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Livre

Sobre a liberdade

24/04/2024

Nos últimos dias, tem-se falado muito de liberdade, por conta da efeméride do mês em curso, liberdade essa que só foi devolvida ao povo português um ano e meio depois, com o 25 de Novembro de 1975. Que salvou Portugal de ser um satélite da, então, União Soviética, que, como se sabe, era tudo menos livre. O que é um sinal claro de que esta gente que enche a boca para falar de liberdade não faz a mínima ideia do que está a falar.

Já que não há, nunca houve, nem haverá, um regime comunista que seja verdadeiramente livre.

O que é, então, a liberdade?

Não será certamente “fazer o que nos apetece”, visto que essa vontade não vem necessariamente de um lugar de autonomia. Mas de cedência aos próprios instintos, compulsões e complexos.

Pressupondo-se assim uma ideia moral e racional de liberdade.

Também não vem de partidos políticos ou de sistemas de governo, visto que já nascemos livres, esse é um direito natural. Pelo contrário, partidos e governos condicionam a liberdade, de movimento, de associação, de credo, de expressão, em nome da liberdade de capacidade, alegando o “bem comum”.

A liberdade só pode ser exercida com responsabilidade. Já que ser livre não é estar isento de qualquer limitação.

Os libertinos, que levantam horizontes para que não haja qualquer tipo de limitação, criando dúvidas, caos e fantasias, onde tudo é possível, uma vez no poder, têm sido os piores déspotas.

Ser-se livre implica conhecermo-nos, profundamente, responsabilizando-nos não só por nós mas para com os outros, para quem a nossa liberdade tem consequências. Pelas instituições que nos permitem ser livres. Resistir ao que quer impor-se mas, também, às nossas próprias reações perante essa imposição. Tolerando os erros dos outros – erros esses que não mais são do que deturpações de liberdade individual – sem querer ser o seu Deus, contendo essa vontade, esse poder. O que nos permite ser livres para fazer o que entendemos ser nosso dever.

Rejeitamos alguém que exerça autoridade sobre nós, mas de quantos outros somos reféns?

Assim, a liberdade está intimamente relacionada com o poder para agir sem a ausência de coação exterior. Somos livres de e para exercer a capacidade de entender o que que realmente queremos. Que só se consegue com autonomia individual, espaço para se poder pensar. Para que essa autonomia exista, é preciso que possamos participar nas instituições que no-la garantem.

O que é manifestamente diferente de indiferença.

Para tal, é preciso limitar o poder político e democrático, para que as famílias e os indivíduos possam tomar as suas próprias decisões no que se refere a tudo o que diga respeito à sua vida e à dos seus filhos.

Já que numa sociedade onde não há liberdade de expressão, de associação, de pensamento, não há qualquer tipo de liberdade.

Para mim, a felicidade nunca foi um objetivo. O sentido sempre me fez muito mais sentido. O que me tem causado muita preplexidade a cada vez que ouço alguém falar de ser feliz, pondo sempre o ónus dessa suposta felicidade no exterior de si mesmo.

Ou num interior muito pouco livre…

O que é ser-se feliz? Estar satisfeito é ser feliz? Ou não passa de mero alívio em relação a um conflito interno ou externo? E se for, ser-se feliz é isso?

Pelo contrário, a liberdade para transcender o que sou neste momento poderá, isso sim, proporcionar uma sensação de realização, dar-me um sentido para a vida.

Por outro lado, fazer o que deve ser feito também traz felicidade. Mesmo sob opressão se pode tentar ser livre, visto que a alma continua livre.

Não pactuarmos com a pressão, a coação, também é ser livre.

Ser-se chamado à liberdade é exercer resistência sensata, contendo-nos, sem ter medo, dando importância ao que havia sido um dado adquirido. Sem deixar que lados nossos, que nos prendem em vez de nos libertar, aflorem, ganhando mais autonomia em relação a partes de nós que, na verdade, nos oprimem.

Resistindo à resposta fácil.

Ao convite para a hipocrisia. A pequena cedência é a mais corrupta de todas. A que nos conduz a aceitar o poder de outrem sobre nós, justificando-o, perdendo assim autonomia pessoal.

Para ser verdadeira, a liberdade tem de ser concreta.

Cabelo comprido

06/12/2023

Nem tudo são rosas no maravilhoso mundo do antifeminismo primário. Uma das coisas com as quais várias mulheres que se dizem tradicionais e antifeministas radicais embirram é com mulheres que cortam o cabelo.

