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A força de vontade é sobrevalorizada

16/08/2013
A natureza de todos os nossos complexos é emocional. Os complexos degeneram em padrões de comportamento, que quase se tornam automáticos. É daí que vem a nossa relação com o dinheiro, com o feminino, o masculino, os outros, connosco. Existe um motivo emocional para cada comportamento nosso, com particular destaque para os comportamentos compulsivos, como os vícios, sejam eles de que tipo forem: fumar, beber, comprar, comer, etc. Normalmente, os comportamentos compulsivos são uma tentativa de prazer imediato em relação a alguma frustração… Daí que por mais força de vontade que tenhamos, por mais que nos esforcemos, por mais que queiramos lidar racionalmente com os nossos comportamentos, e mudá-los pela via do racional, e independentemente de sermos bem sucedidos nessas tentativas, como deixar de fumar, o vazio que se instala fica, para sempre. Ou é substituído por outro padrão de comportamento igualmente nocivo. A não ser que comecemos a associar cada comportamento nosso a algo que ouvimos repetidamente na infância. Não há milagres, não há osmose, não há tentativas mais ou menos esforçadas de auto-convencimento. Resta-nos dar a mão à palmatória e olhar para a psicanálise, e para a pergunta que sempre nos fazem: associa a quê?, e encarar, pensar, aqui sim, o recurso ao racional é fundamental, responder e começar a ver antigos padrões a desfazerem-se, para darem lugar a novos comportamentos, a novas formas de olhar para as coisas, nomeadamente para o dinheiro, e a viver com isso, sem culpa. É nesse momento que, digam o que disserem, ficaremos em paz. É a forma como nós olhamos para as coisas que nos prejudica, não o que os outros dizem, ditam, acham ou apregoam.  

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