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Quarentena

Dia 10 – #DezDiscos

28/04/2020
Dia 10 – #DezDiscos

O meu forever sweetheart é, de entre os que conheço, muitos músicos, quem mais tem e ouve música.  A gente toca-lhe e sai música de algum canto.

Entre tantos e tantos, deu-me a conhecer estes.

Que ouvi mais do que quaisquer outros. Até porque durante um bom tempo eram a única música que tinha numa pen, no carro. Ou era isso ou rádio, que acabou por acontecer depois de os ter ouvido e cantado vezes suficientes para lhes decorar as palavras.

E a velocidade que passamos de vinil e K7 para pen no carro?

Those are great times to be alive…

Tudo é excelente. E não falo só da música. Quantos de vós diriam que é uma mulher a cantar?

Sesame Syrup em particular.

 

Memória

27/04/2020

É uma coisa engraçada, a memória.

Há de haver um processo qualquer que nos faz esquecer determinadas vivências para que possamos sobreviver. E, de alguma forma, meio mancos, consigamos coxear para a frente.

Essas memórias são como brasinhas.

Que não pegam fogo à casa mas ainda não se extinguiram. Dançam umas com as outras em cantos recônditos da nossa cabeça. No entanto, basta um pequeno rastilho para que apareçam bem vívidas. E ocupem rapidamente o lugar da frente das nossas memórias, como se tivessem acontecido há cinco minutos.

Dizem que só os velhos vivem de memórias, que é o que lhes resta porque o futuro é ao minuto.

Mas é mentira.

Há muitos seminovos que vivem de memórias. Outros que nem das memórias saíram. Lá permanecem, nos anos 80 e 90. 60 e 70…

E alguns que vivem de memórias do que não aconteceu, do que poderia ter sido, agarrando-se ao que foi, como medida preventiva da consciência. Para dar tempo ao inconsciente de processar o conteúdo simbólico dessa memória, agora com mais dados disponíveis.

No entanto, as memórias têm um tempo próprio. Ler Mais…

Dia 09 – #DezDiscos

27/04/2020
Dia 09 – #DezDiscos

Nos três ou quatro meses seguintes à morte do meu pai (4 anos e dois meses precisamente hoje), Ludovico Einaudi era a única música que conseguia ouvir.

O piano é de longe o meu instrumento musical preferido.

E cheguei a ir vê-lo em Lisboa, nesse ano, sozinha. Uma sorte do caraças, alguém que não pôde ir à última da hora. Vi o Nyman um mês ou dois depois e, apesar do concerto ser bom, o gajo é intratável. Já não há qualquer tipo de paciência para o artista prepotente que pode tudo porque é atormentado.

Faça Terapia

Aqui fica Einaudi, que representa todos os outros pianistas que ouço e ouvi a vida inteira:

António Pinho Vargas acho que foi o primeiro. Passando por vários que incluem naturalmente a Maria João Pires… E o mais recente, Luís Figueiredo. Os três portugueses e dos bons.

Dia 08 – #DezDiscos

26/04/2020
Dia 08 – #DezDiscos
O Tom Misch chegou-me pela mão do meu afilhado, o Vicente, e foi amor à primeira audição.
 
Como é costume quando ouço algo que se alinha com todos os sentidos, ouvi-o obsessivamente durante uns meses valentes.
 
Volto a ele sempre que preciso de tranquilidade, de conexão, e ainda consigo ouvir as palavras dos outros.
 
Deixo a capa deste. Não há muitos mais. O moço é jovem, ainda.
 
Mas tudo, tudo é bom, em particular o So Close…
 
Stay here and we’ll align
Your shadow passes into mine

Dia 07 – #DezDiscos

25/04/2020
Dia 07 – #DezDiscos

E saltamos já para a década de 40. Salvador Sobral, por ser português. Um excelente músico, com tudo, toca, canta, escreve…

Um géniozinho. Tenho queda por eles…

E por ser giro.

Sou apaixonadinha por ele desde os Ídolos.

Ficará para sempre na história da música portuguesa. Feito único. Num festival de merda, é certo. Mas único ainda assim. E com uma das poucas músicas decentes que um festival da Eurovisão alguma vez viu.

Com o seu primeiro disco, Salvador representa também todos os outros músicos de jazz que ouço. 

Curiosamente, só mulheres.

Como a Stacy Kent, Diana Krall, Joni Mitchel, Amy Winehouse, Lianne La Havas, Norah Jones…

E, por falar em mulheres, não podia deixar de marcar aqui a minha querida amiga Mariana. Que me apresentou o Last Time I Saw Richard, uma das melhores músicas de sempre e que me representa como quase nenhuma outra.

Gratidom 🥰

Um homem, no entanto…

Tim Maia, uma orquestra por si só. Um génio. O Barry White brasileiro. E infinitamente melhor. Único no mundo.

Um visionário

O Descobridor dos 7 mares um dos melhores exemplos da orquestra que é cada música deste génio inigualável.

Já o 56 Rational Culture

é um orgasmo sonoro. Inigualável e inimitável.

Dedico-lhe uma cena no próximo livro.

Acompanhou-me e muito nos finais dos 30s início dos 40s.

E o Racional é decididamente a banda sonora desta quarentena.

