Prata

A famigerada inveja

24/04/2015

É comum usar o argumento da inveja para justificar ataques pessoais, críticas, maledicência, que na grande maioria das vezes, se não todas, têm o objetivo claro de tentar impedir alguém de continuar a fazer o que quer que seja que estiver a fazer e que desperte sentimentos de suposta inveja nos demais, manipulando-o, fazendo-o sentir-se inseguro, na necessidade de responder de esclarecer, de se justificar, usando todo o tipo de argumentos, recorrendo a truques baixos, como a agressão, passiva ou explícita, a traição, a humilhação, a difamação, a mentira, o menosprezo, o bluff, para o conseguir. E com o objetivo único de tirar o outro do seu foco, para que se concentre no que não interessa, o crítico, o maledicente, o manipulador.

Confesso que não gosto muito da palavra, porque não é exatamente o que acontece connosco, quando nos sentimos mordidos por algo que alguém fez ou disse, e que não constitui um ataque pessoal, direto ou indireto, ou uma ofensa clara e inequívoca.

O que acontece quando alguém se destaca da média e é bem-sucedido, está feliz, a fazer o que gosta, com a vida que leva, é espontâneo, autêntico, se diverte, está apaixonado, em suma, é genuíno, e isso é admirado, aplaudido, valorizado, reconhecido, provocando sentimentos positivos nos outros, mas não em nós, não é necessariamente inveja, no sentido em que não é literalmente naquela situação que gostaríamos de estar, que queríamos estar a viver. Muito menos se trata de querer ser outra pessoa, sequer como ela, a que for capaz de despertar coisas boas nos outros.

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