Browsing Category

Prata

Prata

3 maneiras de nos defendermos do medo

16/09/2015

As nossas intolerâncias, os nossos ódios, têm uma só raiz, o medo, que vem de uma ameaça, quer à nossa segurança vital quer ao que [achamos que] conhecemos de nós, à imagem que construímos de nós e que nos permitiu sobreviver até hoje, quer ao que tentamos proteger dos olhares externos, devidamente encoberto pela nossa persona.

A grande maioria dos nossos medos é irracional, não tem qualquer sentido lógico. O medo é quase sempre produto de uma crença infundada, seja porque nos foi incutida, seja resultado de uma experiência mal processada, ou não processada de todo. E se é natural evitarmos o que nos ameaça a sobrevivência, é isso que nos mantém vivos, protegermo-nos do que achamos que pode acontecer não só não é natural como chega a ser quase grave. Uma coisa é eu evitar caminhos escuros onde não passa ninguém, outra é não sair de casa assim que escurece. Sejam 6 a tarde ou 4 da manhã.

Temos três formas de nos defendermos do medo: congelando; lutando contra ele, atacando diretamente o alvo em que projetamos esse medo, ou não lidando com ele, fugindo. Nenhuma delas resolve a questão na nossa cabeça. O que resolve é enfrentá-lo, vivê-lo, para nos libertarmos dele.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

Gente que nos veja, de verdade.

11/05/2015

Talvez o que todos procuremos seja uma ligação, uma conexão verdadeira, de alma. Talvez seja disso que todos sintamos falta, de alguém que nos entenda em todos os momentos e não se agarre a nenhum, não nos use para expiar a neurose, não nos castre a nossa liberdade de sermos quem quisermos. Pelo contrário, nos apoie nos piores momentos e celebre connosco os melhores, de coração. Gente que nos entenda além do intelecto, do mundo comum, do coletivo. Gente que nos veja, de verdade. Talvez seja por isso que nos sujeitamos a tanta violência, a tanto descaso, a tanta violação. Arranjamos uma série de conceitos e definições para identificarmos comportamentos abusivos de gente que está ainda mais perdida do que nós para que possamos fugir deles com toda a força que nos restar nas pernas, porque nos fazem mal, nos empurram para o abismo, que também é nosso, mas cujo caminho não escolhemos, por termos decidido ir noutra direção, sabendo que à alma não se chega se nos distrairmos com qualquer manobra, qualquer aceno, qualquer doce, qualquer cenoura pendurada à frente do nosso nariz, como se faz aos burros.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

Mind the Gap

06/05/2015

Não descartando essa hipótese, é Hermann Hesse, não se descarta sob hipótese alguma, atrevo-me a ir um pouco mais além, ou a desviar o rumo para voltar ao trilho lá na frente.

Nada é à toa no mundo psíquico. As pessoas pelas quais nos atraímos têm alguma coisa para trocar connosco. Identificamos nelas algo que é nosso e nos falta e/ou algo que nos justifique a existência.

Sim, o que vemos no outro está em nós e o que não está em nós não nos perturba. E acrescento: também não nos comove, muito menos nos alegra. Mas não é só, se fosse era fácil, era só identificar, trazer para a consciência e já está. Quando trazemos para a consciência e já está, resolvemos, está resolvido, podemos seguir em frente. E quando identificamos, trazemos para a consciência e ainda assim não está, não fica resolvido, não deixa de nos atormentar?

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

Os disfarces do predador

04/05/2015

Já sabes quando aparece, em que momentos específicos dá a cara e se instala no leme da consciência até que o corras de lá a pontapé, que é só isso que merece. Agora vou contar-te como se disfarça, ardiloso que é.

