STOP
– Os monhes comem com a mao direita e limpam o rabo com a esquerda. E nunca se esquecem nem se trocam. Deve ser por isso que a mao esquerda nunca esta em cima da mesa, a vista STOP
– Integro-me onde for preciso de tal maneira que ate o picante marcha. Respeito tudo e todos. A cultura e os habitos. Os medos e as paranoias. So me doi a castracao a nascenca. O facto de um gajo ter de ser cangalheiro, sem sequer ainda o saber, para o resto da vida por causa das putas das castas. O que me doi e a falta de poder de escolha STOP
– Tanta coisa por causa da caganeira e eu estou aqui com uma panca descomunal. Nao, ainda nao defequei!!! STOP
– Red Fort: parece que la morou um imperador mongol qualquer. A presenca deles nesta rgiao nao durou muito mas trataram de construir um forte gigantesco, numa area ainda maior, para que ao senhor nao faltasse espaco de manobra. Gigante o espaco. Os varios edificios tem redes para proteger das pessoas mas os pombos esvoacam la dentro que e uma beleza. Piores as maos dos monhes que as cagadelas de pombo? Pelos vistos… STOP
– Os monumentos estao simplesmente aos caidos, com um ar abandonadissimo STOP
– Os museus, dentro do Red Fort, para alem de federem, quase nao se ve nada la para dentro. Os vidros sao um risco so. E bom porque os ditos nao interessam rigorosamente a ninguem STOP
– Jama Masjid, a maior mesquita da India, grande, de facto STOP
– A saida da mesquita e a feira dos horrores. Os mercados de rua, ou as ruas transformadas em mercados, estao organizadas por temas, a saber: aves depenadas, cabecas nem sei de que e por ai fora que nao da sequer para olhar STOP
– Do lado oposto ha de tudo: gente doente no chao, criancas por todo o lado, animais de toda a especie e toda a gente pede. Um verdadeiro pesadelo. Nesta rua passamo-nos todos. Nao da para ficar indiferente a tanta desgraca STOP
– Fugimos a passos largos da gripe das aves STOP
– Delhi nao e so edificios baixos e aos caidos. Tambem ha predios e zonas tipo Restelo, monhe way, of course STOP
– Fico contente por sair de Delhi. O transito e uma loucura. Os Tuk Tuk andam em contra-mao no meio das cabras, das vacas, das carrocas, das criancas e das outras pessoas, que atravessam a rua indescriminadamente, sem regras, sem cuidado, sem medo nenhum. A miseria e por demais penosa. Os deficientes, literalmente sem pernas, aventuram-se no meio da estrada – onde ha sempre uma mota ou riquexo ou bicicleta a querer furar nao se precebe bem por onde – para pedir enquanto o sinal esta vermelho e sempre que este e respeitdo STOP
– Os homens riem-se, as criancas tambem e a maior parte das mulheres olha para nos com umas trombas de metro e meio STOP
– Mlhares de pessoas vivem sentadas na rua STOP
– Tudo o que e Tuk Tuk e autocarro diz, atras, Keep Distance, pra que pergunto eu, se o travao e basicamente o riquexo da frente STOP
– Todos precisamos de um tempo das buzindelas permanents STOP
– Proxima paragem: Agra, a cidade do Taj Mahal STOP
– As putas das teclas destes PC prendem a toda a hora STOP
– Perdoai a falta de uma letrinha ou outra STOP

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  • CA 11/01/2006 at 18:52

    Também troquei uma letrinha… mas não estou na Índia…

    Sorry.

  • bonifaceo 11/01/2006 at 18:59

    Estes stops é que me matam…
    Isso parece uma metrópole, com tanto trânsito… ;)

  • Alexandre 11/01/2006 at 21:06

    Agra Babe!
    Isto de viajar testa-nos a toda a largura, confere-nos elasticidade ao cérebro, alarga-nos a visão, questiona-nos os valores, aguça-nos os sentidos, acelera-nos a experiência de vida, planta-nos carácter desde dentro, abre-nos umas portas, fecha-nos outras, ensina-nos a aprender, …isto de viajar é uma viagem do camandro, hã?
    Agora… isto de tu viajares com um avanço de vários dias é que me lixa… porque por um lado um gajo adormece com imagens que deixam muito a desejar e não nos animam nadinha nesta fase pré-ida… por outro um gajo envolve-se, teletransporta-se para aí a cada linha, quase que vive a coisa… e depois quem é que nos esfria a ansiedade?? ‘Tá quase, eu sei… mas acho que quando chegar faço “skip” à feira dos horrores…;)
    Continua a escrever, beijo gigante para todos!

  • maria 11/01/2006 at 21:28

    Bem…só falta acabares a reportagem, “directamente da India, Isa& Companhia”…Diverte-te!

  • Gonçalo 11/01/2006 at 21:37

    o imperador não é mongol, é mogul. e não é por serem monhés que “dividem” as tarefas das mãos. é por serem muçulmanos.
    Adverte-te

  • Anonymous 11/01/2006 at 22:43

    O Gonçalito deve ter muita razão porque os “moslems” em Marrocos fazem a mesma coisa, uma mão para o rabo outra para a boca! Muita porcaria, muita porcaria mas com regras!!

    Ai jajus, que “dor de corno”…

    Bjos. Suse.

  • Mipo 12/01/2006 at 01:21

    não troques as mãos STOP

  • ISA 12/01/2006 at 12:29

    Sim, Alexandre, faz isso. N stresses. Adoro os teus comentarios. Beijos grandes pra ti tb.

    Brigada, Gonca, e dos guias em ingles e sabes que n falo estrangeiro…

    Beijos para todos e valeu!

  • Alexandre 12/01/2006 at 12:38

    Taj Mahal Babe,
    Não te esqueças de escrever os nomes de todos (o meu também ;)…) nas paredes do Taj Mahal com aquele canivete que conseguiste esconder à entrada do avião, está bem? Tipo cow parade…
    (Não contes à Rita senão ela mata-me por atentado ao património…)
    E pede autocolantes e sacos de plástico como na FIL…
    E confirma lá a história por detrás desse palácio que a

  • Anonymous 16/01/2006 at 10:05

    como te compreendo…em Marrocos tive o mesmo problema:-) é que nem um pouco de flatulencia!! Já os amigos..era uma alegria vê-los!

  • Cata Ariztía 17/01/2006 at 18:43

    Adorava ver esses turistas acidentais in situ…se puderes põe fotos!!!
    Desde muuuuito longe e com muuuito calor
    a Ariztía;)

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