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Asilo

11/03/2011

Está impedida de voltar ao seu país de origem porque o mesmo não tem – nem terá num futuro longínquo – condições para a receber.

Longe de se considerar um Einstein, desde logo percebeu que quem se apresentava candidato a governar o seu país estava longe, muito longe, de saber o que deve ser um governante. Desde cedo percebeu que o que haveria de ser o primeiro-ministro do seu país não passava de um megalómano, sem absoluta noção de si próprio, muito menos de sentido de Estado, de dever e de responsabilidade governativa. O que viria então a ser o primeiro e único responsável pelo estado a que o seu país chegaria não passa de um aprendiz de ditadorzinho, a quem a única coisa que interessa, a única coisa que o move, é um ego inversamente proporcional à sua competência. Um ego sem limites. Isto não é nem nunca foi qualidade. Em momento algum. A História está aí para prová-lo.

A democracia traduz-se na delegação de poderes, não em dá-los de mão beijada para que quem os detenha use e abuse do poder que lhe foi concedido para se promover, para alimentar um ego absurdo, uma megalomania patológica. Considera o primeiro-ministro do seu país um traidor à causa, à honra, à pátria e ao compromisso que assumiu perante 10 milhões e meio de portugueses.

Proveniente de um país cujo povo sofre da síndrome de patologia do poder, nem mesmo a gritaria e a violência a convenceram, outrossim, a seriedade, a responsabilidade e o sentido de Estado, do dever. Esclarece então que não é, nem nunca foi, responsável pela escolha do presente Governo, eleito democraticamente por DUAS VEZES, votando sempre contra, em prol da tal seriedade, do sentido do dever, de um mal menor. Tolerou todos os tipos de abuso até a situação se tornar absolutamente insustentável. Daí que seja do mais elementar bom senso não aceitar mais as consequências da incúria alheia.

Aproveitando o facto de já se encontrar legalmente aqui, e com base no anteriormente exposto, requer asilo. Pede que seja dada atenção à jurisprudência diretamente relacionada com a matéria em causa, mormente no que se refere à artista portuguesa Maria João Pires, requerendo também residência permanente, como medida de precaução.

Jura pela sua honra que o presente requerimento não se trata de uma brincadeira,

Pede deferimento.

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