Dizem que é sinal de desleixo.

Que, ao ter filhos, têm mais que fazer, o que é verdade. E cortam o cabelo mais curto, portanto, mais prático, para ser menos uma preocupação. E qual é o mal? Dizem o mesmo das mulheres de 50 anos, mas por motivos diferentes.

Aparentemente, é esse o problema delas, o cabelo.

Sendo que curto é acima do meio das costas…

E as mulheres a quem o cabelo comprido não fica bem e/ou não têm paciência para tratar dele? As que têm cabelo fraco? Ou as que mal o têm? E os cabelos compridos horríveis? Maus cortes, mal tratados? É rara a mulher com cabelo para isso. Só conheço duas, uma mais do que a outra, e são irmãs.

No outro dia encontrei uma amiga, que não via há seculos e que sempre teve cabelo comprido, com ele pelos ombros. Mesmo tamanho do meu. Que cortei hoje, as pontas, estavam um horror por causa do uso da navalha, que não se dá bem no meu cabelo. Ou em quaisquer cabelos pintados, fiquei a saber.

Corte de navalha é corte de preguiçoso, embora seja giro de ver e mais divertido ainda deve ser de se fazer.

Mas não no meu cabelo.

Um amigo fez 50 anos este ano e a mulher fez um daqueles filmes da vida. Em que eu aparecia, de cabelo bem mais curto do que tenho agora, a tocar nos ombros, e que causou espanto na minha amiga: tu usavas o cabelo curto? Tipo, que coragem.

É uma questão de não ser escrava de padrões de beleza. E europeia, onde há muito mais abertura para cabelos curtos do que no Brasil ou nos EUA, de onde vêm estas antifeministas radicais.

Além disso, é caríssimo.

Mas libertador, vide Rapunzel.

Notas

04/12/2023

Não é novidade, qualquer (pretenso) escritor que se preze anota notas. Fundamentais quando nos foge a memória.

Entre outras particularidades.

Hoje, as notas são transmitidas para um telemóvel. Faço-o a toda a hora. Mas sou old school, digito no telefone e escrevo notas à mão, em post its, quando em casa. Às vezes, como ideias para artigos e personagens. Muitas vezes, para memória futura. Esta é uma delas, mas não anotei o autor*.

Que se acuse, se de direito for.

“You can’t say anything without “empathy” or they call it abuse, this is women privilege, and it destroys men values of stoicism bravery competitiveness merit and brio, infantilizing each and every aspect of society, making women tyrant narcissistics and slaving weak men.”

*Talvez do Men Are Good, mas não tenho certeza.

Notas orais, escritas, visuais, vantagem de ter um mini-computador permanentemente atrelado a mim.

No outro dia, para grande vergonha minha, experimentei o chat vocês sabem o resto. Para traduzir um artigo de inglês para português. E vocês tinham razão. Os tradutores não serão eliminados, mas os gastos com os mesmos serão infiniitamente menores. E o tempo. Com outras profissões, acredito que seja igual ou pior.. Dado o nível de exigência da audiência, que se encontra no limiar do grau zero.

Isto dito, e embora saiba que é uma arma contra mim, a tecnologia dá muito jeito. Também vai fazer-nos deixar de pensar… De usar o cérebro. Que, como qualquer outro órgão, é preguiçoso. Acumulando energia para um momento de escassez.

Portanto, ou se treinaou atrofia.

Lamentavelmente, para notas mentais, já não é de fiar. E é para isso que serve o tal mini-computador.

Jordan Peterson em Lisboa

03/12/2023

Já foi em Outubro, Jordan Peterson em Lisboa. Pode ser oposição controlada, pode apenas ser ignorante, somos todos. Aparentemente, está a perder o controlo. Precisa de uma autoanálise para perceber o que o deixa obsessivo.

Seja como for, achei útil.

What would make your life worthwhile; what you need and want; authoring program; establish your identity in relation to other people; make sacrifices in the present for the future to work; what sacrifices aren’t worth it; offer your best for faith; resentment kills what you want to be; evaluate what you have and don’t bring to the world is a descent to hell; use judgment as much as compassion; judgment towards fostering for what’s best; redeeming; meaning of life (vision); telling the truth is the most loving act, towards the good; no virtue to play along with narcissistic demands; are you sure you want to live your life as a victim? You are holding yourself back, be better people.

