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Crise da meia-idade

31/07/2022

Chegou devagarinho, começou de forma inocente, como acontece tantas vezes. Não me lembro o que despertou, apenas do sorriso da lembrança e, quando dei por mim, estava a ver o primeiro filme.

Que acabou cedo demais.

Saltei imediatamente para aquele desfile de vestidos a que chamaram segundo filme, com uma única sequência que tem o que dizer. 

Ao passar para aquela tentativa falhada de ressuscitar uma série que estava morta e enterrada, e lhe acrescentei o documentário, percebi que não iria ficar por ali.

Talvez aguentasse só até à quarta temporada…

Mas não, quando dei por mim, andava há dias sem fim numa maratona de Sex & the City, para matar saudades e anestesiar o cérebro.

Em vez de me rir o tempo todo, dei por mim a chorar em alguns momentos. Aí estava ela, a crise da meia-idade…

Aquela, espero que seja só uma, em que nos apercebemos que jamais teremos os objetos das nossas fantasias, chegaremos onde sonhámos alto chegar, conquistaremos o mundo das ambições pessoais e dos feitos heroicos. Em que os sonhos voaram pela janela e só nos resta a realidade. E as nossas próprias limitações.

Vi tudo, até ao fim.

Dizem-me que está datada, não concordo. O discman no pulso da Miranda, os outfits da Samantha, quem usa dois tons da mesma cor na mesma indumentária, por Deus… As torres gémeas, os telefones, os vestidos pretos em casamentos, sim, parece que foi há um século. E talvez não faça sentido para as miúdas de hoje, não faço ideia se alguma coisa faz sentido para as miúdas de hoje… Mas, para mim, continua a fazer. As perguntas, as dúvidas, o que elas querem, os comportamentos, tudo continua atual.

E refrescante. De um tempo em que podia falar-se livremente, sem ser-se cancelado. 

Porque as pessoas lidavam com os seus próprios demónios da maneira que sabiam e podiam. E aguentavam as consequências.

E voltei ao início. A crise da meia-idade pode ter batido à porta e deixado lá o pé, mas ainda não estou pronta para deixá-la entrar. Não enquanto não souber o que fazer com ela…

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Bons Tempos

02/07/2022

Quando era pre-adolescente, há muitas, muitas luas, passava uma série espanhola na TV chamada Verão Azul, que foi mega hit. Eu era apaixonadinha pelo Pancho, o rebelde, claro. Bons tempos…

Repuseram na HBO, em streaming.

Postei no grupo de familia, para os mais velhos matarem saudades e os mais novos verem o que é passar um verão inteiro sem ecrãs.

E as TVs terem só dois canais.

Os tempos em que uma criança de seis anos podia entrar num barco com um velho desconhecido, numa vila piscatória qualquer, sem problema algum.

Bons e tão longínquos tempos, esses.

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Luto

01/07/2022

Excertos do artigo da Aeon, sobre o tema. Excelente, como sempre. Não querem saber the SEO. Adoro.

O meu livro sobre o Luto parece refletir o que aqui vem descrito.

O que, naturalmente, me dá uma enorme satisfação.

(Não ponho itálicos porque as letras ficam demasiado pequenas)

“Adaptation is often seen as a return to the stable baseline of the time before a disruption.

Their death hasn’t really happened until many days, weeks and months pass. Only then does the brain begin to predict their absence more readily than their presence.

Learning might be the central task of the grieving brain, which has long based its calculations on the assumption that a loved one will be there.

The brain of a grieving person might rely on old information and old habits. From a brain-centred perspective, the way people feel, what they do and how long it takes to adapt after the death of a loved one might actually make more sense.

We need to keep track of those we have bonded with in order to return to each other again and again. Ler Mais…

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Aeon

26/06/2022

A primeira vez que ouvi falar da Aeon, revista online, foi num dos vários cursos de psicologia que faço durante o ano. O único que fiz com o New York Center for Jungian Studies.

Inscrevi-me imediatamente na Newsletter, que recebo religiosamente à sexta-feira. 

Guardo os mails todos, porque a quantidade de títulos que me interessa ler é sempre surpreendente.

Hoje resolvi fazer uma limpeza à caixa de mail que uso para esse fim, a do saudoso ecaequeeessa. Salvei os url dos artigos que quero ler e acabei com mais de uma página word de títulos.

