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Críticas e elogios

18/06/2012
Elogie em público, critique em privado. É uma frase que se usa. Quando se gosta, se gosta muito, não sei se valerá a pena criticar, mesmo em privado. O alvo da crítica, em princípio, já se critica o suficiente, já se sente mal o suficiente, por não ter correspondido às suas expetativas, porque é só às nossas expetativas que temos de corresponder, não às dos outros. Criticar, bater, em alguém que está na mó de baixo talvez equivala a chutar cachorro morto ou quase. Quem está na mó de baixo precisa da nossa confiança, não da nossa crítica. Além disso, quando criticamos partimos do princípio de que não só fazemos melhor como acreditamos piamente que somos infalíveis. Só que criticar não faz de nós pessoas melhores ou mais competentes, só faz de nós sem noção e de alguma forma cruéis e cobardes, por nos aproveitarmos da condição humana do outro, que é igual à nossa, para nos pormos em biquinhos dos pés. Se precisamos de pôr o outro para baixo para nos valorizarmos é porque não nos sentimos, ou sabemos, tão melhores assim, e apenas estamos a tapar o sol com a peneira, a olhar pro outro em vez de olharmos, com olhos de ver, para nós, para a nossa condição de seres falíveis, susceptíveis, com altos e baixos, como deve ser, como é suposto ser. É isso que faz de nós pessoas equilibradas. 
Já chamar à responsabilidade, e assumí-la, é todo um outro departamento…    

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