Obrigada, Jordan Peterson.

E aos meus amigos que me ofereceram o bilhete.

Nível de programação

02/12/2023

O nível de programação depende do nível de consciência do indivíduo.

Todos nós repetimos informação sem verificar a sua factualidade, porque acreditamos na competência para o efeito de quem a profere. Dantes, pelo menos. A internet veio desresponsabilizar por completo quem cria e propaga mentiras, infactualidades, teorias sem evidência científica, propagandeadas como verdades absolutas. Gente ignorante que não sabe do que está a falar. Baseia-se apenas no que “sente”, sem qualquer reality check.

Falta de masculino na sociedade. Volta “patriarcado”, estás perdoado.

Também todos padecemos de viés existencial. Se a questão toca num tema existencial, a forma como olhamos para ela e a qualificamos será necessariamente parcial, pois é impossível razoabilidade, quando a decisão é emocional.

Existencial ainda vá que não vá, os piores são os viés apenas egóicos, sombrios. Decisões ou ações sob esta influência são igualmente parciais, para além de desequilibradas.

Como em tudo, o nível de programação depende do propósito existencial do indivíduo. Se é a busca pela verdade – o Processo de Individuação, a verdade última sobre nós mesmos – será menor, considerando tudo o que foi dito acima. Ou se nos movermos por algo acima de nós, “beyond my control“. No entanto, se for mulher, as suas decisões serão sempre, sempre mais emocionais. Assim é o seu cérebro e a sua psique.

Se é viver pela persona e o ego, então a programação é total.

É o que se chama facilitar a vida ao inimigo, entregar o ouro ao bandido.

Testemunhei recentemente. O lado lunar também, surpreendente.

Digitalização

01/12/2023

Com a digitalização da identidade e da moeda aprovadas pela UE (still a conspiracy theory?) seria estranho as pessoas não se perguntarem: e se me roubarem o telefone ou o relógio? Ficam-me com tudo, perigo de fraude e roubo.

Se ficarem sem bateria, já se inventaram previamente as power banks.

Criar um (falso) problema, vir com a solução.

É nesse momento que será facílimo convencer as pessoas de que um chip enfiado na pele é o melhor remédio. O que, claro, pode fazer subir o número de sequestros.

Mas isso não interessa nada.

No dia em que a digitalização acontecer, e está próximo, não teremos um segundo de privacidade. Estaremos rastreados a todo o momento, em cada movimento.

Usem dinheiro vivo, não sejam moderninhos.   

No entanto, o controlo não implica apenas saber onde estamos, em que gastamos dinhiro, que doenças temos. Serve para nos bloquear acesso a supermercados, caso tenhamos comprado carne, a guiar, caso tenhamos posto gasolina no carro… Caso não sejamos bons meninos, bem comportados, se não seguirmos as instruções do papá e da mamã, ficamos de castigo.

O que as mulheres querem?

28/11/2023

O mesmo, desde sempre. Só que agora em vez de o quererem e procurarem num marido, um homem só, as mulheres procuram em vários, chefes, colegas, desconhecidos nas redes sociais, tal é o desespero.

Convenceram-nas de que o corpo natural era um mau atrativo, quando é a primeira coisa que os homens veem, sendo visuais. Ao contrário das senhoras, auditivas. O feitiço das palavras na nobre arte da sedução. Valorizando o intelecto, há lá coisa mais psiquicamente masculina?

As feministas e as suas idiossincrasias.

As mulheres, de ontem, de hoje e de amanhã, de uma forma mais ativa ou mais passiva, querem uma coisa só, atenção. Afeto, carinho, reconhecimento existencial.

Disfarcem-no com o que for.

E os homens também querem o que sempre quiseram, quem acha que mudou fomos nós. Mas culpamo-los, claro.

Convenceram-nos a ser o que os homens não querem, não procuram, nem muitas vezes nos sentimos bem no papel que escolheram por nós, ainda que achemos que foi de livre vontade.

Ninguém escapa à propaganda.

Apesar de estar na moda fazê-lo, a biologia é inegável e faz parte da nossa composição. Instinto ou não, homens e mulheres existem para propagar a espécie e tudo neles biologicamente faz sentido. A atenção que as mulheres despertam na ovulação, as mudanças para pior durante a mestruação, os lutos mensais, a idade fértil.

