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No sótão da alma*

07/11/2016

No sótão da alma mora o beijo que não te dei, está a mão que não te estendi, o abraço de que fugi. Estão as palavras que não disse, as desculpas que não pedi, tudo o que não esclareci e as milhares de conversas de que fugi. No sótão da alma estão as viagens que não fiz, os encontros a que não fui, os livros que não li, a ajuda que recusei, a culpa que senti, o arrependimento que não expressei. Estão as lágrimas que limpei e os sorrisos que não esbocei. No sótão da alma está tudo o que não fiz, não escrevi e não vivi. O que calei e o que matei. No sótão da alma está a compulsão, a obsessão, a raiva, o ódio e o ressentimento. Estão os gritos e todos, todos os silêncios. Os absolutos e os contrários. Está a comida que comi, os cigarros que fumei, o álcool que bebi, as drogas que consumi, as noites que perdi.

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Ponto cego

22/09/2016

Conhece o teu ponto cego, aquele lugar na tua cabeça que está suficientemente próximo da consciência para lhe sentires a presença e demasiado afastado para o domares. Prende-se com os teus valores mais primordiais, de que não abdicas, que te são caros, que queres mandar para o mundo, princípios invioláveis, vitais. Que não valem a pena ser discutidos com quem os não partilha, se move por caminhos diferentes, se pauta por outros nortes. São te garantidos, são teus, és livre para por eles te guiar, pautar, reger, lutar. Defendê-los-ás até à morte, bater-te-ás por eles, mas tem cuidado.

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Vive para transcender, ou não vivas para mais nada.

05/09/2016

Há um momento na corrida em que sentes que as tuas coxas vão estoirar se lhes tocares. Achas que acabou, que vais morrer ali, largado naquele chão, a 4km de casa, porque não vais levantar-te nunca mais. E mesmo que alguém te ajude, a sensação é a de que não vais conseguir dar um passo que seja. Não podes concentrar-te no cansaço, na sensação de exaustão, aqui o ego tem um papel fundamental e é precisamente na justa medida deste que a coisa se dá, a transcendência acontece.

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E o êxtase

22/01/2016

Deixa esfriar o que já está morno sem caíres na tentação de voltar a aquecer. Não há pior do que comida requentada, perde qualidades, o sabor inicial, serve apenas para te preencher o buraco no estômago, o vazio da fome, o monstro das bolachas, dando-te a falsa sensação de que te alimenta. Não alimenta, só te faz procurar mais e mais da mesma comida, que te engorda sem te nutrir.

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A bit of ego and a full heart

29/10/2015

Talvez te falte descobrir para quê, o quê, mas talento não te falta certamente, nem motivação, vontade, competência, compromisso. Também não te falta tempo, dedicação, vocação. Paciência, persistência ou resiliência.

Talvez o que aconteça é quereres algo que não é teu, não é tua escolha, tua vocação, teu talento, tua vontade. Algo que não é para ti, que foi por ti definido, em sintonia com o teu coração. Algo que imaginas que vai dar certo porque deu certo com o outro, mas o outro não és tu. Algo que te impingiram, que alguém gostaria de ter sido e te pressiona para que o sejas. Talvez não tenha dado certo porque o que tu imaginas que queres não é o que o teu coração quer.

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Não te deixes

13/10/2015

Aguenta firme, não de deixes ir, escorregar lentamente, achar uma posição confortável, aconchegar as mantas e ficar, inerte, imóvel, entediado até à morte, que é insuportavelmente lenta e se apresenta de comando na mão, quando não há nada de jeito que ver, na esperança que te lembres das provisões que armazenaste, já a contar que irias deixar-te ir de novo e de novo, e te vai dar motivos para mudares de posição e te aconchegares, mais uma vez, porque o desconforto da apatia já se tornou insustentável e pode ser que, mudando de posição, consigas continuar a ignorar a vontade de fazer. Não te deixes cair nessa, agarra mais que o pó.

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Vou contar-te outro segredo…

15/04/2015

Lembras-te do segredo que te contei? Aquele em que te falava de uma voz que te desvia do que queres fazer, que te critica, que te diminui? Daquela voz que é tua, mas que te digo agora que às vezes vem disfarçada? E não ressoa só nos maus momentos, ao ponto de se tornar na única voz que ouves quando estás mais fragilizado. Essa voz tem outros poderes, outros fins, outros meios. Também é a voz que ouves no momento em que pensas fazer uma mudança que vai tornar a tua vida melhor, sempre que estás num movimento para te tornares mais independente, mais livre, mais consciente, mais aliviado, mais autêntico, mais de acordo com o teu eu verdadeiro, divino, a tua alma, as tuas vontades reais, individuais, as que são mesmo tuas, não do coletivo, da tua mãe, do teu marido, dos teus filhos, da tua família, são tuas, só tuas, e que te conduzem à realização pessoal, ao único caminho que vale a pena, aquele que te leva para a individuação, para o mais próximo que já estiveste de ti mesmo, inteiro, na vida. É uma voz que, assim que tens uma ideia que te vá livrar da situação frustrante em que te encontras, entra pelo teu cérebro adentro sem pedir licença e se instala lá, deixando-te inibido, inseguro, a achar tudo ridículo, que não vale a pena, que não vai resultar. Essa voz é sempre a mesma e agora posso contar-te outro segredo e dizer-te como a calar.

