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Closure*: ou a importância de um desfecho

25/11/2012
Devemos fidelidade, acima de tudo, a nós mesmos e a maior coragem de que precisamos nesta vida é para nos encararmos. 
O que acontece quando não fechamos um assunto com alguém, ou quando não “fechamos” alguém na nossa vida, na nossa cabeça e no nosso coração, é a forte probabilidade de ficarmos presos a essa situação e de, no futuro, voltarmos a cair numa cilada dessas, armada, sempre e em última instância, por nós mesmos. Pior do que isso, é perdermos a oportunidade de nos relacionarmos com alguém por causa de outrem, que, afinal, ainda é um fantasma na nossa cabeça. Quando não “fechamos” alguém ou alguma situação, e o abandonamos, ao invés de nos protegermos, estamos na verdade a deixar a ferida em aberto, à mercê de qualquer um, que, por um motivo ou por outro, a escarafuncha… E eles vão aparecer, até que resolvamos a questão, que é nossa, connosco…
Temo que escrever e dissecar o assunto até à exaustão não nos resolva o problema, antes pelo contrário… Resolvê-lo só na nossa cabeça também não… Não podemos mudar o outro, mas podemos mudar a forma como o que diz e faz nos afeta, nomeadamente dizendo-lho.

Contrariamente ao que possa parecer, expor os nossos sentimentos perante o outro não lhe dá qualquer poder sobre nós, até porque, depois do desfecho, muito provavelmente nunca mais o iremos ver, partindo do princípio de que o que se passou provocou uma incompatibilização. O que acontece, na verdade, é que nos devolve o poder que deveria ser nosso, o poder da liberdade em relação a nós mesmos e ao que queremos ou não viver, sem medos, sem o descarregarmos no próximo desgraçado que nos aparecer pela frente e que provavelmente não é tido nem achado na história, sem projeções, portanto, que é o mais importante. 


*Sentimento de finalização ou de resolução, especialmente depois de uma experiência traumática.

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  • Lady Me 25/11/2012 at 18:04

    Ora aqui está uma coisa muito difícil de se fazer. Acho que estes desfecho, às vezes, pode levar tanto tempo, muito mais do que a pena que vale…

  • Kowalski 25/11/2012 at 21:31

    Volta não volta (principalmente quando o tema gira à volta "disto") lá tenho de vir cá fazer o seguinte comentário: clap, clap, clap…

    • Isa 25/11/2012 at 21:36

      olha, espero q desta vez resulte, pq já não aguento o tema na minha vida… :s
      cheers :)

  • Ana 25/11/2012 at 23:11

    Para mim, estes desfechos nunca podem ser forçados. De nada adianta dizer que sim, que tem de ser, que é o melhor para nós, que a partir de agora ou de amanha vai ser assim ou assado. Acho que nem sempre depende da nossa vontade. Podemos até fazê-lo, mas cá dentro o assunto não morre. Tem de ser uma coisa natural, que aconteça por si mesma, muitas vezes é apenas um "click" que se dá,

  • Isa 25/11/2012 at 23:16

    Bom, moçada, talvez não me tenha explicado bem. É importante fazer, quer o outro aceite ou não, oiça ou não, se pá rola até por e-mail. é importante dizer: olha, meu filho, minha filha, pq o negócio tb se aplica á amizade, o que se passou foi isto, senti-me assim e assado e foi isto que tu me fizeste. o resto, nomeadamente esse click de que falas, Ana, vem depois. Mas, se o fizermos, se falarmos

  • Espiral 26/11/2012 at 17:22

    "Contrariamente ao que possa parecer, expor os nossos sentimentos perante o outro não lhe dá qualquer poder sobre nós, "

    Concordo tanto. Foi nos momentos em que fui clara e expus exatamente aquilo que sentia que as coisas mudaram. E nunca senti que ninguém ficasse com poder sobre mim. Mas infelizmente só o fiz (ou precisei e o fazer) em momentos que eram / tiveram de ter um

    • Isa 26/11/2012 at 17:30

      tens a certeza de que é "infelizmente"? ;)

    • Espiral 26/11/2012 at 17:52

      LOl.

      Não tenho. Mas também não tenho que é felizmente. =)
      Na dúvida… =P

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