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Livros

New Book – Livro Novo

06/06/2021

About the New Book:

At least I know you exist, are real and not a fantasy, an illusion, a character. Even if rationally knowing I don’t know who you are, have become, what you want. But deep down in my bones, I know. With my aching body and my longing soul. That you exist and for that alone it is worth living.

Knowing I was not dreaming, did not read far too many novels or watched too many movies. 

We are in touch, although we cannot touch each other, feel each other’s heartbeat, look each other in the eye, so that our souls could speak without words. We cannot be together, spend time together, sleep together. The majority of times, it’s not enough, but at least it’s not an hallucination.

A Case of You

26/05/2021

Woke up with you today, in my head, Joni Mitchell’s tune: “A Case of You”, from an album, released the year I was born, called Blue. A state of mind I am in so many times I could call it my very own: With the Blues…

Got to know Joni Mitchell late in life. It was love at first hearing…

Replaced Last Time I Saw Richard by A Case of you.

As the first makes tears roll down my face and I don’t feel like crying lately. I’d rather sing.

That’s what I did the whole morning, with the lyrics in front of me, until I knew it by heart, while trying to tune my voice with Joni’s. A handful. Joni has this delicate voice whilst mine sounds more like a thunder sometimes.

Felt like singing it to your ear.

I’d say Oh I am a lonely writer; I live in a box of books and would leave the rest as it is. Sadly, you are very far away, and this song doesn’t call for screaming and shouting.

“Love is touching souls”
Surely you touched mine
‘Cause part of you pours out of me
In these lines from time to time

Oh, you are in my blood like holy wine
You taste so bitter and so sweet
Oh, I could drink a case of you, darling
And I would still be on my feet
Oh, I would still be on my feet

Existential Solitude

27/03/2021

We must learn how to endure existential solitude.

Seeking other people for a quick fix is just the same as looking out for drugs, drinks, shopping, sweets, work, books, movies, series, sports, whatever takes your mind off your existential solitude… It is not even a quick fix, as it fixes nothing, it just postpones dealing with the matter, which will strike even harder next time.

We are not always strong enough to endure in existential solitude, but we must try whenever we are strong enough to stay there, look it in the eye, and manage not to run away from it.

Just cry it, as simple as that, cry it.

It is not a matter of playing the victim, it is actually respecting the bit of you that is suffering, in need, neglected.

Seeking others for a quick fix is even worse sometimes, people can’t take their own existential drama, you can be sure they won’t take yours. They will not listen. Instead, they will offer some piece of advice not to deal with their own stuff, leaving you even lonelier.

It is fair enough to believe they would honestly want to cheer you up, that is fine.

What about when you don’t need cheering? What about when you only need someone to listen, to embrace whatever you’re dealing with without falling into the ego trap of giving you a solution. Or fake it with chocolate, cigarettes, joints or a beer.

That is most likely the worst kind of loneliness.

When you are not seen, considered, appreciated for who you are, your moment of existence, your cry, sadness, impotence, confusion, fear, anger. And not even the biggest chocolate in the world would mend it. Chocolate not always replaces an embrace. Sometimes you just need someone to listen and hold you in their arms without a word, any sort of embarrassment, awkwardness, so that your split parts can be acknowledged and appreciated and, ideally, brought together. And there’s not that many people willing or able to do that for you.

So that’s why you should endure as much and for as long as you can.

Intimacy

20/03/2021

Intimacy has a scale, and has nothing to do with sex. Sex is just a way to get there, most of the times, it doesn’t. It is not like knowledge, once you know, you know. Intimacy is a different thing. You have to be in the mood for it. Learn to identify it when it comes, every Blue Moon. Let it linger, so that you can go deeper into it.

I am pretty sure bonding is for life.

You may be bonded to a lot of people, due to blood sharing, life sharing, ages of friendship. Bonding does not go away, but you don’t need presence for it. Once you bond, you bond. Intimacy, however, needs presence. Otherwise you’d have to start all over again. And it gets tiresome. I’ve never been good at coming and going. It’s either a continuous and growing path, or it kills the mood. And gives room for the little demons to start whispering all the beliefs in your ear, the ones leading to isolation, for protection. To safe guard your heart and soul. Timing can be a motherfucker. Your ego does the rest. It is a blessing when your timing coincides with the other’s. It takes one in a million.

