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Politização excessiva

24/06/2024

A politização excessiva e crescente de temas, valores e decisões, individuais conduz a uma polarização social. O que cria divisões e fomenta a mentalidade: vítima e opressor. Esta dicotomia artificial divide a sociedade em opressores e oprimidos e perpetua uma mentalidade de vitimização, já que os “opressores” são, também eles, sempre vítimas de alguma coisa ou de alguém. Quase sempre deles mesmos.

Implicando que todas as relações são de poder.

Assim, a politização excessiva permite aos governos impor perspetivas unilaterais, limitar escolhas e restringir a liberdade individual.

Jung dizia que ao poder se opõe o amor.

Já os cristãos, em vez de se verem e aos outros em relações de poder, propõem que cada um carregue a sua cruz. No sentido em que somos responsáveis pelos nossos desafios psíquicos.

Vejo um paralelismo entre a visão cristã e a visão junguiana da vida e da psique.

Já que Jung propunha a integração de conteúdos sombrios na consciência, em vez da projeção dos mesmos no exterior, incentivando o confronto consigo mesmo e a aceitação da responsabilidade sobre o seu crescimento psicológico. Por seu lado, o cristianismo enfatiza o princípio de “carregar a própria cruz”, a responsabilidade individual pelos desafios da vida, reconhecendo que o crescimento pessoal só acontece na adversidade.

Tanto a perspetiva junguiana quanto a cristã oferecem uma alternativa a esta cultura da vitimização.

Já que uma sociedade que promove a cultura da vitimização fomenta a externalização da culpa e da responsabilidade, levando à projeção de sombras pessoais nos outros. O que perpetua o ressentimento e a divisão e impede o crescimento individual. Por outro lado, as visões junguiana e cristã promovem a autoconsciência, a responsabilidade e a integração. O que liberta os indivíduos do ciclo de culpa e vitimização, tornando-os capazes de viver vidas mais plenas.

Tornar indivíduos capazes fortalece a sociedade.

Assim, ao abraçar esta visão, os indivíduos podem libertar-se dos constrangimentos do conflito externo e cultivar o crescimento psicológico, deixar para trás a cultura da vitimização e cultivar uma sociedade mais estoica e unida, onde o crescimento individual e a harmonia social possam prosperar.

Motivações Psicológicas

21/06/2024

Para entender as motivações psicológicas para a obsessão por controlo, na Psicologia Analítica de Carl Jung, o desejo de controlo está profundamente enraizado na psique humana. E é motivado por arquétipos inconscientes, padrões primordiais que influenciam o nosso comportamento. Um arquétipo central é a Sombra, que representa os aspetos negados e reprimidos do nosso eu. Na falta de integração da sombra, pode projetar-se nos outros, criando uma perceção de ameaça. Para nos protegermos, ansiamos por controlo para dominar e subjugar a ameaça percebida.

Ao integrar a nossa Sombra e compreender as nossas motivações psicológicas inconscientes, podemos libertar-nos do desejo de controlo e abraçar o poder autêntico do amor. Quando aceitamos e amamos todas as partes de nós mesmos, deixamos de projetar as nossas inseguranças nos outros e podemos estabelecer relacionamentos mais saudáveis e gratificantes.

Por seu lado, Jung defendia que esse desejo decorre da necessidade de segurança e domínio sobre o ambiente à nossa volta. Pois, quando nos sentimos ameaçados ou inseguros, procuramos controlar como forma de nos protegermos.

Uma compensação pela nossa insegurança e medo interiores.

Assim, este impulso pode manifestar-se de várias formas, do desejo de controlar os outros à necessidade de controlar as nossas próprias emoções. Jung via esse desejo como uma compensação por uma sensação subjacente de impotência ou vulnerabilidade.

Além disso, Jung postulou que o poder e o amor são forças opostas.

“Onde há amor, não é preciso poder. Onde há poder, o amor falha.” Pois o amor é uma força de ligação e união, enquanto o poder é uma força de dominação e controlo. Quando procuramos controlo, sufocamos o amor e a ligação genuína. O verdadeiro poder reside na autoaceitação e na capacidade de amar incondicionalmente.

Quando procuramos poder, estamos a tentar preencher um vazio interior ou a compensar uma sensação de inadequação. No entanto, o verdadeiro poder não vem do controlo sobre os outros, mas do autoconhecimento e da aceitação.