Deve ser para isto que serve um iPad…

Aos cinco por newsletter, coisa que jamais me aconteceu numa revista em papel, de sei lá quantas páginas.

A doação é bem empregue, à Aeon.

Bom saber que ainda podem ler-se coisas decentes online, de mais de um parágrafo, instrutivas, para quem cultiva um cérebro.

Esta revista compraria em papel, com prazer.

Very short film on how to write memoires and the tricks memory can play on us. Brilliant

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To Johnny Depp – #TruthWins

01/06/2022

Dear Chris,

Not sure if I‘d call you Chris or Jo, although you’d always be Johnny to me. Since Platoon. I fell in love with you with Edward. Been following your career since then, and, obviously, my favourites are Tim’s.

Who is also an INFP

I could listen to you for hours. So much to talk about… Totally relatable. Same struggles, same idealism, very similar dreams. Would love to meet you one day.

You are in my “Guy’s I’d like to meet” bucket list.

We are both INFP – Introverted feeling and intuitive – The type of artists like Van Gogh, Virginia Wolf, Clarice Lispector, Kurt Cobain, Tolkian, Blake, Joni Mitchel, Jim Morrison, Morrissey, Winona Ryder, Freddie Highmore.

If I’d have one question, it’d be:

Even for an INFP, you did very well at keeping faithful to your nature. How did you do that? Since such a young age? Never getting corrupted by the system, somehow living the dream, but not being part of the circus.

Like you, I’m obsessed with the truth. Writing about it, actually.

However, today is your day.

Never ever doubted it. Written back then to prove it. In any case, it is your day.

Thank you ever so much for your honesty, authenticity, kindness, courage, sensitiveness, your gigantic generosity towards the collective conscious.

And congratulations.  

Justice is DONE

Please make this reach him

#JohnnyDepp #JusticeForJohnnyDepp #DeppvHeard #VerdictWatch #JusriceIsServed #INFP #MBTI

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Estamos contigo, Johnny.

30/05/2022

Passei a semana passada inteira, enquanto trabalhava, a ouvir Johnny Depp testemunhar no processo que interpôs contra Amber Heard, por difamação.

E esta semana, comecei a ouvir tudo do início.

A voz dele é tão, tão tranquilizadora, tira-me o stress todo do dia, por completo. Seguramente, para além de ser o meu índio preferido, é também o meu mais adorado INFP. Podia ouvi-lo o dia inteiro. Adoro as histórias, o sentido de humor, o que o fascina. E aquela voz…

É raríssimo uma estrela do tamanho dele ter tanta humildade, grandeza, generosidade, sensibilidade, autoconsciência. Honestidade, humanismo e a coragem de um gigante.  

Nada lhe subiu à cabeça. Ninguém em Hollywood diz mal dele, lhe aponta o que quer que seja. Pelo contrário, só o elogiam. Desde técnicos a produtores, atores, realizadores. Não é de estranhar que a sua atitude tenha sido exemplar durante todo o julgamento. Que, por sua vontade, foi transmitido ao vivo. Ele sabe do que os media são capazes.

Até onde as pessoas vão para obter likes, audiência, atenção.

Sem o mínimo pudor, destruindo por completo a vida de outra pessoa, sem fundamento algum. Divulgando e propagando falsidades, mentiras abjetas, acusações seríssimas.

Sabia ao que ía. Das pessoas mais privadas de Hollywood, jamais se expõe, introvertido, a última coisa que quer são holofotes e gente a meter-se na sua vida. Ainda assim, expos-se perante o mundo inteiro. Assumiu o que ninguém assume em público, os seus medos, vulnerabilidade, vícios, fraquezas.

Com uma nobreza de caráter e uma humildade que não reconheço em mais ninguém.  

Só soube do julgamento porque dois dos idiotas que fazem parte do Governo Sombra, comentaram sobre o assunto. Um deles, licenciado em Direito, atreveu-se mesmo a dizer que, se dependesse só de olhar para Johnny Depp durante o julgamento, para si, Johnny era culpado.

Claramente não viu o julgamento, não viu a atitude deplorável de Amber Heard durante o testemunho de Johnny Depp e da figura tristíssima que fez, perante o júri. Já para não falar na que fez quando foi interrogada pela advogada de Johnny Depp. Rainha da projeção. Tudo o que ela diz é exatamente o que fez. O alcoólatra é o pai dela, com quem não resolveu o que tinha para resolver. Para além de demonstrar sinais claros de borderline, narcisismo num grau avançadíssimo, a roçar a psicopatia. É assustador.