Para chegarem aos 50 e darem por si invisíveis, quando minutos antes achavam que tinham o mesmo poder e o mesmo corpo dos 30. Só nas suas cabeças, atulhadas de propaganda feminista, a maior ilusão do feminino, responsável pela destruição das mulheres, a agir contra si mesmas há mais de 100 anos.

O Cristianismo

01/11/2023

Cada vez mais me convenço de que o pior que aconteceu a Portugal, e a outros países da Europa, foi o afastamento do Cristianismo. Há algum tempo que queria escrever sobre isto e não há dia melhor do que o de hoje, dia de Todos os Santos, para fazê-lo.

Em Portugal, a tradição do dia 31 de outubro caracterizava-se pelo Pão por Deus. Em que miúdos de todas as aldeias do país iam de casa em casa a pedir Pão por Deus. O meu pai contava-me que Lá no “extremo norte” não existiam, que me lembre, quaisquer tradições infantis “meio folgazonas” relacionadas com o culto dos mortos. No entanto, quando cheguei a Coimbra, contactei pela 1ª vez com as tradições relativas aos “fieis defuntos” ou “santos”.  Eram ranchos de miúdos entre os 7/8 e os 13 anos  que ao cair da noite pediam à porta das casas cantando: “bolinhos bolinhós, para mim e para nós, e p’ra dar aos finados, que’stão enterrados, aos pés da bela cruz, para sempre Amén Jesus”. Depois, recebiam as dádivas habituais – frutas, às vezes doces e, mais raramente, algum tostãozinho.

Também a minha mãe me falou da tradição do Pão por Deus, a que chamavam Bolinhos. As crianças ian de casa em casa, dizendo: “Bolinhos, bolinhos, em louvor (ou à porta) dos santinhos”. E recebiam amêndoas, nozes, romãs, o que as pessoas tinham em casa.

Em Lisboa, não tive essa sorte.

No mesmo dia, atualmente, em Portugal, celebra-se o Halloween, uma festa pagã sem qualquer referência à cultura portuguesa, que importámos dos EUA. Apesar de ter começado na Irlanda, numa tradição celta, que celebrava a passagem de ano. O Samhain celebrava-se com grandes encontros e festas, por vezes fogueiras e sacrifícios humanos, pois acreditava-se que era o dia em que as portas para o outro mundo se abriam, permitindo o contacto com o mundo dos mortos.

O Cristianismo acabou com o paganismo.

O culto das trevas, o terror, o ressuscitar de demónios. Trazendo a luz da fé, consciência, propósito, sentido, união, esperança, valores.

Os pagãos celebram a morte, os cristãos celebram a vida. Os pagãos recordam as bruxas e os druidas, os cristãos celebram os Santos, os verdadeiros heróis. E quanto ao provérbio: “para baixo todos os santos ajudam”, pelo contrário, para baixo ajudam os demónios, as nossas fraquezas, os santos puxem para cima, para Deus.

Já ouvi várias vezes a pergunta: “é preciso ser cristão para ser boa pessoa”?

Não sei responder a essa pergunta. Sequer o que significa ser “boa pessoa”. Mas sei que o contacto diário com Deus contribui, como nenhum outro, para o equilíbrio psíquico. Pela via da Bíblia, das parábolas e respetivas interpretações. E os ensinamentos de Jesus Cristo.

Li há pouco tempo um livro que o demonstra com toda a clareza, humildade, vulnerabilidade e beleza.

Daqueles cujo conteúdo adoraria que permanecesse para sempre na minha memória recente. E que me apeteceu oferecer a umas quantas pessoas.

O Cristianismo tem sido alvo de uma campanha de propaganda para o denegrir. De que o Halloween é apenas um pequeno e, aparentemente, inocente exemplo. Substituindo a adoração a Deus, que faz parte da condição humana, pela adoração a outras entidades e ideologias, humanas, que estão longe de merecê-la. Esperando delas a salvação.

Não consta que tenha resultado.

Porque o que motiva os grandes propagandistas é o poder pelo poder. Donde jamais poderá vir a salvação. Deixando as pessoas à mercê de uma referência de verdade. Cada vez mais perdidas, cada vez mais narcisistas, egoístas e auto-centradas. Movidas pelo ego.

Esquecendo a alma.

