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Autoconhecimento

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Como funciona a nossa cabeça

24/07/2015

Pensemos num logotipo, que nada mais é do que uma imagem, apenas uma imagem. Neste, por exemplo:

Associamo-lo a uma marca, mas não precisamos que o nome da mesma lá esteja escrito para sabermos que este símbolo é a imagem oficial de uma marca, especificamente, de artigos desportivos. Além do nome da marca e dos produtos que representa, que normalmente já nem nos vêm à cabeça de tão óbvios que são, a que associamos o símbolo, agora marca? Sucesso, trabalho árduo, vencedores, atletas profissionais, de alta competição, aos melhores, aos mais dedicados, aos mais comprometidos com a causa do desporto, aos que suam a camisa e comem a relva. Foram usados os melhores, mais eficazes e mais saudáveis futebolistas do mundo para representar a marca (sempre que um atleta sai fora da linha saudável, a Nike retira o patrocínio e elimina o atleta dos seus anúncios…), daí que o símbolo imediatamente nos remete para alguém poderoso, resiliente, persistente, talentoso, que se venceu, se superou, deu o seu melhor, o seu tudo, e chegou ao topo. A princípio aparecia escrito: Nike, por cima do logótipo. Depois, o nome da marca foi retirado e por baixo do símbolo, dizia: Just Do it. Agora já nem disso precisa, está implícito que para se chegar ao topo tem de se fazer e acabou. Ao mesmo tempo que nos diz: se queres chegar ao topo, só com uns Nike, porque é disso que a boa e eficaz publicidade vive, de associações.

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Autoconhecimento

Mind the Gap

07/03/2015

Quando tudo nos diz que aquele emprego/pessoa/situação/ tem tudo para dar errado e ainda assim nós insistimos em ir, em permanecer, em ficar, em aceitar, não é por desconsiderarmos os nossos instintos, a nossa intuição, por acharmos que é coisa da nossa cabeça. Não é por falta de auto-estima ou amor próprio, porque somos especialistas em racionalizar emoções ou sensações, nem mesmo por pressão externa. É porque há uma necessidade mais forte, mais imperiosa, mais primitiva, mais vital, que precisa de ser satisfeita e, por algum motivo, vemos naquela situação, naquele trabalho, naquela pessoa, uma possibilidade, algo que vai ao encontro dessa necessidade – que desconhecemos, mas que ainda assim nos impele – e que, acreditamos nós, vai satisfazê-la. O que, obviamente, não acontece. Porque nós aceitámos uma situação externa para satisfazer uma necessidade interna, e não pelo que a situação nos proporciona objetivamente. E objetivamente não falha, não dá errado, temos o emprego, a pessoa, a situação, a circunstância, que, estranhamente, falha em corresponder às nossas expectativas. A necessidade primeira, obscura, desconhecida, não foi satisfeita.

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