Big Brother Famosos

10/01/2022

A culpa é do meu tio, que, num grupo de família, durante um pacato domingo à noite, escreveu: “Bruno de Carvalho: de presidente do Sporting a presidente do Big Brother”. Movida pela curiosidade, mudei para a TVI, canal que nunca vejo, e lá estava ele, o Big Brother Famosos.

20 anos depois do primeiro, pus-me a ver este.

Rapidamente me viciei. Tal como Portugal inteiro, estou encantada com o Bruno de Carvalho, farto-me de rir com os couros que bate à Liliana, a sua inteligência e fraquezas, comovem-me as chamadas de atenção, acho graça à postura dele, em geral. No entanto, Brunão, aqui que ninguém nos ouve, tens de voltar às piadas, ou corres o risco de a estadia na casa ser apenas focada na Liliana e vais perder audiência.

Adoro a Marta, de longe a minha preferida das mulheres.

Aquele vozeirão, gira que se farta, não tem medo de ninguém e consegue demonstrá-lo de uma forma que não agride.

Logo de seguida, a Catarina. Bem-disposta, gira, apaziguadora, mas, ao mesmo tempo, firme. E muito engraçada. A Laura, apesar de linda e fofucha, não cheira nem fede. A Lili é-me completamente indiferente e a Jaciara, mais tarde ou mais cedo, vai ser descoberta pelos colegas como sendo a venenosa de serviço. Duas caras sim, divide para reinar, ao mesmo tempo que se faz de vítima.

E eu não gosto disso.

O Brunão é o meu preferido, uma escola de sedução, tenho muito a aprender com ele. Gosto do Jorge e, por puro entretenimento, do Nuno. Acho o Leandro execrável, o Kasha numa posição demasiado segura, gosto do Jardel e acho o Jay fofucho.

As pessoas insistem na questão do jogo. Por outro lado, chamam ao programa: novela da vida real.

Independentemente de ser um jogo, não acredito, nunca acreditei, que fosse possível sustentar uma persona por muito tempo. Atores ou não, é insustentável fazê-lo 24 horas por dia.

O exemplo mais claro é o Bruno.

Não digo o Leandro porque, lá está, não percebeu nem aprendeu nada. Bastou uma ida ao confessionário para, com a baixa auto-estima que revelou desde que entrou, em vez de fazer o jogo dele, denigre a imagem dos outros. Sem perceber que quem vê de fora, vê mais. E não gosta. Projeta nele toda a sua sombra, o que vai levar a que saia já no próximo Domingo, se Deus quiser. Não assume responsabilidade por nada, uma vítima do sistema, não percebe que é ele quem cava a sua própria sepultura.

Entendo que tenha vindo “acordar” a casa. Mas, manipulador por manipulador, eu prefiro acordar com festinhas do que aos gritos e aos pontapés, leveza a agressão gratuita, não sei por vocês.

É desagradável de ver. E insuportável ouvir.

Por isso, faça Leandro o que fizer, jamais chegará aos pés de Bruno de Carvalho. Precisava de nascer outra vez. Revela pouca espinha dorsal, falta de caráter, entre outros desvios de personalidade.

Não é com vinagre que se apanham moscas.

Jamais me apanhariam numa coisa destas, mas acho divertido fazer o exercício:

Se fosse eu, qual seria a minha “estratégia”.

Não padeço desse nível de calculismo. Pensaria sempre que ficaria algum tempo e com quem é que a experiência seria menos penosa. Seria, portanto, com base nesse critério que nomearia. E o primeiro a saltar seria o Leandro, de caras. Depois, os que me são indiferentes e não me facilitam a vida na casa, tipo, não fazem um cacete. Só no fim começaria a “jogar”.

Assim, neste Big Brother Famosos, por ordem de expulsão, e neste momento: Leandro, Jaciara, Jay, Liliana, Kasha, Laura, Nuno (se de facto é um chato do cacete, viria antes do Jay), Jorge, Catarina, Marta, Jardel e Brunão.

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