Em última análise, o desejo de controlo é um sintoma de uma necessidade psicológica mais profunda de segurança e auto-realização. Ao compreender as motivações subjacentes a esse desejo, podemos desenvolver estratégias mais saudáveis e encontrar formas mais autênticas de nos ligarmos a nós próprios e aos outros.

Obsessão pelo controlo de massas

19/06/2024

A obsessão pelo controlo de massas e pelo poder sobre os outros pode ser impulsionada por vários fatores psicológicos, nomeadamente: 

Necessidades psicológicas inconscientes: procura por segurança e consequente redução de ansiedade; Compensação por sentimentos de impotência; Desejo de impor ordem e estrutura ao mundo.

Fatores cognitivos: viés de confirmação: procurar informações que confirmem crenças existentes; Ilusão de controlo: acreditar que se pode influenciar eventos incontroláveis.

Influências Sociais: dinâmica de grupo e pressão de conformidade, nomeadamente na infância e adolescência; Propaganda e manipulação.

Insegurança e Medo: indivíduos inseguros podem procurar controlo sobre os outros para compensar sentimentos de inadequação. O medo do desconhecido e da mudança também podem levar ao desejo de controlo, para manter uma sensação de previsibilidade e segurança.

Narcisismo: indivíduos narcisistas têm um sentido exagerado de autoimportância, acreditando ser superiores aos outros. Podem procurar poder e controlo para alimentar sua autoimagem e obter admiração.

Transtornos de Personalidade: certos transtornos de personalidade, como o transtorno de personalidade antissocial, são caracterizados por uma falta de empatia e uma necessidade de controlar os outros.

Trauma: indivíduos que sofreram traumas podem desenvolver mecanismos que envolvem controlo sobre os outros, como forma de recuperar um sentido de segurança perdido.

Os graus de controlo variam, de influências subtis a regimes autoritários.

As consequências do controlo de massas podem ser graves, nomeadamente: supressão da liberdade individual, perda de confiança nas instituições, divisões sociais e conflitos, privação de direitos, violência.

Debaixo de controlo, as pessoas têm menos liberdade e autonomia, o que pode afetar negativamente o seu bem-estar mental e físico.

Portanto, o controlo de massas tem implicações psicológicas negativas para indivíduos e sociedades. Leva à supressão da diversidade, ao medo e à desconfiança.

Promove a conformidade e inibe a inovação.

Assim, o autocontrolo é essencial para o funcionamento saudável. Já que o desejo de controlar decorre geralmente de necessidades psicológicas não satisfeitas. Uma vez que lidar com essas necessidades e promover a transparência e a responsabilização é crucial para mitigar a obsessão pelo controlo de massas.

Embora um certo nível de autocontrolo seja necessário para o funcionamento saudável, o controle excessivo sobre os outros é prejudicial. É importante que os indivíduos compreendam as motivações psicológicas por detrás do desejo de controlo e procurem maneiras saudáveis de lidar com os seus próprios sentimentos de insegurança e medo.

No entanto, é importante entender os motivos psicológicos subjacentes ao desejo de controlo (de massas), para criar sociedades mais saudáveis e equilibradas.

Desta forma, ao promover a consciência individual, o pensamento crítico, a governação responsável e a empatia, podemos limitar a influência indevida do controlo de massas e proteger as liberdades e o bem-estar de todos.

Gaslighting

17/06/2024

O Gaslighting é uma forma insidiosa de manipulação emocional. Já que visa fazer que a vítima questione a sua própria sanidade e perceção da realidade. Desta maneira, o processo ocorre gradualmente ao longo do tempo.

E que envolve as seguintes etapas:

Negação: o agressor nega a realidade da vítima, insistindo que os seus sentimentos, pensamentos ou experiências são inválidos ou imaginários.

Distorcer a verdade: o agressor apresenta uma versão distorcida dos eventos, manipulando os factos e as informações, para se adequar à sua narrativa, que é muitas vezes contraditória, e fazer que a vítima duvide da sua memória, causando confusão e incerteza.

Desvalorização: o agressor desvaloriza a vítima, minimizando os seus sentimentos, pensamentos e realizações. Assim, trivializa as emoções e preocupações da vítima ao anular os seus sentimentos, acusando-a de ser muito sensível ou irracional.

Isolamento: o agressor isola a vítima dos seus amigos, família e outros sistemas de apoio, tornando-a mais vulnerável e dependente do agressor.

Controlar a narrativa: o agressor assume o controlo da narrativa, ditando o que é “real” e o que não é, fazendo que a vítima duvide da sua própria perceção. Assim, ganha gradualmente o controlo sobre a vítima, influenciando as suas decisões, comportamentos e crenças.

