Covid-19 – Consciência coletiva

24/03/2020
Vamos à responsabilidade e consciência coletiva.

Jornalistas que agora dizem que andam a falar nisto há que tempos e ninguém ligou nenhuma. Tivessem feito, nos últimos anos, jornalismo responsável, em vez de sensacionalismo. Em troca de cliques e likes. Pode ser que confiássemos e acreditássemos mais em vocês.

A crise da imprensa não é culpa da internet. É culpa da vossa preguiça. 

Jornalistas de canais de TV privados, convencidos de que são o Messias, sem consciência nenhuma, tem aproveitado para propagandear agenda de esquerda sem o mínimo de responsabilidade, a mínima noção do impacto na consciência coletiva. Tudo vale pelas audiências. Até a partilha de vídeos descobertos na Internet, com 9 anos, transmitidos como se fossem atuais.

A mesma empresa que tem uma coisa chamada fact check, sabe deus com que critério, não faz fact check.

Quanto ao outro tipo de jornalismo, ninguém mais sai das redações para investigar merda nenhuma, o “jornalismo” é feito de traduções de notícias veiculadas por outros países e órgãos de comunicação social. Sem qualquer referência à fonte. Numa preguiça e falta de ética revoltantes.

Artigos pagos por marcas são chamados jornalismo.

Para além de ir contra o código de ética, não cumpre a função de informar, mas de vender produtos. Não se auto-intitulem jornalistas, vocês são publicitários. E preguiçosos.

Reclamam de pivôs de telejornais de canais privados, gozam e humilham publicamente outros idiotas iguais ou piores, falando neles até à exaustão, não se dando conta de que VOCÊS são os responsáveis para que esse tipo de comportamento e atitude se perpetue.

Quando se perguntam para que serve um canal público de TV, é para isto.

Jornalismo responsável, sem agenda, com factos, sem mensagens dúbias.

O João Adelino de Faria tem feito um trabalho exemplar. Digno. Sóbrio, atem-se aos factos, sem sensacionalismo, moralismo, atitude pidesca de controlar a vida dos outros. Sem instigar a ódios, sem falsidade ideológica, sem contribuir ainda mais para a divisão social. Jornalista não tem opinião. Tem de ter isenção.

Opinião é para cronistas.

O verdadeiro jornalismo, de investigação e isenção, desapareceu há anos.

Quando se perguntam para que serve uma companhia aérea nacional, é para situações como esta. A TAP justifica-se. O MNE justifica-se. É o MNE que está a contactar autoridades de outros países para ver se consegue resolver em conjunto com eles a situação de milhares de portugueses que querem voltar e só acordaram agora. Mas o MNE, como muito bem disse o ministro, não é uma agência de viagens.

Informem-se das funções dos consulados e embaixadas antes de criticar.

Governos e ministros que mentem descaradamente, mas admiram-se muito da abstenção. Numa irresponsabilidade vergonhosa. A gestão desta pandemia tem sido pejada de mentiras, desmascaradas por qualquer um que tenha dois dedos de testa e acesso à informação.

As pessoas têm de se responsabilizar pelas suas vidas.

Tiveram tempo de voltar enquanto as fronteiras ainda estavam todas abertas. Não quiseram saber. Agora choram.

E parem de ocupar linhas de apoio consular e de saúde com perguntas de merda. Sejam responsáveis.

Este é um ótimo momento para pensarmos nas nossas atitudes, crenças, opiniões. Inclusive para percebermos que não valem de nada a não ser que sejam fundamentadas e coerentes com a vida que levamos todos os dias.

Achismo não é argumento.

Opinião sem conhecimento sério e honesto sobre o que se escreve é neurose.

Queixume só perpetua queixume. Policiamento da vida alheia só perpetua neurose individual.

Procurem ajuda para lidar com as vossas frustrações, anseios, angústias. Responsabilizem-se pelas vossas vidas e aguentem as consequências das vossas escolhas.

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