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O caminho pode até ser longo, mas a paisagem é fabulosa.

13/04/2015

O problema não é entusiasmares-te com pessoas, é achares que podem resolver-te a vida, que podes resolver-lhes a vida, que são melhores que tu, que são piores que tu, que podem mais que tu, que podem menos que tu. É quereres viver através delas, em função delas, ou até mesmo deixares de viver por elas. É depositares nelas todas as esperanças. As pessoas podem ser um reflexo teu, mas não são tu, não têm qualquer poder sobre ti, a tua vida, os teus medos, as tuas dúvidas, os teus anseios, muito menos capacidade para os resolver, mas têm todas as capacidades para os fazer crescer, se focares nelas e não em ti, nas tuas prioridades, nos teus objetivos. Terão certamente uma mensagem para te dar, as que cruzarem o teu caminho, as vossas estrelas alinharem em algum ponto e haver espaço para um relacionamento, seja ele de que tipo for, profissional incluído. É importante conheceres os teus domínios, não os extrapolares por sistema, como modo de vida, é fundamental saberes até onde podes ir, quem é mais do que uma simples companhia, com quem possas ir mais além, não é para todos, muito menos para qualquer um.

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[Des]equilíbrio

12/04/2015

Preocupa-te com estágios permanentes de humor, de espírito, nunca com momentos, tenham eles que tipo de humor tiverem. São naturais os momentos de nostalgia, de não querer fazer nada, de atividade plena, de apatia, de bom humor, de raiva, de tristeza, de frustração, de recolhimento. São sinal de que estás vivo, de que sentes, de que pensas, de que a tua psique está equilibrada e não a ser controlada pelo teu ego, pela tua neurose, por um complexo qualquer. De que estás a viver e não apenas a subsistir, de que não desististe de ti, ainda. Não entregues a tua vida a um complexo, a um trauma, a uma fórmula, mas à escolha que fizeste, a ti, inteiro. Preocupa-te com estágios permanentes, de agressividade, de raiva, de bom humor, de apatia, de histeria, de lamento, de queixume, de repetição do mesmo discurso ad aeternum, de excesso de qualquer espécie, refletem um modo de vida que adotaste, mas não a tua identidade.

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Either you face it, or you fake it.

11/04/2015

Se a tua mãe não te protegeu, não te aceitou nem te respeitou como tu és, na tua essência, estando mais preocupada com o que os outros iriam pensar da educação que te deu, anulando-se e a ti em toda a linha, não sejas essa mulher, não procures isso noutras mulheres, não lhes peças aprovação, autorização para seres tu mesmo, o afeto que a tua mãe não soube dar-te, o apoio que te negou, o acolhimento que te faltou. Não te tornes esse alimento.

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Muda a tomada

10/04/2015

Chega uma hora que tens de avançar. Já sabes o que é teu e o que não é e em que grau. Já sabes decididamente o que queres, sem hesitações de qualquer espécie. Chegou a hora de veres o que encaixa e onde. É como se o teu cérebro fosse uma tomada e o exterior uma ficha. Se determinada ficha entra na tua tomada e dá luz, e tu não gostas dessa luz, porque é branca, cansativa, fria, sem vida, e preferes luzes amarelas, quentes, calorosas, seja verão ou inverno, é imperioso que tragas contigo o sol o ano inteiro, então, está na hora de adaptares a tomada. Já viste o que encaixa, é sempre o mesmo tipo de ficha, há anos que é assim. Está na hora de parares de perguntar porquê, a hora em que deverias ter parado de insistir já passou há muito, e tratares de ver onde encaixa aquela ficha. Em que parte tua aquela ficha dá luz? Dá curto-circuito? A luz falha? Precisas de lhe dar uns toques para que volte a ligar? O quadro vai abaixo a cada vez que a ligas? Está na hora de mudares de tomada. Para mudares de tomada, tens de saber o que há nela que recebe determinados tipos de ficha. Não te adianta trocares de ficha, se insistires em manter a mesma tomada, porque se não é essa ficha, há de ser outra igual, mesmo que seja nova, de outra cor, os pinos encaixam, daqui a pouco dá curto-circuito…

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Home is where your soul is

09/04/2015

Sabes que estás com as prioridades alinhadas quando usas o coração e não apenas o cérebro, quando não toleras violência, agressão, de espécie alguma, em circunstância alguma, quando preferes virar costas e te ires embora sempre que a opção seja por essa via, quando escolhes o silêncio em vez de um bate boca sem sentido algum, quando te recusas a participar em conversas circulares, quando te calas a tempo sempre que percebes que não vale a pena, quando insistes no silêncio se do outro lado está uma parede, um canhão apontado a ti, pronto a disparar. Sabes que estás do lado que vale a pena quando optas por puxar para cima, e não para baixo, quando insistes em olhar para a luz e não para as trevas, quando estas te servem apenas para te trazer de volta ao sol.

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