Ainda por cima, é má atriz.

Não convence nem os próprios advogados. Ouvi muitas testemunhas, incluindo a Kate Moss e um dos seus seguranças, que veio de propósito de Londres para tal.

Não contente com isso, estive a ouvir entrevistas dele, sempre que não era perturbada pela histeria das americanas a toda a hora, a um ponto em que tive de parar, por não as aguentar. Optei por entrevistas grandes, com gente menos histérica a assistir.

Excelentes, por sinal.

Amanhã sai o veredicto. Nem ele nem a ex-mulher estarão presentes.

Na verdade, ele surpreendeu os britânicos este fim-de-semana, com uma música que cantou num concerto de Beck, em Sheffiled.

Quem me dera ter lá estado.

A decisão é bastante óbvia, para quem o ouviu e às alegações finais por parte da brilhante Camille Vasquez e do não menos incrível Ben Chew.

E do nojo que fo o testemunho de Amber Heard, os contra-interrogatórios e os 5 segundos iniciais das alegações finais do advogado de Amber Heard. A um ponto que não consegui ouvir. Entendo que tenha de defender a sua cliente, mas eu teria vergonha de trabalhar para a justiça e fazer e dizer tanta atrocidade. Sem apresentar uma única prova válida. Ou testemunha, a única que testemunhou a favor de Amber, mentindo à descarada, foi a irmã desta.

E não é por ser o Johnny Depp, é pelo meu gigantesco sentido de justiça.

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#JusticeForJohnnyDepp

27/05/2022

#JusticeForJohnnyDepp: Não mudo uma vírgula. Apenas para dizer que admiro ainda mais o Johnny Depp. Se é que era possível. Que humildade, nobreza de caráter, educação.

Alem disso, é INFP.

Do mais puro possível.

Aquele settlement agreement foi declaradamente contra a sua vontade, mas chegou o dia dele.

#JusticeForJohnnyDepp

E tê-la-á.

E a carreira vai disparar, enquanto a dela, pelo cano. Cavou a própria sepultura. Temos pena, é a vida, está fora do mundo do entretenimento, for good. Nunca foi grande coisa.

E, na minha modesta opinião, Amber Heard deveria ser institucionalizada, para sempre.

#REI

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Ego e Função Transcendente

16/02/2022

“When we’re feeling distressed, frustrated, or otherwise unhappy, there’s usually a quiet inner voice nudging us toward a wise course of action. Unfortunately, the ego is rarely keen to cede control and can be hostile to any form of aid or input outside itself. Again, it believes it always knows best and can rescue itself if and when it’s necessary. Unfortunately, this often turns out to be untrue. Rather than rescuing and renewing us, it frequently brings more pain and destruction. So what we really need in these instances is something outside the ego to carry out the rescue mission.

That said, the ego can be quite cunning and often manages to convince us otherwise. We thus end up renouncing what is ultimately in our best interest. The ego’s propensity for hubris and self-deception forms the psychological backdrop for religious conceptions of sinister serpents and devils.

One of the ego’s favorite tactics—one which seems particularly prevalent and effective in modern life—is convincing us that stepping back from heated emotions, even those that are downright toxic, is “inauthentic” and ergo a bad thing. But as I’ve argued elsewhere, failing to critically evaluate our emotions is like offering an alcoholic another drink simply because he “feels like” having one. The fact that an emotion (or thought) happens to be salient in consciousness doesn’t mean we should categorically endorse it as valid or worth embracing.”

Via

A propósito disto… A ver se aprendemos alguma coisa com os psicólogos.

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Modern Love

13/02/2022

Até ontem, Modern Love era apenas a minha música preferida do David Bowie. Agora, Modern Love também é o nome de uma série fabulosa, baseada na coluna semanal com o mesmo nome, assinada por John Carney e publicada no New York Times.

Tem duas temporadas, com episódios independentes, cada um com a sua história, protagonistas e atores.

Vi a primeira temporada de seguida.

E só não fiz o mesmo com a segunda, porque tinha de ir dormir. Ao ponto de a Amazon me perguntar: ainda está a ver? Li qualquer coisa do tipo: ainda está vivo?

Uma série que me encheu de esperança.

