CBD

13/11/2021

Ao contrário de outras drogas legais, como o álcool, os cigarros e até mesmo os antidepressivos, o CBD combate, de facto, a ansiedade, sem contra-partidas.

Todas estas substâncias são usadas para o mesmo efeito, relaxar, combater a ansiedade, a depressão, adormecer emoções, tirar-nos do vórtice para o abismo, deixar-nos habitar o mundo sem corrermos o risco de sermos isolados ou presos.

No entanto, o CBD é um produto natural.

As explicações mais técnicas, biológicas, químicas, medicinais, deixo para os especialistas, como o Marcos e o Rafa, da Green Culture.  E o que não falta é literatura sobre a matéria, por essa internet fora.

Interessam-me mais os factos e efeitos em mim. O que acontece com o meu corpo e principalmente com a minha cabeça quando tomo CBD.

Antes de mais, convém esclarecer: CBD não é droga.

Não altera o psiquismo, não tem efeitos psicóticos, não prejudica o organismo. Para além de não ter quaisquer contra-indicações ou efeitos secundários.

A melhor analogia de que me lembro para tentar explicar como funciona é a do Glúten.

Quando deixamos, parece que nada acontece com o nosso corpo. No entanto, quando voltamos a comer, sentimos imediatamente onde a difícil digestão do glúten se manifesta: na barriga, inchaço, corpo pesado, entre outros sintomas.

O CBD funciona mais ou menos assim. Só que os efeitos são sentidos em todo o corpo, cabeça incluída. Deixa-nos bem, tranquilos, em relação a nós e ao mundo. Porque, ao contrário da nicotina, não é um veneno.

Sequer implica combustão, o que destrói os pulmões.

Pelo contrário, em pessoas com tendências para vícios, compulsões e obsessões, a enorme vantagem do CBD é a desaceleração do tempo mental. De reação a estímulos e a comportamentos automatizados, como comer ou fumar, em resposta a algo que nos incomodou e não conseguimos identificar porquê.

O CBD desacelera a ligação ao complexo que nos faz reagir.

Com cigarros, álcool, drogas, como o THC ou outras mais pesadas e sérias, comida, jogos, e outros vícios, basta porem-nos o objeto do vício à frente, para o pequeno demónio autodestrutivo que mora em nós se atirar a elas como gato a bofe.

Sem dar qualquer hipótese ao ego de resistir.  

O CBD, por sua vez, desacelera esse processo. Dá espaço a que outras vozes se ouçam, que não apenas a do pequeno demónio autodestrutivo. Combatendo assim a ansiedade.

O CBD controla a compulsão e a obsessão

O que ajuda a resistir, tomar decisões mais conscientes. E a seguir em frente, interrompendo a ligação neuronal e psíquica, responsável pela obsessão e a compulsão.

No entanto, ao contrário dos antidepressivos, ou do tabaco, o CBD não nos deixa letárgicos, apáticos, amorfos, anestesiados, sem reação, pouco funcionais. Deixa-nos, isso sim, infinitamente menos ansiosos, funcionais, concentrados no que é importante para nós e com vontade de fazer por isso.

Além disso, como não é aditivo, não dá crises de abstinência.

Ao contrário dos cigarros e do álcool, que parece que nos passou um camião por cima no dia seguinte. Ou ao que acontece, por exemplo, com os antidepressivos: tomar CBD não nos faz querer consumir mais para manter um estado normal de funcionamento no mundo. Basta conhecer a nossa dose.

Não obstante, é caríssimo.

Insustentável para a maioria das pessoas. Por não ser receitado pelos médicos, não ter comparticipação do Estado. Ao contrário dos antidepressivos, que podem custar apenas meia dúzia de euros por mês, com receita.

Se houvesse dúvidas de que o Estado está longe de ser “pessoa de bem”, estão sanadas. O sistema quer pessoas anestesiadas, controladas, que se conformem, aceitem tudo o que lhes dizem, sem questionar, reagir, responder, exigir.

Sem autonomia ou vontade própria.

De resto, uma das poucas vantagens de ficar mais velho é ter a consciência da finitude e, com isso em mente, redefinir prioridades e agir em conformidade. Eu decidi que quero escrever, dedicar o meu tempo livre ao que me interessa e me conecta com o todo.

Aproveitar as manhãs de sábado para tal.

Se fumar, seja o que for, passo o resto do dia e os fins-de-semana a vegetar em frente à TV, precisamente, apática, sem resposta, adormecida. Como não dá ressaca de espécie alguma – física, moral, ou munchies – com CBD, escrevo capítulos de livros, estudo, leio, sou produtiva, sem qualquer tipo de consequência nefasta para o meu corpo, mente e espírito.

Parece que se vende óleo de CBD nas farmácias, a 120€ o frasco…

Como não tem o patrocínio das farmacêuticas, não oferece dinheiro e outras vantagens para ser prescrito, não alimenta uma indústria que quer destruir-nos, não interessa ao sistema. Sendo o seu consumo desincentivado pelos preços que se praticam.

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