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Ainda a cruz de Cristo

09/02/2013

O que me agrada nela, e ainda que a minha rebeldia se manifeste no quanto odeio regras, no quanto elas me reprimem – apesar de as exigir e lhes reconhecer utilidade em conjunto, mas jamais no individual – são precisamente os limites. Tem quatro braços todos iguais (equilíbrio entre o masculino e o feminino, ao contrário da cruz católica, maior num dos braços, símbolo da primazia do masculino) e cada um deles têm um limite, como que me lembrando que só funcionam em equilíbrio, que se um deles  quiser crescer mais do que os outros e tomar conta do leme na minha cabeça os outros três vão ficar a esbracejar.

Aquela fase: eu posso tudo, não não pode. Que corresponde ao momento, na jornada do herói, em que corremos o risco – e sempre caímos, o ego é um negócio tramado, normalmente quando nos queremos convencer de algo, falamos pra nós, quase sempre, não pros outros, apesar de o projetarmos pra fora – de se nos insuflar o ego e nos tornarmos nuns caga-regra sem noção. E andarmos aí tipo pastor de seita, a querer impor as nossas soluções aos momentos do outro, que muitas vezes está noutra, não acredita no mesmo que nós nem sequer quer o mesmo que nós, apesar de percorrer o mesmo caminho, o do auto-conhecimento, só que à sua maneira, no seu tempo, de acordo com as suas próprias convicções e modos de agir. E, acima de tudo, de acordo com o seu momento. E já sabemos que não vale a pena apressar momentos, por mais que queiramos ajudar, o outro, e nós, temos de chegar às nossas conclusões por nós, no nosso kairos, não no do outro, muito menos em Chronus…

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