When you wake up from intimacy, from that special place in your psych that allows you to be vulnerable, the little demons make you withdraw, in shame and fear. A little bit of that is OK, it is Apollo taking over what Dionysius had conquered. And we do have to learn how to live in Apollo mind, never  forgetting Dionysius’ spirit. But it can’t take long, or regret takes over, you become defensive, and grow more and more apart. I am tired of that. So I withdrew.

Ficção

23/02/2021

Tenho andado entretida com o meu primeiro romance, ficção, que me tem dado um gozo imenso.

Já teve três títulos. Não estou contente com nenhum…

De resto, tudo sobre rodas.

Voltarei à antena assim que possível.

Independência ou morte

27/05/2020

A ilusão da democracia, do partido político, do clube de futebol, da religião, da ciência, dos números, dos astros, do comunismo, do socialismo, do fascismo, da ditadura, do poder, do controlo, da opinião, da participação, do dinheiro, da moda, da beleza, do desporto, da comida, do álcool, das drogas, do sexo, do que funciona, do que não funciona. Da guerra e da paz. Da luta, da batalha. Da ordem e do caos. Da posse. Do ego, da sombra e da persona. Do cinema, do teatro, da dança, da arte em geral, dos livros. A ilusão da cultura. A ilusão do ter e do ser, do conhecimento e dos factos. A ilusão da vida e da morte, da depressão e da tristeza, da alegria e da euforia. Da família, dos irmãos, dos filhos, dos pais, dos netos. A ilusão da maturidade e da eterna juventude. Da fuga. Da presença e da ausência. Da distância e da proximidade. A ilusão do medo, da ignorância. Da saúde e da doença. A ilusão da vida saudável e da vida desregrada. A ilusão do compromisso e da liberdade, e da falta dela, a sua maior aliada. Da dependência e da independência, que pode ser a forma mais básica de dependência… A ilusão da agressão e da passividade, da coragem e da manipulação. Da bondade e da maldade. Da inocência. A ilusão dos heróis e dos vilões, dos fracos e dos fortes, dos bonitos e dos inteligentes. A ilusão da roupa espalhada pela sala e da cozinha arrumada, da pasta de dentes amassada e direitinha. A ilusão do cliché, do diferente. A ilusão dos amantes e a do casamento. Do acordo e do desacordo. Da solidão e da companhia. Das rotinas e dos dias sempre diferentes. A ilusão da esperança, dos dias melhores. A ilusão do dever e a do prazer. A ilusão das causas e a de um ideal. A ilusão dos ímpetos. Da estabilidade, da segurança, da rotura. Da destruição e da construção. A ilusão do conflito e da mudança. A ilusão da permanência e da partida. A ilusão do outro, a nossa própria ilusão, sobre nós e sobre o outro. A ilusão da influência. A ilusão suprema, a ilusão da (nossa) importância… Message in a Bottle, 2011.

Memória

27/04/2020

É uma coisa engraçada, a memória.

Há de haver um processo qualquer que nos faz esquecer determinadas vivências para que possamos sobreviver. E, de alguma forma, meio mancos, consigamos coxear para a frente.

Essas memórias são como brasinhas.

Que não pegam fogo à casa mas ainda não se extinguiram. Dançam umas com as outras em cantos recônditos da nossa cabeça. No entanto, basta um pequeno rastilho para que apareçam bem vívidas. E ocupem rapidamente o lugar da frente das nossas memórias, como se tivessem acontecido há cinco minutos.

Dizem que só os velhos vivem de memórias, que é o que lhes resta porque o futuro é ao minuto.

Mas é mentira.

Há muitos seminovos que vivem de memórias. Outros que nem das memórias saíram. Lá permanecem, nos anos 80 e 90. 60 e 70…

E alguns que vivem de memórias do que não aconteceu, do que poderia ter sido, agarrando-se ao que foi, como medida preventiva da consciência. Para dar tempo ao inconsciente de processar o conteúdo simbólico dessa memória, agora com mais dados disponíveis.

No entanto, as memórias têm um tempo próprio. Ler Mais…

Momentos de verdade

08/04/2020

São momentos de verdade, os tempos em que vivemos, neste momento tão particular do mundo. Não há fronteiras para o corona vírus, está no planeta inteiro. Estamos todos confinados e unidos nesse isolamento. Com os nossos.

