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Arquétipos dos Deuses Gregos

Pessoa e os Deuses

14/05/2018

Creio nos Deuses como numa verdade e numa salvação, A sua presença adoça e simplifica. Nada lógico me leva a preferir-lhes qualquer outro deus, mais antigo ou mais recente. Ver as fontes e os bosques habitados realmente por entes reais de outra espécie não me parece mais absurdo do que aceitar que tudo derivou do nada, que Deus é a essência disto tudo. E eu tive a felicidade de tal nascer que naturalmente sinto a presença de entes reais nos bosques e nas fontes, que, sem preconceitos clássicos, Neptuno (Poseidon) é para mim uma personalidade real. Vénus (Afrodite) um ente verdadeiro e Júpiter (Zeus) o pai terrível e existente dos calmos deuses todos. 

Nada me interpreta a natureza melhor, nem me faz amá-la mais. A presença de uma nereida alegra-me quando me encontro ao lado de uma fonte. E é grata a companhia dos silenos quando atravesso humanamente sozinho o sossego sóbrio dos bosques frescos.

Os amores dos deuses, a sua humanidade afastada não me dói nem me repugna. Repugna-me a morte de um Deus, Cristo na cruz, vítima de seu próprio pai numa religião que pretende ser enternecida.   

Fernando Pessoa e os Deuses, pela pena de Ricardo Reis, nesta edição magnífica da Tinta da China.

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Mulheres – Última Chamada

30/04/2018

Aparente falta de solidariedade entre as mulheres? Mesmo quando correm o risco de encobrir crimes contra outras mulheres, protegendo homens abusadores? Os arquétipos explicam:

A mulher com o arquétipo de Atena zanga-se frequentemente com uma mulher que se queixe, expondo o comportamento de um homem poderoso, pondo-o em xeque. Homem esse que tira proveito da sua posição dominante para intimidar sexualmente, seduzir ou desarmar mulheres vulneráveis. A sua fúria é maior em relação à vítima do que ao homem contra o qual é apresentada a queixa. Pode culpar a vítima por provocar a situação. Ou, mais frequente, ficar furiosa porque a mulher torna pública uma ação que submete o homem poderoso à crítica.

Atena

A mulher Atena passa a rejeitar os atributos do feminino, como a ternura ou o carinho, e tem pavor de ser abandonada. Confunde independência com distância emocional, vulnerabilidade com intimidade e fraqueza com dependência. Nathalie Durell

Saiba mais e aproveite a oportunidade de preço de lançamento. Inscreva-se em:

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A vez das mulheres

26/04/2018

Mulheres, e não só… Em semana de feriados e com a primavera a querer espreitar no meio das flores, relembro que ainda vens a tempo de te juntar ao curso de deusas gregas, a decorrer online, e que promete abrir-te uma perspetiva nova, diferente, criativa e psicológica da tua verdadeira identidade. Para além de te dar sugestões de como podes viver o teu mito e incorporar outros arquétipos que farão de ti mais inteira.

É como se de repente toda a tua vida fizesse finalmente sentidoarquétipos

Vamos oficializar a coisa para 2 de maio.

É aproveitar e inscreveres-te, não perdendo o preço de lançamento, que não durará para sempre… E que torna o curso quase dado… Tal a capacidade e a quantidade de ensinamentos que traz para a vida.

PS: Relembro que está também disponível a versão masculina, uma preciosidade…

Artémis, sua linda…

18/04/2018

Artémis é a responsável pela identificação que algumas mulheres sentem com a natureza. Quando saem para caminhar numa praia deserta, agarram numa mochila e vão para as montanhas, olham para o deserto, ou o mar, e sentem-se em plena comunhão e conexão com o espaço que as envolve. Sozinhas.

Deusas, segunda-feira, quem vamos?

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Deusas e donas do nosso desejo

17/04/2018

deusas

Conhecer os arquétipos das deusas gregas, e respetivo significado psicológico, permite às mulheres reencontrarem-se com as suas deusas interiores e assim viver os desejos e as necessidades inerentes às mesmas.