Logo, é fundamental protegermo-nos contra o Gaslighting, ao:

Reconher os sinais: esteja atento a padrões de negação, distorção, trivialização, isolamento e controlo;

Confiar nos seus instintos e perceções: se algo parece ser manipulador ou não bater certo, confie na sua intuição;

Registar as interações com o potencial agressor: mantenha um registo de conversas, mensagens de texto ou e-mails que demonstrem o comportamento de Gaslighting;

Procurar apoio: fale com amigos, familiares ou um terapeuta de confiança, para obter apoio;

Estabelecer limites: comunique claramente ao agressor que o seu comportamento não será tolerado;

Dar prioridade ao cuidado e ao bem-estar pessoais: esteja atento à nutrição e à prática regular de exercício físico.

Cortar o contacto: se possível, corte o contacto com o agressor para se proteger de mais abusos.

Programas sistemáticos generalizados

14/06/2024

Lifton caracterizou a reforma do pensamento como “um assalto pandémico à mente e à realidade”. Descreve-o como “um programa sistemático e generalizado, que penetra profundamente na psique das pessoas”. Robert Jay Lifton.

Assim, temos como exemplos de “programas sistemáticos generalizados”:

Propaganda Política:

Envolve a disseminação deliberada de informação tendenciosa ou enganosa para influenciar as crenças e comportamentos das pessoas. Membros do Governo ou organizações políticas disseminam informações tendenciosas ou enganosas via meios de comunicação de massas, redes sociais, fact checkers, entre outros. #FollowTheMoney. Para promover agendas específicas ou controlar a opinião pública. Com o objetivo de moldar as opiniões públicas, promover agendas específicas e silenciar a dissidência.

Lavagem Cerebral:

É um processo coercivo utilizado para alterar fundamentalmente as crenças, valores e comportamentos de um indivíduo. Envolve técnicas de manipulação psicológica e privação ambiental, destinadas a quebrar a resistência e induzir conformidade.

Cultos:

Grupos com líderes carismáticos usam técnicas de manipulação psicológica para controlar e explorar os seus fieis e seguidores. Assim, isolam os indivíduos, inculcam doutrinas e proíbem o pensamento crítico e a individualidade. Ao fomentar o isolamento social, a obediência cega e a dependência do líder. De resto, estes grupos utilizam práticas manipuladoras e doutrinação, para controlar e explorar os seus membros. Por falar nisso, há documentários sobre um “mestre de Ioga”, muito bom. Para não falar no do Osho…

Marketing:

As empresas anunciam produtos ou serviços por meio de técnicas persuasivas para influenciar o comportamento do consumidor. Visam criar desejos e fomentar um consumo irrefletido.

Educação Ideológica:

Sistemas educacionais que doutrinam os alunos com uma ideologia específica, suprimindo perspetivas e informações alternativas. Já que os sistemas educacionais são tendenciosos, manipulam e ocultam certas informações, forçando não só a conformidade, o limite ao pensamento independente. Além de confundirem os alunos com informações contraditórias, como a ideologia de género e a biologia, genética, anatomia, etc. O que pode resultar numa visão de mundo limitada, na supressão de perspetivas alternativas e na mentira. Este tipo de educação visa criar cidadãos conformes que subscrevam uma narrativa e pensamento politicamente corretos.

Redes Sociais:

Plataformas de redes sociais criam câmaras de ressonância, nas quais os utilizadores ficam expostos, principalmente, a informações que confirmam as suas crenças. O que pode levar à polarização e à disseminação de desinformação.

O que pode levar à polarização e à disseminação de desinformação.

Assim, estes programas sistemáticos generalizados funcionam à custa da exploração de vulnerabilidades psicológicas, isolam indivíduos de influências externas e utilizam técnicas de manipulação para controlar os seus pensamentos e comportamentos. Portanto, ao suprimir a dissidência e promover a conformidade, estes programas visam criar uma realidade distorcida que serve os interesses daqueles que estão no poder.

Mecanismos inconscientes de evasão psíquica

12/06/2024

Os mecanismos inconscientes de evasão psíquica são estratégias defensivas e inconscientes por parte do ego para evitar conflitos internos e reduzir a ansiedade.  Esses mecanismos operam fora da consciência, distorcem a realidade por forma a permitir que os indivíduos fujam de emoções e pensamentos desagradáveis temporariamente, para evitar desconforto psicológico.

