Uncategorized

Apple

07/03/2012
Não tenho ipads nem ifónes, tenho um ipod nano de 2004 que funciona que é uma beleza. E uso mac desde 2005, o mesmo… 
As pessoas têm a mania de dizer que os macs são pros ricos e famosos e pra esse povo da moda. Não são, os macs são pra pessoas que vêem a tecnologia como uma forma de lhes facilitar a vida e não como uma forma de a complicar. Um mac é isso, tal como, imagino, todos os produtos apple. Um gajo não vai ao Rio de Janeiro e volta à espera que um mac abra, um gajo não perde metade do dia a fechar janelas de avisos de merda, um gajo não apanha ataques de nervos todos os dias de manhã, a pensar se o computador vai abrir ou não. Um mac funciona, é rápido, intuitivo e muito, mas mesmo muito fácil de usar. Um mac não dá chatices, é só isso que peço de um computador. De cada vez que tenho de usar um pc fico ali 3 horas para perceber, no meio de tanto lixo, onde é que está o que quero. Não há paciência. Um mac, na verdade,  é pra gente que não tem vida pra comprar computadores a cada dois anos. Um mac sai mais barato, um mac é um investimento, profissional e pessoal.
Não tenho ipads porque não preciso deles, já brinquei com um e adorei, mas, na verdade, não preciso dele. Telefones, desde os primórdios, que só uso nokias, precisamente pelo mesmo motivo. Não preciso de tirar um curso superior pra saber como é que mando mensagens e faço chamadas, consulto a lista de contactos e ponho o despertador. Que é só pra isso que um telefone me serve. Apesar de me dar imensa vontade de ter um iphone, não pelo status, caguei no status e adoro todos os meus nokias, mas para não perder 3 horas a fazer back ups de contactos e fotos. Os produtos ligam-se entre si e qualquer criança de 6 anos analfabeta consegue sincronizar produtos apple. Só por isso. Eu não sirvo a tecnologia, ela serve-me. 
A 40 páginas do fim da biografia de Steve Jobs, posso dizê-lo: o gajo era um génio. Intratável, mas eu não trabalhei nem tive qualquer contacto pessoal com ele e, por isso, a vida privada e profissional dele pouco me interessa. O gajo era um génio exatamente por isso, porque juntou hardware e software, é por isso que os produtos funcionam, porque são integrados, e não cada coisa de sua empresa, fazendo dos aparelhos coisas invioláveis, o que garante a qualidade dos produtos da marca que criou e amou, a razão da vida dele. E era apaixonado pelo que fazia. Tinha ainda o cuidado do design, que, convenhamos, é pouco relevante, mas sempre é melhor trabalhar numa coisa bonita do que num catramono feio e que não nos obedece. Jobs usou a sua obsessão com controlo, ele era louco nesse ponto, e a sua inacreditável capacidade de distorcer a realidade, na grande maioria das vezes, para motivar pessoas e revolucionar a tecnologia para sempre, para melhor. 
Apple e Steve Jobs Forever.

You Might Also Like

error: Content is protected !!