O nosso predador vive da nossa tristeza, da nossa frustração, do que nos faz sentir miseravelmente. É disso que gosta, de que se alimenta, que o engorda, seja nosso seja dos outros, que o mantém vivo e bem ativo. Adora uma desgraça, uma doença, uma vitimização, um queixume, Quem tem o seu predador no leme da consciência é disso que vive. Quem não tem, sente muitas vezes a sua presença absolutamente devastadora.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

Já descobriste o teu amuleto?

01/05/2015

Um amuleto, como tudo o que verdadeiramente nos diz alguma coisa, precisa de ser simbólico e, por isso, é pessoal e intransmissível. Há amuletos que servem várias pessoas, são concebidos como tal, nada é à toa no mundo simbólico, que reúne zonas geográficas, religiões, tribos, povos de todo o lado, num símbolo só.

As dezenas dos católicos e as pulseirinhas de contas dos budistas, por exemplo, já reparaste que têm ambas contas, ou bolas, e que as podes girar entre os dedos? Rezar é uma forma de voltares para o teu centro, as dezenas ajudam a contar, a contagem distrai-nos dos nossos pensamentos. As contas servem exatamente para a mesma coisa, já alguma vez viste como são usadas essas pulseiras? Passas as contas uma a uma ao mesmo tempo que dizes um mantra, a oração dos budistas.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

Não é pessoal

29/04/2015

Quando vivemos a nossa vida, eventualmente, as pessoas de quem nos afastámos porque achávamos que não estavam a contribuir para o nosso crescimento, e mais quem houver, vão tentar manipular-nos para que voltemos para elas, porque enquanto estivermos debaixo de olho, não estamos a cuidar da nossa vida, mas não é pessoal, de todo, nem mesmo remotamente, o texto da inveja explica bem isso.

Um controlador é um controlador, move-se por poder, qualquer um serve, quem está mais à mão, quem alimenta a neurose, codependência, poder, outra vez.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

A questão da autoestima

27/04/2015

Está na moda atribuir qualquer problema que tenhamos à ausência de autoestima, o que é uma falácia. A autoestima não é a causa de problema algum, é uma consequência direta da falta de amor, de afeto, de carinho, de reconhecimento. Não tem a ver com beleza física, se assim fosse não havia uma modelo insegura, e há-as aos milhares, com dinheiro, condição social, educação ou bom ar. Há imensa gente rica e com bom aspeto que tem uma autoestima muitas vezes inexistente. Há imensa gente que não é uma estampa e tem a autoestima no sítio. Autoestima não é autoelogio, autoreferência, isso é um comportamento defensivo e esconde na verdade uma carência enorme, prenda-se ela com uma necessidade de afeto e reconhecimento ou com um egocentrismo exacerbado, que tem origem num complexo de inferioridade não resolvido.

A nossa autoestima também não melhora se trabalharmos para gente importante, se tivermos um emprego numa empresa cool, numa agência internacional ou em qualquer instituição socialmente reconhecida. Se formos chefes, donos ou presidentes do que quer que seja. Se tivermos mais dinheiro para comprar roupa cara, se fizermos operações plásticas para melhorar o nosso aspeto físico, se formos magros, bem sucedidos ou se tivermos um namorado giro e famoso, ou só giro, ou só famoso. Se tivermos imensos amigos, um marido, um emprego, um cão, uma família, só porque os outros têm, para termos do que falar, o que mostrar, para nos sentirmos inseridos. A tentativa de contornar uma autoestima baixa com algo externo a nós serve para nos preencher um vazio emocional, nos dar poder e assim esconder uma necessidade maior e muito mais profunda que não está, nem nunca vai estar, satisfeita, se insistirmos em fazê-la depender dos outros, de circunstâncias externas, alheias, a nós.