Técnicas de evasão psíquica comuns:
  1. Negação: recusar reconhecer ou aceitar aspetos dolorosos da realidade, negar a existência de um conflito ou problema, minimizando a sua importância. O ego suprime informações que entrem em conflito com a sua persona, criando uma realidade distorcida onde o problema não existe;
  2. Repressão: suprimir memórias ou emoções perturbadoras no inconsciente O conteúdo reprimido permanece inacessível conscientemente, mas continua a influenciar o comportamento e as emoções;
  3. Projeção:
atribuir emoções ou traços indesejáveis a outras pessoas, em vez de reconhecê-los como próprios. O indivíduo evita confrontar as suas próprias falhas projetando-as nos outros, no sentido de preservar a sua autoestima;
  4. Racionalização: justificar comportamentos ou pensamentos irracionais com explicações plausíveis. Criação de uma narrativa para proteger o ego de sentimentos de inadequação ou culpa;
  5. Regressão: voltar a um estágio anterior de desenvolvimento para evitar responsabilidades ou dificuldades e onde as ansiedades e conflitos eram menos ameaçadores. O indivíduo recua para um estado psicológico mais seguro, evitando responsabilidades e tudo o que, nesse momento, o deixe stressado;
  6. Formação Reativa:comportamentos ou emoções opostas ao conflito interno;
  7. Sublimação:canalizar impulsos ou sentimentos inaceitáveis em atividades socialmente aceitáveis.

Estes mecanismos convencem a psique a fugir do conflito interno ao distorcer a perceção da realidade ou ao criar uma realidade alternativa. Ao evitar a dor emocional associada ao conflito, estes mecanismos propiciam um alívio temporário, mas não resolvem o problema subjacente.

O que falta à psique sempre que um destes mecanismos é ativado?

Quando os indivíduos recorrem a mecanismos de evasão psíquica, a psique carece de:

  • Consciência e aceitação do conflito interno;
  • Capacidade de lidar com emoções e pensamentos perturbadores;
  • Ferramentas para resolução saudável de conflitos;
  • Estoicismo emocional para tolerar emoções desagradáveis;
  • Autoconsciência para reconhecer e processar pensamentos e sentimentos.

Portanto, os mecanismos inconscientes de evasão psíquica podem proporcionar alívio temporário, mas, a longo prazo, impedem o crescimento pessoal e a resolução de conflitos internos e externos. Compreender estes mecanismos é essencial para o autoconhecimento e o desenvolvimento de mecanismos saudáveis para lidar com as situações da vida e conflitos a ela inerentes.

Desinformação e má informação

10/06/2024

No turbilhão de informações que recebemos diariamente, torna-se crucial questionar a veracidade das fontes e desmascarar a desinformação. Organizações internacionais – redes sociais, governos e meios de comunicação social -, têm sido cúmplices na disseminação de narrativas manipuladoras, ao semear dúvida e confusão entre as massas, sem que os seus motivos sejam claros.

Entidades como a ONU, OMS e UE, outrora bastiões da credibilidade, têm enfrentado críticas pela sua falta de transparência e conflitos de interesses. A sua dependência de financiamento externo levanta questões sobre a influência indevida na tomada de decisões.

Ameaçando ainda com o “combate à desinformação” ao instar cidadãos a denunciar informações factuais e opiniões de especialistas, que contradigam a narrativa oficial destas instituições

Para navegar neste labirinto de informações contraditórias, é essencial adotar uma postura crítica. Devemos questionar os motivos e as fontes de cada alegação, procurando evidências credíveis que as sustentem.

Exigindo contraditório.

Devemos estar atentos às técnicas de manipulação, como o sensacionalismo, a deturpação de factos, o uso de apelos emocionais e as tentativas de alteração da Constituição.

Assim, para questionar e averiguar a veracidade da informação, é crucial:
  • Verificar as fontes: procure informações de fontes credíveis com um histórico comprovado de precisão e imparcialidade;
  • Consultar múltiplas perspetivas: não se limite a uma única fonte de notícias. Compare e contraste informações de diferentes meios para obter uma compreensão mais abrangente. Se forem todas iguais, desconfie. O mais provável é terem sido encomendadas. Procure saber quem as financia;
  • Procure provas: afirmações extraordinárias requerem provas extraordinárias. Procure dados, estudos e, acima de tudo, testemunhos fidedignos, que sustentem as alegações;
  • Esteja atento a vieses: identifique quaisquer preconceitos ou agendas subjacentes que possam influenciar a informação veiculada.
  • Verifique factos: não use recursos de verificação de factos para verificar a precisão das afirmações. Os “verificadores de factos” são patrocinados pelas mesmas empresas que veiculam “informação” encomendada. Procure fontes de informação independentes.
  • Evite cair no dogma: por mais que gostemos de ter certezas, e precisemos delas para nos sentirmos seguros, é preciso combater o medo dentro das nossas cabeças e evitar cair em falácias, apenas por serem propagandeadas por instituições e organizações internacionais e/ou pessoas em quem já confiámos mais.
Distinguir entre “desinformação” e “teoria da conspiração” pode ser difícil.

