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Auto-flagelação

07/05/2012
Acho cada vez menos normal que haja gente paga para escrever, em jornais e sites de renome, sobre o que é que os outros devem fazer para melhorar no trabalho, na vida amorosa, na vida em geral. Gente que diz faça assim, faça assado. Porra, meu, a questão é precisamente essa, não saber fazer, como fazer, muito menos o motivo pelo qual não conseguimos fazer o que quer que seja. Se a gente soubesse fazer, fazia… Parece-me simples. 
E também me parece simples que esses textos que supostamente ajudam o outro o tornem ainda mais infeliz, fazendo-o sentir-se um demente porque não é descolado, antenado, resolvido, tem fraca memória e, no limite, é burro e, com um pouco menos sorte, masoquista. Arranjar receitas comuns a toda a gente é querer enfiar toda a gente numa forma. Primeiro, nem toda a gente cabe na mesma forma, segundo, as pessoas, os trabalhos, são ou não compatíveis, não há que forçar nada, não há que moldar nada, não há que se mudar com o objetivo único de facilitar o que quer que seja, a quem quer que seja, e, por último, quem precisa de forma é bolo. 

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  • Espiral 07/05/2012 at 08:58

    É por essas e por outras que tenho um ódio de morte aos livros de auto ajuda.

    • Isa 07/05/2012 at 15:26

      Somos duas! é ridículo…

  • Mak, o Mau 07/05/2012 at 16:48

    às vezes, mais do que os conteúdos, pagam-se simplesmente para ter os nomes associados às publicações.

    De gurus não gosto muito, nem de gente que aponta caminhos falando de cátedra. No entanto, gosto de gente que escreve como se caminhasse a nosso lado, chegando ao fim do texto ilustrando um caminho/atitude em que nos revemos.

    • Isa 07/05/2012 at 16:53

      :)

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