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Fora da Caixa – Além do Horizonte

Fora da Caixa - Além do Horizonte, Livros

Fora da Caixa

08/11/2021

Quando o que te propões acontece exatamente como quiseste que acontecesse, sem que tivesses qualquer controlo sobre isso. Fora da Caixa.

10 anos depois de tê-lo escrito.

O que sempre procurei desde que me aventurei no mundo psíquico. Passar conhecimento de uma forma leve, orgânica, sem pretensões. Que chegue a toda a gente, sem entediar ninguém.

Ler estas tuas palavras foi o melhor do meu dia.

Muito obrigada, meu querido.

Fiquei encantado. Lê-se maravilhosamente. E nem sequer notas na quantidade de informação que ali apresentas. No sentido de que entendo várias analogias com a jornada do herói que tanto falas, de uma forma muito simples, deixando de lado a parte mais académica e talvez mais difícil de assimilar. De um modo muito inteligente, através da tua história (a tua ida para o Brasil e relação com os que ficaram cá e em última análise, Portugal). Senti-me no dever de escutar as músicas que referes e não consegui ficar insensível, fiquei mesmo comovido, ao teu querido João que tantas cartas recebeu sem ainda sequer saber ler.

Breve breve irei à Amazon, buscar os outros. Bruno Coelho

Fora da Caixa - Além do Horizonte

Fora da Caixa

24/02/2014

Tendemos a desvalorizar o que nos é dado, como se não prestasse, não tivesse valor, não fosse comprável e por isso é que é dado. Ledo engano. Capaforadacaixa

Tomei conhecimento de uma fórmula que diz que, para futuro sucesso, não é bem isto, mas enfim, temos de dar alguma coisa a quem nos lê. A quem nos subscreve. Essa fórmula está a ser usada em tudo quando é blog americano e em muitos vlogs brasileiros. A fórmula é interessante, faz sentido em algumas das suas características e está a resultar.

Como se não bastasse aquela espécie de guia de psicologia analítica e arquétipos, desenvolvido por mim, que está disponível, de borla, aqui no blog, fora tudo o que escrevo praticamente todos os dias, achei boa ideia disponibilizar o meu ensaio pessoal, trabalho de conclusão de curso de uma pós-graduação em Jornalismo Literário, que fiz em São Paulo. Por ser o melhor exemplo de onde tudo recomeçou.

Esse ensaio, mais literário do que académico, apesar de também se inscrever nesta categoria, saiu-me do pêlo, inclusive emocionalmente. É um exercício de auto-análise onde, como em qualquer ensaio, exponho muita coisa, para a qual é precisa alguma coragem, mais ainda de a partilhar com completos estranhos.

O esquema era: subscreva e ganhe. Mas não é mais. Subscreva as atualizações e, se quiser, peça o e-book por e-mail.

Valorizo o meu esforço, o meu trabalho e o meu processo. Pedi-lo é dizer-me, sim, quero mesmo lê-lo. Para ficar perdido, ao deus dará, em caixas de e-mail por esse mundo afora, não, obrigada. Já dou conteúdo de borla que chegue aqui. E este ensaio é o meu xodó, foi a primeira coisa que escrevi, oficialmente, para ser avaliada. O ensaio teve a melhor nota da pós-graduação desse ano. Vale, sem dúvida, o esforço de um pedido.

Fora da Caixa - Além do Horizonte

Fora da Caixa – Além do Horizonte

11/12/2013

“Há espaço para mim, que não sou casada, não tenho filhos, não tenho um trabalho das 9 às 5, não uso saltos altos, é uma questão de princípio, e raramente me maquilho. Há espaço para mim e eu, tal como o Rei Jorge VI, tenho uma voz.

*

A primeira etapa é sair de onde você se encontra, seja qual for esse lugar. É preciso ir embora porque o ambiente é repressivo demais e você tem consciência de que está inquieto e ansioso para partir.