Enquanto a desinformação envolve a disseminação intencional de informações falsas, as teorias da conspiração são muitas vezes especulativas, sem nada que as sustente. No entanto, é importante abordar as preocupações legítimas sem desconsiderar alegações como meras “teorias da conspiração”.

A desinformação prospera na ignorância e no medo.

Ao cultivarmos o pensamento crítico, equipamo-nos com as ferramentas para combater esta epidemia insidiosa. Questionar, verificar e procurar conhecimento fiável é a chave para desvendar a verdade num mundo turvo por narrativas manipuladoras.

Por outro lado, à “desinformação” acresce a “má informação” que, por mais verdadeira e factual que seja, considera-se prejudicial para o público em geral. Como se fossemos todos crianças.

Resta saber por que motivo a factualidade é prejudicial… E para quem.

Em suma, cabe a cada indivíduo navegar no complexo panorama da informação, distinguindo factos de ficção, combatendo a desinformação pela via da verificação rigorosa e do pensamento crítico. Somente através de uma cidadania informada e vigilante podemos salvaguardar a verdade e preservar a integridade do discurso público.

Técnicas de controlo mental por regimes totalitários

07/06/2024

Os regimes e indivíduos totalitários fazem uso de uma série de técnicas de controlo mental. Com estas técnicas, exploram vulnerabilidades na natureza humana. Ao manipular emoções, distorcer a realidade e suprimir o pensamento crítico, de indivíduos e massas.

Antecedentes históricos:

O controlo mental tem sido usado ao longo da história por governantes tirânicos para manter a submissão. Os regimes totalitários aperfeiçoaram a arte da manipulação por meio da propaganda, na Roma antiga ou técnicas modernas de lavagem cerebral,

Sendo as técnicas de controlo mental as mesmas:

Por um lado, a Propaganda: difusão de informação tendenciosa para moldar opiniões e comportamentos. Por outro, a Censura: supressão de informações discordantes para controlar o fluxo de ideias. Acresce a Educação: doutrinação de indivíduos desde tenra idade para moldar os seus valores e crenças, alinhando-os com o regime. O Controlo social: vigilância e restrição constante das atividades interações dos indivíduos para reprimir a dissidência. E o clássico Isolamento: separar indivíduos de influências externas para controlar pensamentos comportamentos e limitar a exposição a ideias alternativas.

Bem como as vulnerabilidades:

As Necessidades de Pertença: os seres humanos têm um desejo inato de fazer parte de um grupo ou de uma causa, o que os torna suscetíveis à influência social; E Segurança: em tempos de incerteza, as pessoas podem procurar segurança em respostas simples e medidas autoritárias. O Viés cognitivo: os humanos tendem a acreditar em informações que confirmem as suas crenças. As Emoções: as emoções, como o medo e a raiva, podem ser exploradas para manipular pensamentos e comportamentos. E, por fim, a Ambiguidade: o ego não aguenta ambiguidade, sentindo-se coagido a escolher um lado, ignorando ou justificando tudo o que entre em conflito com os seus valores, apenas para não ter de lidar com o que está na sua sombra e pertence à sua identidade.

Já no que se refere à manipulação coletiva:

Os regimes totalitários criam uma atmosfera de medo e incerteza, por meio de propaganda e censura, para controlar narrativas. Assim, ao promover a conformidade e desencorajar o pensamento crítico, tornam as massas mais suscetíveis à manipulação.

Portanto, as técnicas de controlo mental por parte de regimes totalitários são uma ameaça à liberdade individual e à sociedade democrática. Assim, compreender estas técnicas e as vulnerabilidades humanas que exploram é crucial para expandir a consciência, resistir à manipulação e preservar os nossos valores. Daí que a vigilância e o pensamento crítico são essenciais para proteger a liberdade individual e as sociedades democráticas.

