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Cada um é pro que nasce

07/08/2013
Vejo as fotos das ferias das pessoas, das famílias, das malas , dos carros cheios e das praias do Algarve cheias de gente. Imagino encontros a noite pros copos dos filhos dos amigos que já tem idade de beber copos, os copos dos amigos velhos, quarentões, de cabelos brancos e filhos pequenos, os  dois mais velhos que  vão a provocar-se no meio da rua e eu revejo os meus irmãos mais novos há 30 anos, a logística dos filhos pequenos, as dinâmicas familiares e acho lindo. e as vezes apetece-me ter uma historia dessas com alguém. Alguém com quem quase já nem preciso de falar quando chego a casa. Uma intimidade tão grande que e como se não nos tivéssemos despedido de manha. Como se estivéssemos sempre ali. Ja quis muito isso, uma vida normal, achando que me preenchia, e até há uns dias era uma luta interna enorme. A de querer estrutura e ao mesmo tempo não me ver fixa em lugar nenhum e só essa perspectiva ser suficiente para me tirar o ar. A ideia de ficar presa a coisas, sejam elas o que forem, casas e tv incluídas. Let alone pratos e talheres. A minha mãe tem 80 anos e utensílios de cozinha pra dias melhores que nunca usou. Aflige- me horrores a ideia de ficar presa a coisas.
Vejo a continuidade da espécie assegurada pelos meus amigos e agradeço-lhes por isso. Acho lindo, mas não tenho esse mover.

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