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Dangerous Game

That Funny Thing Called Memory

04/05/2020

There must be some process that makes us forget some lived experiences still in our memory, so that we can survive. And, somehow, limping a bit, we manage to limp forward.

Those memories are like little pieces of ember

That do not set the house on fire, but have not extinguished yet. Dancing with each other in some forsaken corner of our heads. However, a small triggering makes them well vivid. Rapidly taking their place on the pole position of our memory. As if happened 5 minutes ago.

They say only the old live on memories, because that’s all they have, since their future is lived by the minute.

But it’s a lie.

There are a lot of semi-young ones living on memories. Others haven’t even left them, yet. They remain stuck in the 80-90s. 60-70s…

And some live on memories of what hadn’t happened, might have happened, holding onto what it was, as a preventive measure of the conscious. To give time to the unconscious to process the symbolic content of such memory, with more available data now.

However, memories have their own time.

They can’t be forced. They remain on the head, but follow the heart beat time. Which, as everybody knows, is slower. That’s why they seem forgotten, despite misleading us every single day.

Little ghosts living in the shadows Ler Mais…

Memória

27/04/2020

É uma coisa engraçada, a memória.

Há de haver um processo qualquer que nos faz esquecer determinadas vivências para que possamos sobreviver. E, de alguma forma, meio mancos, consigamos coxear para a frente.

Essas memórias são como brasinhas.

Que não pegam fogo à casa mas ainda não se extinguiram. Dançam umas com as outras em cantos recônditos da nossa cabeça. No entanto, basta um pequeno rastilho para que apareçam bem vívidas. E ocupem rapidamente o lugar da frente das nossas memórias, como se tivessem acontecido há cinco minutos.

Dizem que só os velhos vivem de memórias, que é o que lhes resta porque o futuro é ao minuto.

Mas é mentira.

Há muitos seminovos que vivem de memórias. Outros que nem das memórias saíram. Lá permanecem, nos anos 80 e 90. 60 e 70…

E alguns que vivem de memórias do que não aconteceu, do que poderia ter sido, agarrando-se ao que foi, como medida preventiva da consciência. Para dar tempo ao inconsciente de processar o conteúdo simbólico dessa memória, agora com mais dados disponíveis.

No entanto, as memórias têm um tempo próprio. Ler Mais…

Passado o cacete, o meu nome é M.

15/11/2013

Queria que a minha história fosse a dos miúdos do Até ao amanhecer, ao anoitecer, à alvorada, ao diabo que os carregue. Que essa fosse a minha história, contigo. Que tens apelido de filósofo alemão e me arrebataste o coração quando tinha 25 anos.

E que essa história desse um filme, baseado em factos reais, que depositasse esperança nos coraçõezinhos das adolescentes. E das mulheres loucas como eu, que ainda acreditam em finais felizes, no romance e no amor.

Putaquepariu o Walt Disney, sabes?

Queria que fosse como nos filmes, tu percebias que eu era a mulher da tua vida e vinhas a correr ter comigo. E acabávamos aos beijos e aos abraços, ao pôr-do-sol.

Nem queria uma casinha com cerca branca nem sequer um rancho de filhos. Nem baloiços no jardim nem relva aparada. Não queria nada disso, só um eterno abraço ao pôr-do-sol.

Putaquepariu Hollywood…

Queria que não me desconcentrasses, controlar a minha cabeça de vento, para que o meu coração não virasse uma pandeireta em dia de carnaval, de cada vez que leio o teu nome de desenho animado e o teu sobrenome de filósofo alemão famoso.

Que tivesses a coragem dos heróis do cinema, que nunca tiveste.

Ter eu, a coragem das heroínas dos romances da Jane Austen, que se deixavam arrebatar pelo amor.

Que tu fosses o Mr. Darcy e eu a Elizabeth.

Até que o meu nome e o dela batem certo, mas tu não és o Mr. Darcy nem a minha vida é um romance da Jane Austen.

Também adoraria que os livros de psicologia que leio desenfreadamente me servissem de alguma coisa, não servem pra nada. Está aqui o meu coraçãozinho peludo que não me deixa mentir.

Podia bater mais baixo, já não o posso ouvir…

Gostaria tanto de calar a boca, parar de achar isto e aquilo, parar de resolver tudo com a razão. Acreditar nos sentimentos, que são bons, que o coração sabe tudo e que a razão não sabe nada.

De aprender à primeira, parar de imaginar, de fantasiar, queria parar de ser burra, pior, queria parar de ser arrogante.

E de novo, aprender de uma vez as cousas da vida, do amor e do romance. As cousas dos homens e principalmente as cousas das mulheres.

E parar de pensar, de imaginar, de esperar. Outra vez. Esquecer que tu és assim, voltar a ter esperança, bater com a cabeça na parede, chorar, chamar-te todos os nomes e mandar-te para sítios feios.

Queria voltar a acreditar.

Não, não queria nada disso, não queria, juro que não queria…

@Jan. 12

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