Traduções de Artigos de Psicologia

9 formas destrutivas de comunicar*

23/08/2013
1. Ser defensivo: quando nos apercebemos de que o que a outra pessoa está a dizer representa uma ameaça real e tentamos contra-argumentar. Na verdade, a outra pessoa não está a tentar atacar-nos. Em vez de sermos defensivos, tentemos ver de que forma o que ela está a dizer é construtivo para nós, pedindo-lhe para clarificar questões do tipo: “Como assim, qual é o teu ponto?” Podemos surpreender-nos com o facto de a outra pessoa nos querer dizer algo e nós reagimos de forma exagerada por motivo algum. 
2. Fechar-se: quando erguemos um muro e praticamente bloqueamos tudo o que o outro nos está a dizer. Um exemplo é quando alguém está a tentar dar-nos um sermão e a nossa atitude é: “que se lixe, não quero saber, não estou a ouvir, etc”. O que pode resultar em algo destrutivo em particular em relações em que o outro tem algo importante para nos dizer. Não encarar as questões do momento pode levar a um falhanço da relação. Em vez de nos fecharmos, podemos tentar ao máximo mostrar que estamos a ouvir, olhando gentilmente nos olhos da outra pessoa, levando-a a acalmar-se, a sentar-se e a falar sobre as coisas. 
3. Ser sarcástico: há um tempo e um lugar para isso, mas quando somos sarcásticos estamos a enviar uma mensagem que diz ao outro que o que nos está a dizer não está a ser levado a sério. Além do mais, se a outra pessoa está à espera de uma resposta direta e honesta, e nós tentamos ser sarcásticos, a outra pessoa pode sentir-se bloqueada. Em vez de sermos sarcástico, podemos dizer exatamente o que o outro quer ouvir. 
4. Usar o humor: é semelhante ao que ocorre com o sarcasmo. Há um tempo e um lugar para o humor, mas algumas situações requerem que sejamos sensíveis e que usemos o tato. 
5. Não mostrar que estamos a ouvir através da nossa linguagem corporal: podemos estar a ouvir, mas às vezes não prestamos verdadeira atenção à nossa linguagem corporal. A nossa linguagem corporal também tem de comunicar que estamos a ouvir. Por exemplo, olhar nos olhos, ficar diretamente de frente para a outra pessoa, inclinarmo-nos para a frente na direção do outro, postura corporal aberta (não cruzar os braços, etc.)
6. Não ser inteiramente honesto: quando tentamos ser falsos, dizer meias verdades ou omitir informação importante. Se estamos a falar com alguém, a principal coisa que alguém procura é a genuinidade, que desenvolvemos quando não temos nada a esconder. Não podemos ser genuínos em todos os nossos relacionamentos, mas se respeitarmos verdadeiramente o outro, deveríamos tentar ser vulneráveis de uma vez por todas. Fale das suas inseguranças, o que é importante para si, os seus valores, etc.
7. Conversa casual: não sei por vocês, mas pessoalmente acho a conversa de chacha desconfortável, porque tudo é superficial. Ambos os lados estão a tentar ser cordiais, fingindo e escondendo alguma coisa. Se você é bom nisto, bom pra si, mas para algumas pessoas a conversa de chacha é uma chatice. A não ser que você seja leve, talvez esta questão não o afete. 
8. Ser demasiado sério: opõe-se ao humor e ao sarcasmo usados na situação errada, quando não conseguimos manter a conversa leve. Há momentos em que é muito desconfortável falar de assuntos sérios ou pessoais e é melhor acrescentar um pouco de humor para aliviar o ambiente. Há que ser dinâmico. 
9. Ser paranóico: é quando assumimos que a outra pessoa tem intenções maldosas e nos tornamos oblíquos no processamento de tudo o que o outro nos está a dizer. Por exemplo: ouvimos um amigo dizer que outra pessoa não é boa pessoa e quando falamos com ela já estamos a tentar encontrar esses defeitos. Talvez haja um fundo de verdade no aviso que o nosso amigo nos fez, mas se nunca o tivéssemos encontrado, iríamos começar por dar o benefício da dúvida. 

*Via

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