Os do passado e os do presente.

E os do passado que se fazem presentes em momentos que podem ser devastadores. Aterradores. E que trazem a esperança de volta aos nossos corações. E a paz à nossa cabeça.

A alma sempre soube… Jamais desiste.

Abarca todo o tempo do universo. Por isso, só deixa cair quando mais nada resta. Nesse momento, mais do que desistência, é uma aceitação. Pacífica, porque nos está no corpo todo.

Na cabeça, no coração e na própria alma.

Privados de tudo quanto nos ilude, da tentativa que fazemos para nos convencermos de que somos eternamente jovens e bonitos, a verdade escancara-se.

Os cabelos brancos começam a aparecer, as rugas que escondemos voltam a lembrar-nos da nossa história, as unhas que não arranjamos, entre tantos outros exemplos, trazem-nos para a realidade que o nosso corpo nunca esconde, por mais que a cabeça e o coletivo nos imponham um ideal. Tantas vezes insano, tantas vezes impossível. Fazendo que nos arranque bocados que nos são preciosos. Vitais. Tão simplesmente por fazerem parte da nossa história, contribuindo para a pessoa em quem nos tornámos.

Sem julgamento, crítica ou ressentimento.

É apenas o que é…

Máscaras caem, literal e metaforicamente. Ao mesmo tempo que outras se erguem. Deixando apenas os olhos à vista de todos. A única parte do nosso corpo disponível para ser olhada. Tudo o resto está coberto, inclusive a nossa boca, que tantas vezes contradiz o que sentimos e tememos expor. Olhos esses que revelam tudo o que teimamos em querer esquecer, esconder. De nós e dos outros.

Os olhos são o espelho da alma

Toda a gente sabe. No entanto, muito poucos aguentam ser vistos. Olhados, de verdade.

São momentos de muita tensão, dúvida, incerteza, frustração, ansiedade e medo. Mais ainda do que qualquer outra parte de nós, a persona, anulada neste momento tão único, não é mais suficiente para conter o que reprimimos uma vida inteira. E o ego, coitado, faz o que pode para se manter no controlo. Piorando ainda mais a situação. Que deveria ser de união, de proximidade, de vulnerabilidade. Em vez de batalha, de superioridade, de temor, de afastamento.

O que pode correr mal?

Os outros verem quem e como somos? Ou nós levantarmos o véu  e nos encararmos pela primeira vez?

O mundo está prestes a acabar, ou assim parece, o que temos a perder?

São momentos para saber, de uma vez por todas, sem mais ilusões ou fantasias infantis, quem está e quem não está. Pertence e não pertence. É e quem não é importante. Relevante. Fundamental. Não pelo papel que representa, muito menos pelo que gostaríamos que representasse. Mas pelo que nos une, nos vincula, está lá para nós, por nós. Até além de nós.

Independentemente dos seus conflitos internos de cada um.

Afinal, são momentos de verdade estes, de nos olharmos como nunca. De nos vermos de verdade, na nossa identidade total. Inclusive, de nos conhecermos…

Esclarecer o que há para esclarecer.

Enquanto e se para isso houver vontade. Ainda que tenham passado mais de 20 anos. Temos tempo. É coisa que agora não nos falta. Mais do que tempo, disponibilidade, física, mental, emocional. Na medida das solicitações do teletrabalho, da família e da vida que escolhemos viver. Que aguentámos viver.

Se não houver vontade, é porque não é prioritário…

Agora, há algo que nos é mais precioso. Que queremos preservar sobre tudo o resto.

E não, não é a persona, a cara que mostramos ao mundo e que esconde o monstro que mora na nossa cabeça. Esse sai do covil onde mora o ano inteiro, queiramos ou não. E agora, mais do que nunca, com uma força e uma crueldade incapazes de serem contidas. Quer pelo ego, quer pela persona.

É a nossa humanidade

Essa condição que nos permite ser empáticos, vulneráveis. A inevitabilidade de pôr o coração à frente de tudo. Das nossas certezas e convicções, do trauma, da memória, da dor, da frustração. Do tempo que passou e que não volta. Das escolhas que fizemos e que definiram o resto da nossa vida. Das memórias de vidas que vivemos aos 20 anos e que insistem em não se diluir. Por ainda não estarem resolvidas, apenas se harmonizaram com o tempo. Graças ao que fizemos delas, com elas e apesar delas.