Garantindo que não irão permanecer dominadas por um arquétipo nem serão obrigadas a vivenciar todas as deusas.

O objetivo é que descubram o seu próprio mito, construam a sua própria história e privilegiem a sua escolha interior. Fazendo que sejam, finalmente

Donas do seu desejo.

Pois os padrões de comportamento associados a cada arquétipo de deusa grega também influenciam as escolhas e a estabilidade dos relacionamentos.

Uma mulher não pode opor-se a viver um padrão determinado por um arquétipo subjacente de deusa até que seja consciente de que tal padrão existe e procura realizar-se através dela. Por isso, estes padrões também afetam o relacionamento com os homens. Ajudam a explicar algumas dificuldades e afinidades que determinadas mulheres têm com determinados homens. Que deusa é o ímpeto invisível que impulsiona a mulher para um determinado homem? Com poder, bem sucedido, criativo, infantil…

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Mulheres: fazer por si ou para os outros?

13/04/2018

Já ouvi muitas pessoas, mais mulheres do que homens, dizer que não cozinham só para si. O que me faz imensa confusão. Em geral, só cozinho para mim. E não  faço questão alguma de cozinhar para os outros.

Mas, das vezes que o fiz, adorei.

Não porque foi para o outro, embora me dê imenso prazer fazê-lo por e para o nós, é muito, muito raro, mas porque cozinhar é um prazer e uma terapia.

Há imensas mulheres que dizem que quando os maridos estão fora, qualquer coisinha chega para lhes matar a fome. O que contrasta com as refeições faustas e preparadas com esmero quando o companheiro está presente. Fazem-no para ele, o que gosta, mais do que o que elas preferem.

Por muito que choque as feministas de plantão, isto acontece porque: “é uma boa mulher, que proporciona boas refeições” (Hera), é motivada pela sua natureza maternal (Deméter), faz o que agrada o companheiro (Perséfone), ou busca ser atraente (Afrodite).

Já se estiver sob influência de Héstia, irá pôr a mesa e tratar de proporcionar uma refeição para si, mesmo que esteja sozinha. Comprará flores, arruma a casa, para si mesma, porque é a deusa da lareira, do lar.

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A vez das mulheres

12/04/2018

Já se perguntou porque algumas mulheres precisam da monogamia do casamento ou dos filhos para se sentirem realizadas? E para quem os papéis tradicionais são significativos? Ou porque outras dão mais valor à independência, focando na concretização de objetivos? Outras procuram intensidade emocional e novas experiências e, consequentemente, passam de um relacionamento para o outro, ou de uma conquista para outra? E conhece alguma que procura a solidão e descobre que a sua espiritualidade significa o máximo para si?

O que é realização para uma mulher pode não sê-lo para outra

Dependendo do arquétipo da deusa que estiver ativado. Não esquecendo que todas estão em nós e algumas atuam em simultâneo. Por isso, conseguir determinado objetivo pode satisfazer uma mulher por um lado e ao mesmo tempo não fazer sentido para outro.

Conhecer as deusas permite conviver com estas aparentes ambiguidades sem necessariamente sacrificar uma em detrimento de outra.

A solução para a história existencial de uma mulher está nela mesma. Para tal, precisa de fazer escolhas conscientes. Ao não ter consciência dos poderosos efeitos que os estereótipos culturais exercem sobre si, as mulheres podem também não ter consciência de poderosas forças que atuam no seu íntimo. E que influenciam o modo como sentem. Esses poderosos padrões internos – ou arquétipos – são responsáveis pelas principais diferenças entre as mulheres. E respetivas escolhas.

Vamos conhecê-las?

Cursos@isabelduartesoares.com

Introvertidos

04/04/2018

Para que tenhamos consciência da diferença entre introvertidos e extrovertidos, para Jung e a psicologia analítica, há uma pergunta que se faz comummente: 

Que tipo de silêncio te incomoda?

