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OUTROS TEMPOS…

25/11/2005

Se há coisa que me dá gozo no tempo que passa sem que dê por ele, em que nada acontece durante meses a fio, é quando tenho semanas como a que tive.

Depois de tempos de nervos e ressentimentos em demasia, depois da euforia que se segue a esses momentos, depois do agora é a minha vez, desenfreado, sem olhar para o lado, sem questionar, chegam outros tempos. Os tempos de acalmia. Longe dos tempos em que culpamos tudo e todos, à excepção de nós mesmos, por todos os males que nos consomem a alma, chegam finalmente aqueles tempos em que um gajo faz por se resolver. Aqueles tempos em que andamos em pé de igualdade com os outros. Aqueles tempos em que mandamos o ego prá pqp e resolvemos as questões pendentes com os que nos são mais próximos. Em que damos espaço ao outro para falar. Em que nos damos espaço para ouvir. Em que mandamos, outra e outra vez, o ego prá pqp e lidamos com as coisas e as pessoas como tem de ser. De forma a que não nos façamos mal a nós e consequentemente aos outros. Porque a infelicidade dos que nos são mais próximos não dá gozo nenhum afinal, mesmo que estejamos felizes com a nossa vidinha.

Para tudo é preciso tempo. Para tudo temos de nos dar tempo. Sem arrependimentos por pensamentos mais ou menos católicos que tenhamos tido em relação aos outros. Porque somos assim mesmo, porque somos humanos com o que de melhor e de pior podemos ter, ser e sentir. Porque até temos esse direito. Porque é assim. Faz parte. Seja do que for mas faz parte. Para depois, com calma e a frio, com sentido de justiça e de equilíbrio, com pouco ego e muito coração, podermos chegar a esses tempos, os de acalmia.

Esta semana soube-me bem constatar que não sou assim tão boa. Que os outros não são assim tão maus. Esta semana soube-me maravilhosamente pôr a leitura de meses em dia, graças a uma internet mais lenta que correio a lombo de burro, que me fez voltar aos jornais acumulados há meses. Esta semana soube-me optimamente resolver um monte de merdas na minha cabeça.

E o melhor de tudo é poder colher os frutos nas semanas, meses, anos que se avizinham.

O melhor mesmo é a sensação de verdadeira paz que sentimos. Não aquela aparente em que o coração continua aos saltos e o mau humor nos invade de repente sem que percebamos porquê. Porque é essa paz tranquila que queremos para nós.

O melhor é sentir que contribuimos para isso, de coração.

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  • Anonymous 28/11/2005 at 10:50

    BELEZA!!!!!!!!!!

  • bonifaceo 28/11/2005 at 18:13

    Ainda bem que arrumaste as ideias. Pelos vistos andavas mesmo a precisar.

  • ISA 29/11/2005 at 02:05

    muito me apraz a tua presença por aqui querida Xuxu… temos de falar filha mas isto n anda fácil…

    sim, nem eu sabia como estava a precisar, Boni. mesmo… mas ainda n estão totalmente arrumadas, o processo é longo e moroso… a parte boa é que as coisas vão fazendo sentido e isso é um estímulo enorme para continuar.

    Beijos

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