Numa narrativa de fazer inveja a qualquer amante do jornalismo literário, John Carney descreve, mais do que o amor, o humanismo. Com personagens com defeitos, doenças e traumas. Sem qualquer tipo de julgamento, como é apanágio da nobre arte do jornalismo literário. Muito menos de exploração de fraquezas, vulnerabilidade, doenças ou idades. Nada de desculpabilização, paternalismo, justificação. Apenas constatação. E o amor como pano de fundo. Força motriz.

Que o amor modernos seja assim, na tempestade e na bonança.

Mais até do que o amor, esta série fala de alma. É de onde todos partem, ou até onde todos chegam. No fim das suas histórias.

De brinde, gajos  giros e sotaque britânico e irlandês.

De resto, se dúvidas houvesse, ficaram dissipadas. Anne Hathaway é uma atriz de mão cheia, capaz de representar qualquer papel, primorosa. E linda. Está entre as minhas atrizes preferidas neste momento.

Modern Love, a não perder, na Amazon prime.

A luta interna é entre a voracidade e a tentativa infrutífera de ver devagar, assimilar as histórias, os personagens, a narrativa, o que é dito e não dito. Deixar que se me entranhem na pela, se me fixem nos ossos.

Acho que ganha a voracidade, é incontrolável… 

Por ser o meu tipo de série, o meu tema de vida, a minha abordagem preferida, o meu estilo de narrativa de eleição.

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Assassinato de caráter a troco de likes e palmas

07/02/2022

Sem qualquer conhecimento de causa, pudor, noção, humildade, a facilidade com que se assassina o caráter de alguém é verdadeiramente assustadora.

Sem que seja pedido, confirmado, pelo contrário, sem que os intervenientes se manifestem nesse sentido, passando-lhes um atestado de estupidez, de incapazes, movem-se duas redes sociais, com gente com pouco que fazer e, certamente, uma vida exemplar, ao ponto de se denunciar um pai de filhas menores como agressor, em pleno programa de TV nacional.

A Diretora de Programas, a única com bom senso e maturidade suficientes, ainda se esforçou por, precisamente, apelar ao bom senso, relembrando que se tratava da vida de pessoas.

Infelizmente, faltou-lhe o mesmo quando se lembrou de contratar uma jornalista, especialista em trapos, que ganha a vida a manipular pessoas nas redes sociais para que comprem o que lhe pagam para vender.

De controlo e manipulação sabe ela.

Falta-lhe em humildade, conhecimento e noção o que lhe sobra em ego e sobranceria.

Sem qualquer ponderação, passo atrás, consideração pela família e os amigos de dois adultos, já suficientemente expostos, num dos casos, por duas crianças, sem qualquer tipo de cuidado em relação aos possíveis danos colaterais, apenas por mediatismo, aproveitamento abjeto, a troco de dinheiro e de likes e palmas, esta pessoa, de seu nome Ana Garcia Martins, também conhecida por: Pipoca Mais Doce, usa um programa de transmissão nacional, em canal aberto e horário nobre, para assassinar o caráter de um dos concorrentes do Big Brother e passar um atestado de estupidez à, então, namorada deste.

A sua preocupação nunca foi a violência doméstica, proteger a concorrente do lobo mau, mas sim atacar e assassinar o caráter de Bruno de Carvalho.

Se ele precisa de acompanhamento psicológico, ela não lhe fica atrás. Ler Mais…

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Época

07/02/2022

Cada vez gosto mais de filmes e séries de época. Há um simbolismo qualquer que ainda não consegui transcender. Principalmente em séries e filmes britânicos.

Naturalmente, muito mais para Jane Austen do que para Charles Dickens.

Neste momento acompanho duas, na HBO.

No entanto, numa delas, The Great, tem me chocado imenso o palavreado. E mais ainda as traduções do mesmo.

É verdade que o original abusa dos palavrões.

Não sei quem é o argumentista e porque raio põe a corte russa a falar daquela maneira. Com certeza não corresponde à realidade. Seja como for, é o que dá contratarem não tradutores para a tarefa.

A tradução para português é de um baixo nível inacreditável.

Mesmo para mim, que uso e abuso dos palavrões no discurso oral. E não gosto. É um vício de linguagem horrível e pouco criativo.

Escrito consegue ser 100 vezes pior.

E é pena, porque a série é boa, os atores excelentes e os personagens bem construídos, o tema, por me ser longínquo, pouco ou nada conheço da História da Rússia, interessante.

Vejam lá isso.
#TheGreat #HBO

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