#Quarentena

Dia 06 – #DezDiscos

24/04/2020
Dia 06 – #DezDiscos

Não consigo contar as vezes (seguidas…) que ouvi People are Strange, a olhar para o poster do Jim Morrison de braços abertos, cabelo grande e cara linda, que tinha na parede do quarto.

Era absolutamente fascinada pelo Jim Morrison.

Ao ponto de um colega de turma, numa viagem a Paris, ter tirado umas 4 ou 5 fotos em Père-Lachaise, suficientemente esperto para nelas não aparecer.

Apenas para que eu visse onde e como era a última morada desse poeta incrível que foi Jim Morrison. Ainda as tenho.

E adorei o gesto.

De todos os discos dos Doors que ouvi vezes sem fim, e como só posso escolher um, vai este.

Adolescência marcada por pelo menos dois discos com a palavra Strange no título é capaz de dizer alguma coisa sobre mim…

#WorldBookDay

23/04/2020
#WorldBookDay

Really?

Não caberiam aqui os escritores de livros a quem teria de agradecer, pela a existência e a obra.

Homenageio a Diana Gabaldon, que tem tido papel preponderante na minha quarentena.

Massive thanks to Diana Gabaldon. #Outlander  has been saving me during #SocialDistancing #Covid19

Massive thanks to @SamHeughan & @caitrionambalfe Season 5 is outstanding.

@SkeltonSophie @RikRankin @LlaurenLyle and @CesarDomboy
Art saves our souls.
All of you are life saviours as well.

Dia 05 – #DezDiscos

23/04/2020
Dia 05 #DezDiscos

Há os discos de uma fase, de uma era e há os da vida inteira.

O do Dia 05 Little Creatures é um deles.

Não tem o Nothing But Flowers, o Psycho Killer, o Take me to the River…

Mas tem todas as outras.

PS: O post é meu, o desafio foi-me passado por um querido amigo e por ele, e por isso, o aceitei.

O texto do desafio é uma merda.

os meus são infinitamente melhores.

E não é um desconhecido qualquer que vai impor-me regras idiotas e sem qualquer sentido a não ser falta de imaginação.

As memórias estão associadas a histórias.

Eu gosto de histórias. Muito mais de as ouvir do que de contá-las.

Já que não me faz sentido postar capas dos discos da minha vida sem contar um pouco da sua história.

Vivo de e para palavras.

My FB, my rules. Quem não gostar, siga adiante. As redes sociais estão cheio de gente superficial e sem conteúdo algum.

Com imenso sucesso e competência

É seguir essa gente e parar de tentar policiar a vida dos outros.

Dia 04 #DezDiscos

22/04/2020
Dia 04 – #DezDiscos

Não é na adolescência que tudo começa. Mas é nela que começa tudo de nos lembramos de uma vida com relativa autonomia.

E se o de ontem foi o meu primeiro disco, o de hoje foi o meu primeiro concerto.

A tour era a do Circo de Feras

Que também foi o primeiro concerto dos Xutos num espaço grande, o Belenenses.

Lembro-me como se fosse hoje.

No entanto, de entre todos os discos, e como só posso escolher um, e não poderia ser o da melhor música deles de sempre, Remar Remar, escolho este, que tem o Homem do Leme…

Os Xutos representam aqui a fase Rock ‘n Roll da minha vida.

Foi bem longa. Por isso, muitos dos outros serão homenageados no último post. O 11º…

São grandes memórias. Grandes momentos ao som da banda (Punk) Rock portuguesa que mais marcou e representa o Rock ‘n Roll nacional.

Salve Zé Pedro, onde quer que estejas, obrigada.

E a todos os outros.

Até cheguei a jantar com eles uma vez. Antes de um concerto em Almada.

Foi nesse dia que soube que o Cabeleira falava.

Já na segunda foto, uma vida depois, num dos raros sorrisos desse ano fatídico de 2016, eu e o Tim, de quem sempre gostei. Por ser com quem me identificava mais.

Apesar do fascínio pelo Cabeleira e o Zé Pedro, que tanto me atraíam quanto me intimidavam.

#DezDiscos

Vamos fazer da Quarentena uma coisa fixe, os que podemos dar-nos a esse luxo. Sem culpa.

Sempre com responsabilidade individual e consciência coletiva.

Dia 03 #DezDiscos

21/04/2020
Dia 03 – #DezDiscos

Bem sei que não se dão explicações.

Mas já furei as regras e vou fazê-lo outra vez.

Podia aqui ser cool, mostrar a minha superioridade moral e intelectual, mas, em vez dos “discos que influenciaram o meu gosto musical”, preferi escolher discos que ouvi até à exaustão. E por isso foram a banda sonora de uma fase da minha vida. Tentei fazer a coisa por décadas

No entanto, não tenho 100 anos.

E dos 0 aos 10 não há grande coisa a ouvir, a não ser histórias, começo daí em diante. Haverá certamente mais do que um disco por década.

Mesmo aqui.

E não caberão todos os que me embalaram os sonhos, me embargaram a voz e me fizeram sair do buraco escuro onde me encontro tantas vezes.

Danço com as sombras desde sempre.

Este, pelo contrário, traz-me à superfície. E lança-me para as nuvens. Foi o meu primeiro LP.

Make it Big.

Tinha 11 anos, ou por aí, e era apaixonadinha pelo George Michael.

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