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UMA QUESTÃO DE SAUDOSISMO.

26/01/2005

OU SERÁ DE CONSERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO?

Não sei se é o espírito sebastianista/saudosista que há em mim, e do qual ainda não tinha tomado consciência, se o que é mas faz-me confusão ceder o cinema Império à IURD e ver o Condes transformado num Hard Rock Café. Já aqui dei outros exemplos que não repito para não me deprimir. Sinais dos tempos ou tudo em nome do progresso, diz-se por aí. Quais tempos, os das igrejas alternativas? Qual progresso, o da comida de plástico?

Nada disto me convence e menos ainda quando vejo que uma loja centenária, que não sei o nome mas que vendia apenas tecidos, se mantém graças à persistência e à dedicação do dono, que, em alternativa e sem cair na tentação fácil de se desfazer do negócio, vende hoje tudo o que se imaginar se possa para a casa, independentemente do gosto de cada um. O que aqui interessa é que mantém este espaço único, o mais que pode.

E ainda menos quando entro na livraria Lello, que é qualquer coisa de fantástico. Com um pé direito a fazer lembrar uma mansão secular, madeira de qualidade pejada de livros para todos os gostos, uma escadaria que nos conduz ao segundo andar onde nos podemos sentar confortavelmente a ler, esta livraria fez as minhas delícias na minha primeira visita ao Porto.

Só me posso dar por contente pelo facto de o Pedro Abrunhosa se ter acorrentado ao Coliseu do Porto porque de contrário não teria havido lugar a um concerto com um cartaz como o de Sábado passado, tudo em nome das vítimas do maremoto que devastou a Ásia há um mês.

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