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Lotus

22/11/2021

“Only now and again a sadness fell upon me, and I started up from my dream and fell a sweet trace of a strange fragrance in the south wind;

That vague sweetness made my heart  ache with longing and it seemed to me that it was the eager breath of the summer seeking for its completion”.

The Lotus, Rabindranath Tagore

Robert Greene

16/11/2021

Habemus novo autor fetiche, Robert Greene de seu nome.

Já disse o quão fixe é vermo-nos validados pelos grandes mestres?

É muito fixe vermo-nos validados pelos grandes mestres…

Há muito, muito tempo que não me sentia representada de forma tão precisa.

 

CBD

13/11/2021

Ao contrário de outras drogas legais, como o álcool, os cigarros e até mesmo os antidepressivos, o CBD combate, de facto, a ansiedade, sem contra-partidas.

Todas estas substâncias são usadas para o mesmo efeito, relaxar, combater a ansiedade, a depressão, adormecer emoções, tirar-nos do vórtice para o abismo, deixar-nos habitar o mundo sem corrermos o risco de sermos isolados ou presos.

No entanto, o CBD é um produto natural.

As explicações mais técnicas, biológicas, químicas, medicinais, deixo para os especialistas, como o Marcos e o Rafa, da Green Culture.  E o que não falta é literatura sobre a matéria, por essa internet fora.

Interessam-me mais os factos e efeitos em mim. O que acontece com o meu corpo e principalmente com a minha cabeça quando tomo CBD.

Antes de mais, convém esclarecer: CBD não é droga.

Não altera o psiquismo, não tem efeitos psicóticos, não prejudica o organismo. Para além de não ter quaisquer contra-indicações ou efeitos secundários.

A melhor analogia de que me lembro para tentar explicar como funciona é a do Glúten.

Quando deixamos, parece que nada acontece com o nosso corpo. No entanto, quando voltamos a comer, sentimos imediatamente onde a difícil digestão do glúten se manifesta: na barriga, inchaço, corpo pesado, entre outros sintomas.

O CBD funciona mais ou menos assim. Só que os efeitos são sentidos em todo o corpo, cabeça incluída. Deixa-nos bem, tranquilos, em relação a nós e ao mundo. Porque, ao contrário da nicotina, não é um veneno.

Sequer implica combustão, o que destrói os pulmões.

Pelo contrário, em pessoas com tendências para vícios, compulsões e obsessões, a enorme vantagem do CBD é a desaceleração do tempo mental. De reação a estímulos e a comportamentos automatizados, como comer ou fumar, em resposta a algo que nos incomodou e não conseguimos identificar porquê.

O CBD desacelera a ligação ao complexo que nos faz reagir.

Com cigarros, álcool, drogas, como o THC ou outras mais pesadas e sérias, comida, jogos, e outros vícios, basta porem-nos o objeto do vício à frente, para o pequeno demónio autodestrutivo que mora em nós se atirar a elas como gato a bofe.

Sem dar qualquer hipótese ao ego de resistir.  

O CBD, por sua vez, desacelera esse processo. Dá espaço a que outras vozes se ouçam, que não apenas a do pequeno demónio autodestrutivo. Combatendo assim a ansiedade.

O CBD controla a compulsão e a obsessão

O que ajuda a resistir, tomar decisões mais conscientes. E a seguir em frente, interrompendo a ligação neuronal e psíquica, responsável pela obsessão e a compulsão.

No entanto, ao contrário dos antidepressivos, ou do tabaco, o CBD não nos deixa letárgicos, apáticos, amorfos, anestesiados, sem reação, pouco funcionais. Deixa-nos, isso sim, infinitamente menos ansiosos, funcionais, concentrados no que é importante para nós e com vontade de fazer por isso.

Além disso, como não é aditivo, não dá crises de abstinência.

Ao contrário dos cigarros e do álcool, que parece que nos passou um camião por cima no dia seguinte. Ou ao que acontece, por exemplo, com os antidepressivos: tomar CBD não nos faz querer consumir mais para manter um estado normal de funcionamento no mundo. Basta conhecer a nossa dose.

Não obstante, é caríssimo.

Insustentável para a maioria das pessoas. Por não ser receitado pelos médicos, não ter comparticipação do Estado. Ao contrário dos antidepressivos, que podem custar apenas meia dúzia de euros por mês, com receita.

Se houvesse dúvidas de que o Estado está longe de ser “pessoa de bem”, estão sanadas. O sistema quer pessoas anestesiadas, controladas, que se conformem, aceitem tudo o que lhes dizem, sem questionar, reagir, responder, exigir.

Sem autonomia ou vontade própria.

De resto, uma das poucas vantagens de ficar mais velho é ter a consciência da finitude e, com isso em mente, redefinir prioridades e agir em conformidade. Eu decidi que quero escrever, dedicar o meu tempo livre ao que me interessa e me conecta com o todo.

Aproveitar as manhãs de sábado para tal.

Se fumar, seja o que for, passo o resto do dia e os fins-de-semana a vegetar em frente à TV, precisamente, apática, sem resposta, adormecida. Como não dá ressaca de espécie alguma – física, moral, ou munchies – com CBD, escrevo capítulos de livros, estudo, leio, sou produtiva, sem qualquer tipo de consequência nefasta para o meu corpo, mente e espírito.

Parece que se vende óleo de CBD nas farmácias, a 120€ o frasco…

Como não tem o patrocínio das farmacêuticas, não oferece dinheiro e outras vantagens para ser prescrito, não alimenta uma indústria que quer destruir-nos, não interessa ao sistema. Sendo o seu consumo desincentivado pelos preços que se praticam.

Todas as personas são ridículas

09/11/2021

Todas as personas são ridículas

Não seriam personas, se não fossem ridículas.

Também uso, em meu tempo, personas, como as outras, ridículas.

As personas, se há personas, têm de ser ridículas.

Mas, afinal, são as criaturas que nunca tiveram personas é que são ridículas.

Quem me dera no tempo em que usava, sem dar por isso, personas ridículas.

A verdade é que hoje, as minhas memórias dessas personas é que são ridículas.

Todas as personas esdrúxulas, como os egos esdrúxulos, são naturalmente ridículas.

Just Keep Livin’*

01/11/2021

‘Cause sometimes you need a little grounding to keep livin’

E o que sempre me aplaca a ansiedade e a existência é o MBTI. Estes tipos do personality junkie são os maiores nisso:

Writers are notorious for drawing on our personal lives and concerns for material and inspiration. We’re constantly wrapped up in our minds and problems. Out of this sea of ideas and experiences, we’re looking for something that strikes us as interesting or important enough to fuel a writing project. 

Creatives at some point discover they don’t like following rules or taking directives from someone else. Instead, they want to control the course and nature of their work from start to finish, from conception to finished product. The key word here seems to be autonomy—propelled by a desire for individuality, independence, and creative control.

Mind wanderers exhibit an inward focus. Intentionally or not, they frequently attune to their own thoughts and feelings. And while mind wandering often has negative concomitants (e.g., worry, anxiety, low moods), it can also serve as a portal to creative ideas. In other words, the same mechanism that begets fret and worry can spawn creative insight. Hence the age-old notion of the melancholic or neurotic artist.

Neurotic Introverts seem particularly disposed to taking refuge in independent creative work. There’s a sense in which Introversion and Neuroticism work in the same direction, namely, toward greater solitude. For Introverts who are easily stressed or overwhelmed, being alone can feel like an oasis. Indeed, it may be the only place they feel completely safe and at home. Spending time alone also opens the door to introspective mind wandering and, if the stars align, to creative inspiration.

*Matthew McConaughey

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