Por outro lado, Cristo é amor, humildade, sacrifício. Que se opõe ao poder. Há uma coisa que os cristãos têm, que não só incompatível com o mundo em que vivemos como é causadora de uma inveja imensa e, por isso, um alvo a abater.

A fé.

Assim, o Cristianismo opõe-se ao niilismo, à ausência de sentido, de vazio, de solidão, de impotência. Os seus valores orientadores incompatíveis com o orgulho, o poder, o pedestal em que gostamos de achar que nos encontramos. A ausência de responsabilidade, de iniciativa.

“A diferença entre os deuses verdadeiros e os falsos é que os falsos se alimentam de ti, os verdadeiros alimentam-te”.

Portanto, a batalha que o Ocidente enfrenta é uma batalha espiritual e, pela parte que me toca, a fé – a luz que vence as trevas da ignorância, da superstição, da mentira e do medo, em que vivia imersa a sociedade pré-cristã – é a única resposta.

Celebrar os outros

21/10/2023

Celebrar os outros é tão ou mais gratificante do que celebrarmos apenas os nossos feitos. E não, não se trata de sinalização de virtude. Sequer de falso entusiasmo.

É mesmo genuíno.

Estava a rever o meu ano e apercebi-me de que foram muitas as celebrações dos meus.

Que tive a felicidade de testemunhar.

A exposição de fotografia da mão do meu afilhado, a bênção das fitas e o noivado dele, dois meses depois. O monólogo da filha de uns amigos, no Taborda. A exposição de pintura de uma amiga e a peça de final de curso da filha dela. O bar novo dos meus primos. Os 80 anos do meu tio e a reunião familiar memorável. O meu primeiro “neto”, o casamento do meu melhor amigo.

Entre outros reencontros.

Numa altura em que parece não haver grandes motivos para ter esperança, constato, mais uma vez, que uma coisa é o que o nosso ego acredita, para se proteger nem ele sabe de quê.

Outra é o que é…

E, muitas vezes, a solução está em ficar quieto e ver o que aflora. Normalmente, o vínculo é mais forte do que tudo o resto. É só confiar nele…

Por outro lado, às vezes não apetece celebrar, por parecer não haver razão para tal. No entanto, a maturidade também é celebrável.

Embora custe, como todos os lutos e renascimentos.

Também tenho a sensação de que os portugueses são pouco dados a grandes celebrações. Ou se calhar é uma coisa familiar.

My Best Friend’s Wedding

10/10/2023

If I had made a speech at my best friend’s wedding, it would have been something like this:

34 years, my dear friend. Many moons ago… At this point in my life, the weddings I attend are of my nephews by heart.

Have another one next year…

Between that and the last one before that, a lifetime has gone, almost as long as our story. When you reach that point, you know you’re doomed. However, like a light that never goes out, not this time though.

This time was My Best Friend’s Wedding.

And you’re right, your finger is glowing oddly for lots of us here today. And even more at home, for sure. I did not imagine you’d ever get married. And yet, here we are…

The whole of us.

At one point today, I reckoned: This wedding is full of Jorge’s presence. Met people I haven’t seen in 20 years, with whom I had a great time. And the fondest memories. That’s Jorge’s unique ability to bring people together. We have several examples of that here in this room today, Including me, several times. Some of them even ended up in marriages…

An international wedding, obviously…

You are everywhere. In every single detail. In the mass prayers and songs. The rings’ story; This room and the whole space; Food, deserts, even if… Drinks, the Gin, my God, unique.

In your speech, of course.

Even the one in Polish, despite the fact that I didn’t understand a word. Only three, actually, [new] “mum, dad, and brother”.

So, everyone, let’s raise our glasses to the groom: May it all be as you planned.

And Marta, you take good care of my dear old friend.

To the bride and groom.

Tendências

05/10/2023

A lógica das tendências das últimas décadas, com particular incidência no século XXI, em duas frases:

If you want to be a good man, act like a woman. If you want to be respected as a woman, act and behave like a man.

E esperam que funcione

Laurence Fox

02/10/2023

Laurence Fox, um britânico muito lúcido que tem lutado contra a tirania que grassa o Ocidente nos últimos anos, é o último alvo de cancelamento no Reino Unido.

Laurence tem trabalhado, nos últimos anos, para a GB News, que se diz imprensa livre e cujos números ultrapassaram os dos canais de meios de comunicação de massas, como a BBC, Sky News, Channel 4 e quejandos, o que irritou o sistema.

