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Como assim o passado não importa?

26/09/2012

E não tem a ver com culpar este ou aquele, já temos idade e somos inteligentes o suficiente para saber que de nada adianta e que temos vida própria e capacidade para mudar o rumo das coisas,  e que queremos fazê-lo, que a vida é nossa e tal. Mas é óbvio que o passado importa, principalmente o que ficou lá na primeira infância, o que ficou fechado dentro de gavetas, o emocional. É esse que nos condiciona até hoje, é esse que importa, no sentido de o desenterrar. E, se não o desenterrarmos, ficaremos presos a ele, inconscientemente, que é o pior, impedindo que um lado da vida não ande pra frente. Por mais dolorido que seja, o passado importa, sim, e muito. Como é que se resolve e se muda o curso da vida para sempre é que ainda não sei…

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  • Anita Garcia 26/09/2012 at 16:17

    “Mulheres que amam de mais”, de Robin Norwood, é o livro que estou a ler neste momento e que, apesar do nome lamechas, foca bastante esse aspecto do passado importar, o emocional que fica trancado algures no nosso consciente. Dou por mim a ler cada parágrafo e a pensar “cada tiro, cada melro”. E estou numa “boa” fase para ler este livro e tentar perceber o que posso fazer para mudar o curso do que tem sido a minha vida, porque tal como dizes, temos vida própria e capacidade para mudar o rumo dela. Importa é não insistir em repetir “erros” que nos levam, quase sempre, ao mesmo beco sem saída…

  • Anita Garcia 26/09/2012 at 16:18

    * “Mulheres que amam DEMAIS”, assim é que está correcto

    • Isa 26/09/2012 at 16:20

      a merda é que para tu evitares “erros” que repetes tens de ir abrir a porra da gaveta. a merda é nao saber que gaveta abrir… a merda é de alguma forma saber que abrir a gaveta vai ser mexer num vespeiro. a merda é saberes que dói demais, demais, e achares que nao vais conseguir suportar a dor e por isso nao abres a gaveta. a merda é essa…

    • Anita Garcia 26/09/2012 at 22:07

      Mas toda a dor se suporta, por maior que seja. E há objectivos que só se consegue atingir quando nos atrevemos a abrir nem que seja todas as gavetas. Se outra forma, sofre-se igualmente sem alcançar nada e pior: sem sermos, na realidade, quem somos.

    • Isa 27/09/2012 at 03:25

      não é bem assim, há gavetas que nao podes abrir, ha gavetas que só podes abrir se/qdo tiveres estrutura mental para aguentar o que vai sair delas, pq no caso concreto nem sequer fases a mínima ideia. e qd se fala de emocional é preciso mto cuidadinho, mto mesmo.

      entretanto, descobri o livro online e há lá imensa coisa que faz imenso sentido. vamos ver se opera magia…

    • Anita Garcia 27/09/2012 at 13:32

      Eu prefiro arriscar a abrir todas as gavetas. O que tenho feito até agora tem-me feito pior, essa certeza eu tenho.

      A magia está em nós, em nos reconhecermos ou não no que lá vem descrito. Conforme é lá dado ênfase, o difícil é as pessoas aceitarem os rótulos quando, à partida, toda a gente pensa que "ah não, isto nunca aconteceu comigo" ou "isto não se aplica a mim,

  • Kowalski 26/09/2012 at 17:25

    Também já li e gostei imenso (uma agradável surpresa cujo título não deixava perceber).
    Quanto ao resto, há dois anos que procuro percebê-lo e avaliá-lo junto de um profissional. É um investimento. É o ter a coragem e a capacidade de abdicar de algumas futilidades que também me fariam “feliz”, mas certamente não tão feliz como a qualidade de vida que almejo para mim e, consquentemente, para aqueles com quem me relaciono (por arrasto).
    “Conhece-te a ti mesmo”. É dos melhores conselhos que a antiguidade clássica nos deixou.

    • Isa 27/09/2012 at 03:26

      o auto-conhecimento é, atrevo-me a dizer, o sentido da vida. se conseguires chegar ao self então podes ter a certeza de que a tua vida não foi em vão, de que o propósito da vida foi, pelo menos, cumprido.

  • S* 26/09/2012 at 18:40

    Engraçado, estava agora a escrever sobre a importância do passado, ainda que no contexto das relações.

    Claro que o passado importa, faz de nós o que somos hoje.

    • Isa 26/09/2012 at 18:42

      é exatamente esse o contexto do post ;)

    • Anita Garcia 26/09/2012 at 22:08

      Faz de nós o que somos hoje, mas não impede que tomemos outro curso, que nos poderá fazer pessoas melhores, para nós mesmas…

  • Merenwen 26/09/2012 at 20:15

    "And I've been a fool and I've been blind
    I can never leave the past behind
    I can see no way, I can see no way
    I'm always dragging that horse around"
    Durante muito tempo foi como na música da Florence, uma tonta ao achar que podia enterrar o passado. Hoje sei que tenho que conviver com ele, aceitar, aceitar a dor, a perda, aceitar que a vida não corre

    • Isa 26/09/2012 at 20:37

      It's deeper than that, deeper, very deep in deed :| é largar o cavalo que arrastamos desde sempre, de sempre, consegues imaginar o que é desde SEMPRE?
      Bjo, valeu

  • São João 27/09/2012 at 22:01

    No outro dia tive um mega epifania porque percebi a origem de certo tipo de comportamentos que tenho e que considero irracionais. Eu sabia que eram irracionais mas não os conseguia mudar porque não percebia qual era a origem. Mas foi muito difícil chegar lá sozinha. Haverá sempre um monte de coisas que nunca conseguirei ir buscar ao passado e entender. Com muita terapia é capaz de ser bem mais

    • Isa 27/09/2012 at 22:15

      pois, é isso. tou a ler um livro que diz que nós só acedemos a 20% do inconsciente, 20, imagina. tendo em conta que a psique é basicamente o inconsciente estamos bem lixados. e que para aceder a mais é ir pelos sonhos e pela imaginação ativa. imaginação ativa é tu pores-te a fantasiar.

      e eu nao quero acreditar que o emocional, uma coisa da qual tenho muita consciência, uma coisa que

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