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Caro proprietário…

26/01/2012
Ter a sua própria empresa dá um prestígio do cacete, como tal, há que mantê-lo.
Se não pode pagar dentro do prazo, não contrate. Os contratados têm contas pra pagar, os contratados não têm de trabalhar de borla só porque a sua empresa é sua.

Quando você se atrasa a pagar, o contratado paga juros, multas, é punido. E é ele quem paga, por um erro seu, por um descaso seu. Você sai isento, o que você paga, muitas vezes miseravelmente, acaba por não chegar. O contratado quase paga para trabalhar. O contratado não tem uma estrutura montada para compensar um caso com outro, como você tem, a sua empresa tem. O contratado não é uma empresa, o contratado é uma pessoa. 

Se não tem dinheiro pra pagar, não peça descontos. A EDP não dá descontos, a EPAL também não, as operadoras de telefone também não e por aí vai.

Quando o contratado lhe ligar a cobrar, não passe a bola pro departamento de contabilidade. Não foi o departamento de contabilidade que contratou, foi você. Além disso, o departamento de contabilidade só faz o que você mandar e o contratado sabe disso tão bem quanto você.

Se é solidário, seja-o por sua conta e risco. O desconto no IRS é só pra si, quem trabalha, trabalha. Perde tempo e dinheiro, horas de sono e oportunidades para fazer coisas bem mais interessantes do que trabalhar pra si. E tem de ser remunerado de acordo. Há situações em que se precisa, de facto, que se faça voluntariado. A sua empresa não é certamente uma delas.
O tempo, a criatividade, os conhecimentos, o trabalho do contratado valem tanto quanto os seus. 
Prestígio não enche a barriga, prestígio não paga contas. falando nisso, qual prestígio, quem você pensa que é? 
O argumento: “é curriculum” é igualmente ridículo. O curriculum também não enche a barriga de ninguém, o curriculum não paga contas. 
Pegue no seu prestígio e olhe, já sabe… 

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