Que só estava à espera de uma oportunidade para lhe cortar o pio e, de caminho, acabar com a GB News.

Entretanto, nos últimos tempos, os meios de comunicação de massas, como a BBC e etc, estavam sob fortes críticas pela forma como têm conduzido o caso Russell Brand. O que os fez impulsionar o casinho de Laurence até à exaustão, para desviar as atenções de si mesmos. Sabendo como as massas se comportam como idiotas descerebrados. O que, mais uma vez, se verificou.

A história foi a seguinte:

Um comediante britânico foi a um programa de TV falar sobre o facto inegável de o suicídio ser a maior causa de morte entre os homens com menos de 50 anos, no Reino Unido.

O assunto é muito sério.

Mas parece que não só não merece a empatia de Ava, que também lá estava a comentar o tema, como – com o narcisismo característico das feministas – ainda serve para a mesma projetar o ódio que sente pelos homens. Minimizando o problema, acusando-o de fazer parte das guerras culturais, vitimizando as mulheres. Com assuntos que não tinham rigorosamente nada a ver com o tema. Foi a tal ponto que levou a que, no fim do programa, as mulheres presentes pressionassem o homem, que lá foi falar de suicídio masculino, a fazer coisas para defender as mulheres…

Laurence Fox, no programa a que foi chamado para comentar o caso, avisando previamente os diretores do canal GB News sobre o que ia dizer, sem que ninguém lhe dissesse nada, comentou: “mas quem é que quereria ir para a cama com esta mulher”? Dando o exemplo de uma situação num bar em que, se à terceira frase uma mulher dissesse uma coisa destas, quem é que a escolheria.

(Who would shag that?)

Caiu o Carmo e a Trindade. Ava, coitadinha, ficou muito perturbada. O que, curiosamente, não acontece quando afirma, em canais de TV, que quer ver os homens aterrorizados.

Por outro lado, enquanto aqui há dias se criticava, em praça pública, Russell Brand por ter sido o “shagger of the year” por três anos seguidos, no minuto seguinte está a condenar-se um gajo por não querer shag uma mulher. (Fico contente que este comentário tenha feito Laurence rir).

Laurence estava a tentar fazer uma piada…

Que não lhe correu bem, aquele tipo de discurso é para um bar e não para um canal de TV. Mas que tem um motivo, ainda que não justifique.

Laurence, que é pai de dois rapazes, conhece de perto casos de suicídio masculino e o que acontece com as famílias. Está farto do ataque constante aos homens, heterossexuais e brancos. E de ver os seus filhos serem endoutrinados por um sistema absolutamente corrupto. Que governa contra os nacionais do próprio país, que, por sua vez, os sustenta. Porque sabe as consequências do que está a passar-se e onde isto nos está a levar.

Ainda assim, pediu desculpa. Mostrando que é um senhor.

Desculpas que não foram aceites por Ava, claro, porque não lhe interessa, nem a feminista alguma, igualdade.

O que esta gente quer é poder, mas não aceita as regras do jogo…

Eu ainda sou do tempo em que se dizia: “quem vai à guerra dá e leva”. Mas parece que há uma certa classe de pessoas que só quer dar, mas não levar.

Seria difícil que ficasse mais claro do que isto: trata-se de privilégio, não de direitos.

Claro que Laurence Fox foi suspenso, juntamente com uma série de outros jornalistas do canal. Fazendo do GB News um canal de oposição controlada.

Stay strong, Laurence.

De resto, é preciso um feminino muito destruído para ter perdido por completo a empatia a ponto de se mover por puro ódio. Fazendo disso vida e ainda achando que está a defender mulheres e a lutar pela causa. A ausência de consciência é apavorante.

Discurso de ódio

27/09/2023

A frase “discurso de ódio” banalizou-se tanto, propositadamente, que já ninguém sabe o que significa. Grupos muito específicos de gente usam-na, há décadas, para impedir o discurso, o debate, para tentar calar quem faz perguntas. É razoável, racional e lógico.

Ou simplesmente confronta, usando o mesmo tipo de discurso.

Curiosamente, esses grupos específicos de gente parecem estar acima da crítica e das mesmas acusações. Sento livres para expressar-se da forma que melhor entendem, normalmente agressiva, discriminatória, odiosa.