A autoestima não é social, é pessoal, não depende da aprovação externa, de alguém gostar de nós, depende única e exclusivamente de nós.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

A famigerada inveja II

24/04/2015

A questão, portanto, não é inveja pura e dura. Usar esse argumento é uma forma simplista de encarar as coisas, para podermos arrumar um assunto e não pensarmos mais nele. O que, obviamente, não nos resolve o problema, muito menos o esquecemos. Na melhor das hipóteses, atiramo-lo para o inconsciente e, quando menos esperamos, toma-nos por completo, outra vez.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

A famigerada inveja

24/04/2015

É comum usar o argumento da inveja para justificar ataques pessoais, críticas, maledicência, que na grande maioria das vezes, se não todas, têm o objetivo claro de tentar impedir alguém de continuar a fazer o que quer que seja que estiver a fazer e que desperte sentimentos de suposta inveja nos demais, manipulando-o, fazendo-o sentir-se inseguro, na necessidade de responder de esclarecer, de se justificar, usando todo o tipo de argumentos, recorrendo a truques baixos, como a agressão, passiva ou explícita, a traição, a humilhação, a difamação, a mentira, o menosprezo, o bluff, para o conseguir. E com o objetivo único de tirar o outro do seu foco, para que se concentre no que não interessa, o crítico, o maledicente, o manipulador.

Confesso que não gosto muito da palavra, porque não é exatamente o que acontece connosco, quando nos sentimos mordidos por algo que alguém fez ou disse, e que não constitui um ataque pessoal, direto ou indireto, ou uma ofensa clara e inequívoca.

O que acontece quando alguém se destaca da média e é bem-sucedido, está feliz, a fazer o que gosta, com a vida que leva, é espontâneo, autêntico, se diverte, está apaixonado, em suma, é genuíno, e isso é admirado, aplaudido, valorizado, reconhecido, provocando sentimentos positivos nos outros, mas não em nós, não é necessariamente inveja, no sentido em que não é literalmente naquela situação que gostaríamos de estar, que queríamos estar a viver. Muito menos se trata de querer ser outra pessoa, sequer como ela, a que for capaz de despertar coisas boas nos outros.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

Como distinguir se é um modo de vida ou apenas um momento?

22/04/2015

Somos feitos de momentos, temos dias bons e dias mais ou menos. E sempre que não estamos conectados connosco, não estando a nutrir-nos do que verdadeiramente nos alimenta, amor, a nossa consciência está no pólo oposto, o do poder, de onde vêm os nossos desejos de controlo.

A nossa psique não é uma linha contínua e a nossa consciência tem os seus próprios dinamismos, daí que a nossa capacidade de discernimento vai e vem. Relacionamo-nos com imensa gente há séculos e, na grande maioria das vezes, só conhecemos noções distorcidas de amor, por isso, mantemos relacionamentos de codependência. Outras vezes, estamos tão próximos de alguém, e tão fora de nós, que não conseguimos ver o outro ou a situação com realmente é.

Então, como saber se alguém está a tentar manipular-nos com o intuito único de controlar, sem a mínima consideração, sensibilidade ou amor, gerindo a sua vida e os seus relacionamentos de acordo única e exclusivamente com o seu ego, alimentando uma patologia de poder, ou se as suas reações têm que ver com uma fase que atravessa, refletem apenas uma crença sua, um momento específico.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
Prata

Quanto mais gente realizada houver, menos gente há a querer policiar a vida alheia II

20/04/2015

O nosso compromisso passa a ser exclusivamente connosco e a dedicação é total, porque nada mais nos interessa e porque nos sentimos verdadeiramente preenchidos, em todas as áreas, profissional, financeira, criativa, afetiva, espiritual e coletiva. Todos os vazios que antes existiam desaparecem. As horas que passávamos a fazer o que quer que seja que não nos trazia nada de bom, apenas nos preenchia um vazio, causado precisamente pela ausência de ações que nos preenchem autenticamente, deixando-nos mais vazios que nunca, não existem mais, porque as dedicamos a nós, à nossa vida, que é o mais precioso que temos e é só uma, passa rápido e está cheia de solicitações, as nossas.

You need to be logged in to view the rest of the content. Por favor . Ainda não está registado? Associe-se!
error: Content is protected !!