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CORUCHE

27/05/2005

Sexta-feira, 20 de Maio, a população está agitada. Na véspera havia sido notícia com honras de horário nobre. Motivo: quezílias com os ciganos. Um cigano partiu uma montra de um café porque alegadamente o dono não lhe quis dar de beber. Como sempre, a GNR, sabendo que se trata de problemas com ciganos, demora a chegar, propositadamente. Tem medo. Faltam elementos para enfrentar os ciganos, diz o povo. Dois ou três habitantes de Coruche encontram-se no hospital vítimas de facadas. A população tem medo. Ninguém lhes faz frente nem mesmo os 18 elementos da GNR responsáveis pela paz e pela ordem na vila de Coruche. Ciganas berram para quem quer ouvir, filmadas pelas câmaras da TVI, que fazem e acontecem. Os jornalistas do referido canal fazem o seu papel, ouvem apenas os ciganos, que, com a maior cara de pau como se não tivessem acabado de ameaçar este mundo e o outro, acusam a população de racistas, coitado do cigano sempre inocente.

Verdade dos factos: o cigano estava bêbedo que nem um cacho, era tarde e o dono do café não quis problemas e por isso não lhe deu de beber. A casa é sua, teme pelo património, está no seu pleno direito. O cigano, não se sabe bem como, parte a montra. Chegam mais e mais ciganos. A confusão instala-se. O resto já se sabe.

A população cigana chegou a Coruche há não sei quantos anos, corrida de outras terras por arranjar problemas. O presidente da Câmara de Coruche aceita que se instalem na vila a troco de votos. A reprodução é natural, a população cresce. As arruaças começam. Aumentam de dia para dia. Famílias inteiras espalham o caos. A população de Coruche sustenta-os. Pais, filhos e avós. A Segurança Social passou a ter um segurança, pago pelo povo, para impor alguma calma no entusiasmo com que os ciganos fazem as suas exigências. Sem segurança que o valesse, perto do mercado, o dono do café teve de fechar o estabelecimento porque o que ganhava não dava para pagar os estragos que os ciganos faziam todo o santo dia. Crianças e adolescentes são assaltados quando saem da escola, por ciganos, aproveitando-se do descampado que têm de atravessar.

Em Coruche há chineses, que trabalham, têm as suas lojas e restaurantes. Imagino, e não é preciso ser muito perspicaz, que haja brasileiros, ucranianos, romenos e demais nacionais de outros países do leste europeu a ganhar a vida honestamente. Ao que se sabe, toda a gente convive civilizadamente.

Não me parece um caso de racismo por parte da população de Coruche, Dra. Manuela Moura Guedes. Também não me parece que seja esse o seu papel, acusar de racismo uma vila inteira, sem sequer lá ter posto os pés, usando para o efeito um canal de TV, à hora do jantar.

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