São vários os grupos que, nos últimos anos, têm definido a vida do resto dos mortais.

As definições de palavras como ódio e abuso, entre outras, têm sido propositadamente alteradas para que nelas caibam o que quisermos que caiba. Qualquer um pode acusar outro, normalmente aos berros, de discurso de ódio. No entanto, e aparentemente, só serve para um lado, pelo menos nos dias que correm.

A instrumentalização e redefinição de palavras é sempre a arma dos ditadores.

E, ou bem que o critério é para todos, ou talvez seja hora de parar, dar um passo atrás e voltar às origens e às definições exatas do que as coisas são.

Que é como quem diz: dar nomes aos bois…

Um desses grupos vê-se agora atacado, exatamente com as mesmas armas que têm usado há mais de um século. E, sem surpresas, parece que não gostou. Se esse grupo almejasse de facto à igualdade (não almeja, almeja a privilégios) faria um exame de consciência e perceberia os seus erros. No entanto, como, tal como os que agora fazem o mesmo, se trata de um projeto de poder, vai continuar a vitimizar-se e a atacar os que agora querem encostar esse grupo a um canto. Estamos aqui para ajudar, por isso, é fazerem-se a pergunta:

Será o feminismo um grupo de ódio?

Tipos Psicológicos

25/09/2023

De acordo com Carl Jung e o MBTI, tanto os tipos como as funções psicológicas estão presentes em todos os seres humanos, manifestando-se mais ou menos, conforme as preferências do nosso tipo, a educação e o ambiente sociocultural em que nos inserimos. Para Jung, existem dois tipos psicológicos, introvertido e extrovertido, e quatro funções: sensação e intuição, pensamento e sentimento. Posteriormente, ao desenvolverem o instrumento que permite descobrir quais os tipos e funções preferenciais, com base na teoria dos tipos psicológicos de Jung, Isabel Myers e Katharine Briggs acrescentaram as funções: perceção e julgamento, criando assim o MBTI (Myers Briggs Type Indicator), reconhecidas por Jung.

Aqui fica um resumo dos dois tipos e das seis funções:

Introversão e Extroversão

Os introvertidos são pessoas cuja energia provem do seu mundo interno, sendo, em geral, mais reservados, calmos e reflexivos. Os extrovertidos, por outro lado, são pessoas cuja energia provem do mundo externo, sendo em geral mais sociáveis, faladores e ativos. Os introvertidos tendem a ficar muito cansados quando expostos ao mundo externo, por longos períodos de tempo. Ao passo que os extrovertidos tendem a ficar deprimidos quando passam muito tempo sozinhos ou em espaços fechados. Os introvertidos guardam o melhor de si para os amigos íntimos, parecendo reservados e distantes em relação aos extrovertidos, que, por sua vez, partilham o melhor de si com os outros, parecendo voláteis e pouco comprometidos em relação aos introvertidos.

Sensação e Intuição

As pessoas com preferência pela função sensação apreendem conhecimento por dados e factos, onde se incluem os cinco sentidos, sendo mais práticas e objetivas. As pessoas com preferência pela função intuição apreendem conhecimento por uma visão mais ampla e abrangente, sendo mais abstratas e imaginativas. Preferem o mundo das ideias e possibilidades, por oposição ao dos dados concretos e exatos, como é o caso da preferência pela função sensação.

Pensamento e Sentimento

As pessoas com preferência pela função pensamento são mais lógicas e racionais, tomando decisões com base na lógica e na razão. Já as pessoas com preferência pela função sentimento são mais subjetivas e emocionais, tomando decisões com base no impacto que estas terão sobre os demais.

Julgamento e Perceção

As pessoas com preferência pela função julgamento preferem planear com antecedência tudo o que vão fazer, são mais estratégicas e ponderadas. Já as pessoas com preferência pela função perceção preferem a espontaneidade, decidindo no momento o que fazer, pois preferem manter as opções em aberto.

Segundo Carl Jung, e de acordo com o seu Processo de Individuação, o objetivo de cada um é fazer as pazes com o seu oposto, nomeadamente, o introvertido fazer as pazes com o extrovertido que há em si, o tipo sensação com o tipo intuição, e assim sucessivamente, para que todas as funções e ambos os tipos, introvertido e extrovertido, possam conviver de forma amena, o que ajuda não só ao desenvolvimento da personalidade como à melhoria das relações interpessoais.

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