Viés de confirmação

05/06/2024

O viés de confirmação é uma tendência cognitiva que nos leva a procurar, interpretar e recordar informações que confirmam as nossas crenças ou hipóteses pré-existentes, ignorando ou desvalorizando dados que as contradizem. Viés de confirmação

Em psicologia, este viés explica-se por teorias como a da dissonância cognitiva, que postula que experienciamos desconforto quando desafiam as nossas crenças. Para reduzir esse desconforto, tendemos a procurar informações que as confirmem e a evitar informações que as contrariem. Além disso, prestamos às informações que sustentam as nossas crenças. Também nos lembramos mais facilmente de informações que as confirmam.

Para estar alerta ao viés de confirmação e evitá-lo, é crucial:

Por um lado, reconhecer a sua existência; Questionar as próprias crenças e procurar provas contrárias; Considerar perspetivas alternativas e procurar contra-argumentos ou consultar diversas fontes; Estar disposto a mudar de opinião com base em provas convincentes; Envolver-se em discussões com pessoas que têm opiniões diferentes, para obter outras perspetivas.

Com estas estratégias, podemos mitigar o viés de confirmação e tomar decisões mais informadas e objetivas.

Por exemplo:

As Necessidades de Pertença: os seres humanos têm um desejo inato de fazer parte de um grupo ou de uma causa. O que os torna suscetíveis à influência social. E Segurança: em tempos de incerteza, as pessoas podem procurar segurança em respostas simples e medidas autoritárias. O Viés cognitivo: os humanos tendem a acreditar em informações que confirmem as suas crenças. As Emoções: as emoções, como o medo e a raiva, podem ser exploradas para manipular pensamentos e comportamentos. E, por fim, a Ambiguidade: o ego não aguenta ambiguidade, sentindo-se coagido a escolher um lado, ignorando ou justificando tudo o que entre em conflito com os seus valores, apenas para não ter de lidar com o que está na sua sombra e pertence à sua identidade.

 

Suscetíveis à manipulação

03/06/2024

A natureza humana torna-nos suscetíveis à manipulação devido a uma combinação de fatores psicológicos, nomeadamente:

Necessidades e carências emocionais: todos nós temos necessidades básicas, físicas e emocionais, como a necessidade de amor, pertença e aceitação. Essas necessidades podem tornar-nos vulneráveis a manipuladores que exploram esses desejos, com soluções ou alívio das mesmas, fazendo de nós dependentes; 

Desejo de aprovação: todos nós queremos ser aceites e valorizados. Os manipuladores usam esse desejo para ganhar a nossa confiança e obter o que querem;

Baixa autoestima: indivíduos com baixa autoestima são mais suscetíveis à manipulação, pois são menos propensos a confiar no seu próprio julgamento, acreditar em manipuladores que os validem ou elogiem; 

Complexo de Inferioridade: sentimentos de inadequação podem levar-nos a procurar validação externa, tornando-nos alvos fáceis para os manipuladores; 

Pouca autoconfiança: pessoas com a autoconfiança abalada podem hesitar em questionar a autoridade ou confiar nos seus próprios instintos, tornando-se mais suscetíveis à manipulação;

Pressão social: a necessidade de conformidade pode levar indivíduos a concordar com pedidos ou crenças manipuladoras para evitar o ostracismo ou o julgamento;

Medo e ansiedade: manipuladores exploram frequentemente medos e ansiedades para controlar as suas vítimas, fazendo-as sentir-se vulneráveis e dependentes;

Tendência cognitiva: atalhos mentais, como o viés de confirmação, podem levar as pessoas a aceitar informações manipuladas que confirmem as suas crenças.

Ausência de  consciência: a incapacidade de reconhecer táticas manipulatórias pode aumentar a vulnerabilidade.

Momentos de vulnerabilidade: quando estamos emocional ou fisicamente exaustos, somos mais suscetíveis à manipulação.

Assim, uma combinação de necessidades emocionais, falhas cognitivas e fatores sociais contribuem para a nossa suscetibilidade à manipulação. Tomar consciência e reconhecer as nossas necessidades, carências e características individuais pode ajudar-nos a reconhecer e resistir à manipulação, protegendo a nossa independência e bem-estar.

Táticas de manipulação emocional

31/05/2024

A manipulação emocional é uma tática comum para a exploração de emoções das pessoas, no sentido de influenciá-las. Envolve o uso de técnicas que exploram as vulnerabilidades emocionais dos indivíduos, a fim de obter controlo sobre eles ou atingir objetivos específicos. Esta tática pode ser utilizada em vários contextos, incluindo relacionamentos pessoais, política e publicidade. Compreender as várias táticas de manipulação emocional é crucial para o desenvolvimento do pensamento crítico e para nos protegermos contra a influência de terceiros sobre nós.