Que agora voltam para nos dizer que aquela história ainda não acabou…

Apenas se adiou…

Apesar e além da fúria e dos demónios que nos habitam, agora com a porta aberta para a rua, e de os expressarmos na medida certa, o nosso humanismo, a nossa essência, o que nos une, sobrevive. E está, na  verdade, mais vivo do que nunca.

É forte demais para persistir.

O suficiente para, por mais tentador que seja, não nos deixar matar o que nos resta. A capacidade de amar, entender, comunicar, querer. De ter esperança. E até alguma fé. Não de que vá ficar tudo bem por desejo.

Mas de que vai ficar tudo melhor do que antes.

Porque algo maior do que nós, do que o vírus, do que a economia, a condição social dramática que se adivinha, seja Deus, seja o Universo, seja a ordem natural das coisas que tudo equilibra, disso se certificará.

Como tal, e apesar das perdas, das imensas, inúmeras e irrecuperáveis perdas, sairemos disto melhores. Acima de tudo, porque seremos mais nós… No fundo e à superfície…

Livros – Royalties

19/11/2019

Recebi os meus primeiros royalties internacionais. Correspondentes a dois livros traduzidos em inglês, francês, espanhol e o primeiro também em italiano.

Lamentavelmente, o governo americano ficou-me com três dólares e uns trocos. De US$10… 30%.

Já em Portugal são 16%…

É mesmo só pelo amor à nobre arte da Literatura…

No calor da emoção dos 7 dólares na minha conta, quase me esqueci de agradecer às tradutoras de ambos os livros, em 4 línguas. Sem as quais nem 7 dólares seriam possíveis.

Muito menos o incrível que soam as minhas palavras noutras línguas…

Gratidão* é pouco. E voltar a apaixonar-me pelos meus livros é o melhor de tudo.

(*Aqui, curiosa e raramente, o uso da palavra gratidão está correto…)

Parques

14/11/2019

Uma das poucas vantagens dos países em que chove dez meses por ano, como é o caso da Escócia, tive uma sorte que nem acredito, é serem muito verdes. As cidades são parques imensos.

Tudo é verde. Em todo o lado. E, em todas as planícies verdes, há ovelhas a pastar. Três para cada escocês, dizem.

Em Eddie há os Queen Gardens, enormes.

Queen Gardens, Edimburgo, Escócia 2019.

Em Glasgow há o Kelvingrove Park, junto à universidade. Passeei lá horas. No outono, particularmente bonito.

Temo que, afinal, quem tem os outonos mais bonitos é a Escócia, e não os EUA…

E este parque é um pequeno paraíso na cidade… Enorme…

Ao lado da universidade de Glasgow, também ele uma Outlander location. Que descobri por mero acaso. E me hipnotizou o suficiente para entrar e por lá deambular um bom bocado, encantada com as cores do outono e a poesia de uma ou outra folha a cair, quase a pairar, na verdade. Nada preocupada em me perder…

Glasgow também tem água. E muita. Adoro cidades com água…

Kelvingrove Park, Glasgow, Escócia 2019.

A natureza em geral, as árvore em particular, são civilizadas.

Tudo arranjadinho, por tamanhos, cores e tipos.

Mesmo nas bermas das auto-estradas. Parece paisagem de embalagem de chocolate. Lindo de mais.

Viajar pela Escócia, de combóio, autocarro ou carro, é um deleite para os olhos e um banho de poesia. Só natureza, o tempo todo. Qualquer viagem que se faça, estrada ou caminhos de ferro, é isto.

E é tão bonito…

Em toda a Escócia, onde pode haver um bocado verde, há uma árvore, ou só relva, plantada.

Toda a vista do castelo que fez as vezes de Wentworth Prison em Outlander dava um texto só…

Até onde a vista alcança e é incansável…

Jardins da “Wentworth Prison”, Escócia 2019

Kelvingrove Park é onde Claire empurra Bree no carrinho, atravessando uma ponte e passando por um escocês que toca gaita de foles.

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