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FREUD EXPLICA 2

03/04/2005

Antes sim. Lembro-me de sorrir. De correr. Dos meus cabelos a esvoaçar. Lembro-me de correr de braços abertos.

Lembro-me do céu azul. Com uma ou outra nuvem branca. Bem brancas. Nem muito grandes nem muito pequenas. Médias, de formas mais ou menos redondas.

Lembro-me de correr, levemente, de braços abertos. O esquerdo ligeiramente para trás. A mão aberta. Acho que esperava uma outra mão na minha. Lembro-me que não olhava para trás como se tivesse a certeza que vinhas atrás de mim. Pouco atrás. A sensação que tenho é que estavas a poucos passos de me dar a mão. Depois deste. Não olhei para trás, sabia que eras tu. Continuámos a correr. Quase como se flutuássemos. Corríamos em campos de trigo amarelos, lindos. Com os olhos no horizonte, onde o azul do céu se juntava ao amarelo forte do trigo, sorriamos e seguíamos em frente. Nem sempre numa linha recta. Às vezes íamos na diagonal. E seguíamos por aí. Nada nem ninguém nos dizia qual o caminho a seguir. Éramos guiados pelo instinto. Sempre de comum acordo. Em perfeita sintonia.

O céu era sempre azul e os campos eram sempre de trigo. Amarelos. Enormes.

Continuamos a correr. Olho para ti, sorrio. Um sorriso rasgado. Os teus olhos grandes brilham, meio fechados por causa do sol. Também sorris. Um sorriso aberto, genuíno.

Dou-te um abraço. Dás-me um beijo, fazes me uma festa e continuamos.

Agora caminhamos. De mãos dadas. Conversamos. Olhamos um para o outro enquanto falamos. E continuamos, seguindo o nosso caminho.

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