Larguei tudo para trás e vim para São Paulo. Uma cidade com mais pessoas do que o meu pequeno país poderia comportar. Portugal tem pouco mais de 10,6 milhões de habitantes, Lisboa tem cerca de 500.000 e uma área metropolitana envolvente, que ocupa aproximadamente 2870 km2, com cerca de 2,8 milhões de habitantes. Alguns deles são pendulares, pessoas que usam a cidade para trabalhar e voltam para as suas cidades dormitório. Em São Paulo esse conceito não é muito claro, há periferia e a cidade divide-se em Zonas. Movimento-me pelas zonas Sul e Oeste. É quanto baste. O mais comum é ouvir de um paulistano: “não conheço, nunca fui a esse bairro”. São Paulo é gigantesca, só a cidade tem 1.530 quilómetros quadrados de área e 10.886.518 habitantes. Com a região metropolitana, ou seja, os 38 municípios que circundam a capital, a população chega a aproximadamente 19 milhões de habitantes. É a maior metrópole financeira, gastronómica e cultural da América Latina e uma das maiores e mais populosas do mundo. São Paulo, uma cidade violenta, cheia de sombras para trazer para a luz. Mas isso viria a descobrir aqui…”

In: Fora da caixa – Além do horizonte”, Isabel Soares.

Fora da Caixa - Além do Horizonte

Fora da Caixa – Além do horizonte II

04/12/2013

Visceral. Magnífico. Palavras não cabem para defini-lo. É um texto de autor (a) maduro, pronto para publicação em livro, principalmente por conta do movimento de (re) descoberta do Brasil pelos portugueses. Assim, é um tema de abrangência, para publicação aqui e acolá, certamente fadado ao sucesso pela linguagem moderna, acelerada, típica dos tempos da internet, mas com o devido fundamento teórico, estético e conteudístico. Esta versão final é infinitamente superior à primeira versão apresentada na primeira orientação. Essa primeira conversa ajudou a autora a editar o texto com maestria e, digamos, um certo distanciamento. Isso levou à exclusão de trechos importantes na trajetória pessoal, mas desnecessários para a compreensão de seu futuro público leitor. Também ajudou a discussão sobre os hemisférios cerebrais e como transportar isso graficamente para o texto, de forma não verbal, com o intuito de estabelecer a necessária comparação com aquilo que é racional e o que é criativo, novo, descoberta, na vida da autora-personagem. Em termos de carpintaria, a autora revela toda a sua maturidade intelectual ao transpor trechos de suas leituras na marcação das diferentes etapas de sua trajetória. Todas essas citações, de Campbell a Hillman, são extremamente pertinentes e emprestam à essa narrativa jornalístico-literária um tom de obra Cult, não no sentido pedante no termo, mas no de vivência, de história e cultura pessoal. Como se percebe pelas anotações há pouquíssimos erros, alguns mais de digitação do que outra coisa, e alguns poucos de transposição de costumes lingüísticos do português de Portugal para o português do Brasil. Foram sugeridas as correções, aqui, em virtude de eventual publicação por editora nacional. Em termos de domínio das técnicas do JL, vale citar alguns trechos memoráveis, como a metáfora das aletrias, que é um achado fantástico para a tempestade de pensamentos que a dominava no período. Além do efeito estético da metáfora, o conteúdo ali aflorado é um primor em termos de psicologia. Uma vez publicado, certamente será um trecho a ser largamente debatido e reproduzido em outros trabalhos jornalísticos, acadêmicos e científicos. Também merece destaque e certamente a mesma projeção o trecho que mostra o embate entre Ego e Self, uma construção primorosa e bem discutida no íntimo da personagem-autora. Apesar da extensão do texto, quase cinco vezes maior do que o limite do TCC (a extrapolação foi aceita pelo orientador) , temos aqui um Ensaio Pessoal que deve servir de exemplo para tantos quantos queiram se aventurar por esse desafiante e transformador gênero do Jornalismo Literário.

Nota: 10,0 (com distinção e louvor).

P’lo orientador: Celso Falaschi

Fora da Caixa - Além do Horizonte

Fora da Caixa – Além do Horizonte

27/11/2013

A minha é uma escrita em fragmentos. Como quando demoramos para adormecer e nos vêm flashes de pensamentos. Soltos, que deambulam ou se resolvem no mesmo parágrafo. Como momentos. Com princípio, meio e fim.

Luz e sombra, música e cinema, num ensaio pessoal “fora da caixa, além do horizonte”, de quem troca a pacatez dos dias todos iguais de Lisboa, pela maior metrópole da América Latina, São Paulo, capital financeira, gastronômica e cultural do sul das américas. 