Por piada, dizemos que quando a pergunta é feita a um introvertido, a resposta é, invariavelmente: como assim?

O silêncio nunca incomoda…

É o meu caso, raramente o silêncio incomoda. Nem em relação. Passadas as inseguranças iniciais, o silêncio do outro para mim representa o tempo dele. De que precisa para lidar com as coisas dele e do mundo.

Os introvertidos funcionam assim.

No entanto, recentemente, apercebi-me de um silêncio que me incomoda. Por uns dias, achei que fosse o da falta de assunto. Neste momento, a secar o cabelo, acabo de me aperceber que, como sempre, é mais profundo do que isso. A falta de assunto apenas o escancara.

O silêncio que me incomoda é o da ausência de intimidade.

Que, para os introvertidos, é fatal. Nem é tanto incomodar… Quase me entristece, só não chega a tanto porque não me surpreende… Estamos habituados a refazer a vida a toda a hora. Já que não temos jeito para conversa de circunstância, impacienta-nos. Nem para trivialidades, mundanidades, entediam-nos de morte. A superficialidade faz-nos revirar os olhos. Não mantemos relacionamentos nessas condições, vamos à nossa vida, estamos sempre bem connosco mesmos, na nossa intimidade, na nossa preciosa introversão, no nosso maravilhoso mundo interno. Para nos darmos ao trabalho de sair de casa, de nos relacionarmos, essa é uma condição:

A permissibilidade para a intimidade.

Não conheço os outros tipos tão bem quanto o meu, mas, no caso dos INFP, essa intimidade está diretamente relacionada com profundidade. Nada mais me interessa.

Para os INFP, a busca da identidade é a busca de uma vida, nós queremos entender quem somos e o que viemos cá fazer. Interessa-nos mais o que pode ser do que o que realmente é. Vemos potencial em tudo e o mais humano de quase todas as pessoas. E certamente de todas as experiências.

E é muito bom quando alguém dá um nome a isto, sem o confundir com narcisismo, auto-centrismo, egocentrismo e outros ismos.

Jung salva a minha vida todos os dias. O MBTI, e os arquétipos, harmonizam-me. Nesse casamento incrível entre intelecto, mundo interno, valores pessoais. Sempre que comportamento e crença caminham juntos. Quando a vida arquetípica interna e a vida no coletivo são expressões uma da outra, sendo verdadeiros em relação a quem somos, no fundo e à superfície.

Isso é sentirmo-nos em casa.

Dionísio

04/04/2018

Psicologicamente, Dionísio separou a sua mãe pessoal da grande mãe, superando o medo do inconsciente e o do ego masculino em relação ao feminino devorador.

Quando um homem consegue amar e reagir à mãe (como a qualquer outra mulher) vendo-a como mulher de igual importância, sem poderes terríveis sobre si (não consegue castrá-lo), o seu ego torna-se um ego heróico, por oposição a um ego infantilizado.

Quando sabemos quem são os deuses, estes podem contar-nos mais sobre nós. Em alguns, vemos reflexos de quem somos. Outros puxam pela nossa memória e lembramo-nos que houve tempos em que os conhecíamos. Noutros ainda, podemos ver o rosto do deus que rejeitámos, o arquétipo que tememos fazer de nós inaceitáveis.

O estereotipo do que é suposto sermos é violento para a psique.

Saiba o que os deuses gregos podem fazer por si. E consigo. 

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Mind the Gap

26/03/2018

hefesto

James Hillman diz que todos carregamos uma ferida parental e que os nossos pais são quem nos feriu. Responsabilizamos os nossos pais pela ferida. Mas a mesma afirmação: “O progenitor é a ferida” pode significar metaforicamente que as nossas feridas também podem aparentar-nos, podem ser as mães e pais do nosso destino.

Hefesto, meu amor maior.

Saiba mais: cursos@isabelduartesoares.com

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