Táticas comuns de manipulação emocional

Gaslighting:

Negar ou distorcer a realidade, fazendo com que uma pessoa duvide da sua própria sanidade ou perceção da realidade. Um governo abusivo pode acusar uma população ou outro Estado, apesar de provas em contrário.

Culpabilização:

Induzir sentimentos de culpa ou vergonha para controlar comportamentos. Um governo pode manipular um indivíduo acusando-o de ser culpado por não obedecer a uma ordem específica, ainda que essa ordem atente contra os seus direitos mais básicos e não faça qualquer sentido ou tenha qualquer consequência para o coletivo.

Medo:

Criar ansiedade ou medo, ou explorar os medos das pessoas, para forçar a conformidade. Um político pode usar táticas para incutir o medo, no sentido de obter apoio em relação a políticas que limitem as liberdades individuais.

Bajulação:

Usar elogios excessivos ou lisonjas para ganhar confiança e influenciar decisões. Um vendedor pode bajular um cliente para conseguir levá-lo a fazer uma compra.

Triangulação:

Envolver uma terceira pessoa numa relação para criar conflito e exercer controlo. Espalhar rumores sobre alguém para que o objeto de manipulação se vire contra terceiros: dividir para reinar.

Vitimização:

Retratar-se como vítima para ganhar simpatia e apoio. Alguém pode alegar abuso para evitar responsabilidades, obter poder ou justificar comportamentos desviantes: ditadura dos falsos fracos.

Amor bombástico:

Excesso de afeto e atenção para criar no outro uma sensação de estar em dívida. Um parceiro romântico pode bombardear o outro com presentes e declarações de amor para controlar o seu comportamento.

Silêncio:

Recusar-se a comunicar ou responder como forma de castigo ou controlo. Ignorar alguém depois de uma discussão.

Proteger-se contra a manipulação emocional

Reconhecer táticas: familiarizar-se com as táticas mais comuns de manipulação emocional;
Estabelecer limites: definir limites claros e comunicá-los;
Questionar motivos: analisar de forma crítica as intenções por detrás das emoções;
Procurar ajuda: falar com amigos, familiares ou um profissional de saúde mental de confiança, caso haja suspeita de manipulação.

Estimular o Pensamento Crítico

Estar atento aos próprios sentimentos e emoções;

Questionar motivações das pessoas que tentam influenciar as suas emoções;

Procurar informações objetivas e factuais;

Confiar na intuição e limitar o contacto com manipuladores.

Assim, a manipulação emocional pode ter consequências prejudiciais. Compreender as suas táticas e desenvolver estratégias para enfrentá-la é essencial para o pensamento crítico e o bem-estar emocional. Pois, ao estarmos cientes dessas táticas, podemos proteger-nos da influência indevida e tomar decisões informadas.

Marxismo Cultural

30/05/2024

O objetivo do Marxismo Cultural, e de um grupo de intelectuais marxistas, é destruir a cultura ocidental. Esta teoria tem as suas origens na Escola de Frankfurt, um instituto de pesquisa social fundado na Alemanha, nos anos 1920.

Os teóricos da Escola de Frankfurt, como Theodor Adorno e Max Horkheimer, desenvolveram a teoria que analisa e critica as estruturas sociais e culturais.

Defendiam que o capitalismo criava uma sociedade alienada e opressora, procurando subverter a cultura ocidental, ao promover ideias como o multiculturalismo, o feminismo e os direitos LGBTQ+.

Os métodos incluem a infiltração em instituições como universidades, meios de comunicação e entretenimento, para gradualmente corroer os valores tradicionais.

Por meio da promoção de ideias politicamente corretas e da supressão de opiniões dissidentes.

As motivações incluem o desejo de destruir a civilização ocidental e substituí-la por uma união globalista comunista/socialista. E uma possível explicação para que aconteça apenas no Ocidente é a de que as sociedades ocidentais têm uma longa história de liberdade de expressão, individualismo e pensamento crítico. E maior resistência à dominação.

