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MALDITA DISTÂNCIA

28/10/2004

Há um monte de assuntos sobre os quais me apetecia escrever. Desde a Comissão do Durão às confissões do Marcelo, passando pelas eleições nos EUA, nomeadamente um comentário à coluna do Luís Delgado no DN de 2ª feira, e pela coluna Estado de Sítio de ontem, também no DN, e acabando no filme do Kosturica, mas não tenho cabeça.

Não tenho cabeça porque ela está longe. A 10 horas de distância de avião. Está no Brasil, em Sampa.

É que uma pessoa anda aqui a queixar-se disto e daquilo e não pensa mas é na bênção de Deus que é ter saúde. Despreocupa-se porque acha que ainda é nova e que está sempre tudo bem e pronto!

E está tudo bem. E de repente está tudo mal! Apanhamos um cagaço do caraças quando a saúde nos prega partidas e quando se trata de crianças é pior ainda.

Olho para as minhas sobrinhas brasileiras, que são a coisa mais linda, todos os dias. Recebi há pouco tempo uma foto, em que estão de tranças daquelas fininhas que não sei o nome, que não resisti a substituir pela que tinha delas, no desktop do meu PC. Nesta foto quase não se distinguem. Mas olhando bem vê-se que a Jujuba é a da direita e a da Marinete a da esquerda. Os nomes não são estes mas é assim que lhes chamo. Adoro-as de paixão, apesar do pouco que convivo com elas. Porque fazem parte da família. Porque são engraçadas, simpáticas, descontraídas e muuuuuuito divertidas. São diferentes uma da outra, como convém a umas gémeas que se prezem. E são lindas, cada uma à sua maneira. Rio-me às gargalhadas com as histórias que o meu irmão conta! Porque elas são simplesmente adoráveis! Não há quem resista ao encanto destas brasileirinhas.

Eu muito menos. E tenho saudades delas todos os dias!

Gostava de poder ter assistido à festinha da escola delas. Gostava de as ir buscar à escola e de as visitar sempre que me apetecesse. Gostava de poder falar com o meu irmão e a minha cunhada ao vivo e a cores tantas vezes quantas quisesse.

Gostava de poder estar com eles agora. A noite toda. Ou com a Marina, em casa. Gostava de visitar a Jujuba e de me rir com ela. De ver os DVD que lhe apetecesse ou de brincar de alienígena ou do que calha, o tempo todo. Gostava de poder estar onde fizesse mais falta.

Gostava de poder dar um abraço bem grande à Martha que é uma cunhada do caraças! Que é uma querida e que merece tudo do melhor. E que terá. Porque Deus não dorme. E ainda por cima há quem diga que é brasileiro. Não sei se é ou não. Mas que olha por ti e por vocês todos, isso olha.

Não gostei de não estar em casa quando me ligaram na 2ª feira. Adorei o gesto mas irritou-me porque perdi uma oportunidade de as ouvir. Aquele sotaque lindo e aquela calma na voz de que gosto tanto. Gosto que o meu irmão me telefone sempre que lhe apeteça. Gosto dos e-mails da minha cunhada e de a ouvir sobre tudo e mais alguma coisa.

Adorei ouvir a Jujuba ao telefone e de saber que está boa, tranquila e que na opinião da Marinete está tendo um vidão! Gostei mais que tudo de saber que está tudo bem.

Apesar da maldita distância, é em vocês TODOS que penso a toda a hora.

Hoje e sempre!

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  • Martha Nader 30/10/2004 at 22:38

    Isa, obrigada por tudo – te adoramos.
    A Jujuba manda dizer que já deu conta dos alienígenas que tinham invadido o corpo dela – e que agora vocês precisam armar um plano para evitar novos ataques
    bjs
    M.

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