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Ainda o Natal

15/01/2015

O gajo cá de casa diz que por ele o Natal vai até à Páscoa. O pinheiro verdadeiro vai ficar montado até lá, ou até cair, de amarelo… Por mim é na boa, desde que fiquem as luzinhas…10906158_1557641921147853_4639015115801880754_n

Ontem, o Natal acabou. O pinheiro verdadeiro já está na varanda, desmontado. Apanham-me de costas e é isto, à minha revelia. Quando dei por isso, achei aquelas paredes enormes e bateu uma tristeza maior ainda. Fui decidida e imediatamente buscar as luzinhas e voltei a pô-las na janela e parede. A árvore de natal pequena, que é da minha mãe, onde o Natal também acabou ontem, continua na estante do espaço onde escrevo. Negação tem poder, amigues.

Quando fui ligar as luzes, deu-me um ataque de riso, parece uma casa de malucos. Os DVD e CD resplandeciam luzes de todas as cores, num movimento quase esquizofrénico, a roçar o perigo de nos tornarmos epiléticos de um momento pro outro, enquanto vemos televisão. Deixei estar e esperei pelo veredicto do gajo cá de casa, que dizia que parecia que morávamos numa loja dos c10933815_1561715947407117_317206004943196652_nhineses. E também me disse que nem pense em pendurar as de cores na janela, imagina como se vê de fora. Tem medo do que irão dizer os vizinhos, mora aqui há mais tempo que eu. Não estava preparada para encarar o doloroso inverno sem a magia das luzinhas, mas achei que as luzes coloridas eram um bocado demais, parecia que estávamos na Índia, estive lá em fevereiro, as cabras ainda andavam enfeitadas com fitas de Natal e as vitrines coloridas pelas luzinhas que piscam freneticamente. Maneiras que tirei as de cores e deixei ficar só as amarelas, a piscar até Abril. E é isto…

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