Clima de medo

29/05/2024

“O primeiro passo para a implantação da reforma do pensamento é criar um clima de medo, no qual esta arma psicológica é mais eficaz. Portanto, é indiferente se este clima de medo é criado artificialmente e o resultado é o que H.L. Mencken chamou: “uma série infindável de bichos-papão imaginários”, gerado por uma pequena ameaça, ampliada de forma descontrolada. Ou se é o resultado de uma ameaça real para a sociedade. O que importa é condicionar os cidadãos, levando-os a um estado de medo crónico.” Via Academy of Ideas

Aqui ficam alguns exemplos:

Primeiro, ataques terroristas usados para justificar medidas de segurança draconianas. Segundo, pandemias exageradas para impor restrições governamentais. Agora: exagero de ameaças ambientais para promover políticas restritivas. No futuro/presente propaganda governamental durante tempos de guerra ou crise nacional. Já que não é à toa que voltou a discussão sobre o serviço militar obrigatório em todos os países da UE ao mesmo tempo.

Logo, assunto plantado nas notícias a mando dos Governos, que obedecem ao WEF.

Além de sensacionalismo dos media para amplificar ameaças ou perigos. Bem como discurso político que demoniza certos grupos ou indivíduos.

Como se cria um clima de medo:

Por um lado, dar prioridade excessiva a más notícias. Exagerar ou fabricar ameaças. E usar linguagem emotiva e apelos ao medo. Além de censurar ou suprimir informações que contradizem a narrativa do medo.

Para reconhecer e resistir:

Questionar de forma crítica as informações veiculadas; Diversificar as fontes de notícias, procurando fontes imparciais; Estar atento ao uso de apelos emocionais para reconhecer a manipulação emocional; Promover o pensamento racional e o debate aberto. E, acima de tudo, defender a liberdade de expressão, o acesso à informação e denunciar tentativas de censura.

Ao contrário do que nos pede o primeiro-ministro (Costa), a CNE (com o pedido de denúncia de “Desinformação” (artigo sobre isto em breve), a presidente não eleita da Comissão Europeia, von der Lyen, cuja principal prioridade é, não a imigração completamente descontrolada. Níveis de gente a viver na rua mais altos do que nos anos 80, antes da CEE, não é a inflação, é o combate à “Desinformação”. Com o suprassumo da ONU e orgulho português, Guterres, a dizer que o planeta está em “ebulição”.

Método utilizado aliás pelos grandes ditadores do mundo:

Mao Zedong e Estaline.

E agora é voltar a ler. Os sinais estão todos no disurso daqueles a quem confiamos o presente e o futuro.

Como desenvolver o pensamento crítico?

27/05/2024

Desenvolver o pensamento crítico no mundo de hoje não constitui tarefa fácil. Todas as fontes de informação que tínhamos como garantidas, no que se refere à isenção e ao rigor, provaram ser nefastas, corruptas, parte de uma agenda ou financiadas por organizações, que representam um claro conflito de interesses entre ambos os lados da barricada: imprensa e governo (ou outras organizações, como a UE, ONU, OMS, ou o FEM). Deixando-nos sem saber em quem ou no que confiar.

Assim, o trabalho tem de ser individual e persistente.

Questione as suposições:

Examine as suposições subjacentes a quaisquer afirmações ou argumentos para identificar quaisquer falhas ou potenciais vieses; questione as suposições, as fontes de informação e as alegações. Não aceite nada como garantido e procure provas que sustentem as afirmações.

Avalie as provas:


Reúna e examine de forma crítica as provas no sentido de fundamentar alegações e conclusões.

Verifique as fontes:

Reúna informações fiáveis e precisas, provenientes de fontes fidedignas, com particular atenção para a reputação, as qualificações e os possíveis preconceitos das fontes de informação, para garantir que são credíveis e baseadas em factos.

Analise argumentos:

Reconheça e avalie argumentos que contenham falácias lógicas, como generalizações precipitadas ou ataques pessoais.

Desafie as suas próprias crenças:


examine as suas próprias crenças e preconceitos para garantir que não estão a influenciar indevidamente o seu pensamento.

Considere perspetivas alternativas:

Explorar perspetivas diferentes e considerar argumentos opostos cuidadosamente pode ajudar a ampliar a compreensão, a desafiar visões preconcebidas e a obter uma compreensão abrangente de um assunto.

Evite o pensamento emocional:

mantenha a objetividade e evite deixar que as emoções influenciem o seu raciocínio. Concentre-se em factos e provas para chegar a conclusões lógicas.

Pratique regularmente:

desenvolver o pensamento crítico requer prática. Envolva-se em debates, resolva problemas e analise criticamente a informação que encontra diariamente.

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