A luz, que não se apaga nunca, vem crescendo de ano para ano, ao invés de se extinguir. 

Com a escrita, a saída de casa para o desconhecido, esse buraco escuro e enorme, outras coisas vieram, a viagem é interna muito mais do que para fora. Sombras que vieram para a luz. Pequenas conquistas que se tornaram enormes. Concretizações, até.

Quebrar todas as regras, dizer sem dizer. Mostrar o ser humano de todos os lados, inclusive os que fazem dele humano. E amá-lo assim mesmo, amor verdadeiro, aonde o poder não cabe. É essa a beleza do Jornalismo Literário. 

Fora da Caixa - Além do Horizonte

Para memória futura

13/08/2011

1) Making Of – Está excelente. Inicia com a definição do gênero e da pauta, passa pelos pilares do Jornalismo Literário e encerra com o aproveitamento do curso. É muito sensível o depoimento sobre como foi lidar com a produção de um Ensaio Pessoal, aqui, nesta produção, em sua acepção mais do que correta, pois muitos alunos optam por esse gênero por considerarem mais fácil lidar com o mundo interior do que com as fontes externas. Mas, quando caem nessa armadilha, ficam meramente no texto expositivo e não cumprem aquilo que LIMA tão bem define para o gênero e foi destacado no MO, Quando se produz, de fato, um Ensaio Pessoal, o processo pode ser doloroso e catártico, mas será, sempre transformador, às vezes até mais valoroso do que anos de terapia convencional. Ao decidir ficar, a autora mostra o quão difícil foi chegar a essa conclusão, com todas as suas etapas, muitas delas próprias da Jornada do Heroi.

2) Texto – Visceral. Magnífico. Palavras não cabem para defini-lo. É um texto de autor (a) maduro, pronto para publicação em livro, principalmente por conta do movimento de (re) descoberta do Brasil pelos portugueses. Assim, é um tema de abrangência, para publicação aqui e acolá, certamente fadado ao sucesso pela linguagem moderna, acelerada, típica dos tempos da internet, mas com o devido fundamento teórico, estético e conteudístico. Esta versão final é infinitamente superior à primeira versão apresentada na primeira orientação. Essa primeira conversa ajudou a autora a editar o texto com maestria e, digamos, um certo distanciamento. Isso levou à exclusão de trechos importantes na trajetória pessoal, mas desnecessários para a compreensão de seu futuro público leitor. Também ajudou a discussão sobre os hemisférios cerebrais e como transportar isso graficamente para o texto, de forma não verbal, com o intuito de estabelecer a necessária comparação com aquilo que é racional e o que é criativo, novo, descoberta, na vida da autora-personagem. Em termos de carpintaria, a autora revela toda a sua maturidade intelectual ao transpor trechos de suas leituras na marcação das diferentes etapas de sua trajetória. Todas essas citações, de Campbell a Hillman, são extremamente pertinentes e emprestam à essa narrativa jornalístico-literária um tom de obra Cult, não no sentido pedante no termo, mas no de vivência, de história e cultura pessoal. Como se percebe pelas anotações há pouquíssimos erros, alguns mais de digitação do que outra coisa, e alguns poucos de transposição de costumes lingüísticos do português de Portugal para o português do Brasil. Foram sugeridas as correções, aqui, em virtude de eventual publicação por editora nacional. Em termos de domínio das técnicas do JL, vale citar alguns trechos memoráveis, como a metáfora das aletrias, que é um achado fantástico para a tempestade de pensamentos que a dominava no período. Além do efeito estético da metáfora, o conteúdo ali aflorado é um primor em termos de psicologia. Uma vez publicado, certamente será um trecho a ser largamente debatido e reproduzido em outros trabalhos jornalísticos, acadêmicos e científicos. Também merece destaque e certamente a mesma projeção o trecho que mostra o embate entre Ego e Self, uma construção primorosa e bem discutida no íntimo da personagem-autora. Apesar da extensão do texto, quase cinco vezes maior do que o limite do TCC (a extrapolação foi aceita pelo orientador) , temos aqui um Ensaio Pessoal que deve servir de exemplo para tantos quantos queiram se aventurar por esse desafiante e transformador gênero do Jornalismo Literário.

Nota: 10,0 (com distinção e louvor).

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