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Da modernidade

19/08/2010

Ontem fui ver um espectáculo de dança moderna no SESC Consolação. Não entendi nada e achei aquilo tudo um nojo. A coreografa parece que é o top of the Pops da dança moderna no Brasil. Ela é querida e eu perdi a explicação inicial porque estava a mudar de lugar. Até pensei em escrever sobre ela, porque a sede da companhia é numa favela e tal. E se calhar ainda vou escrever, não sei bem.

Estive a ler o folheto sobre o espectáculo que vi ontem e fiquei na mesma. Isto tem um roteiro e eu não percebi?

Bom, pra já a dança moderna é tão mas tão moderna que não tem música. A princípio tudo bem, eles apareceram com roupa de aeróbica e davam as mãos e andavam à roda. Quando já pensava: ah, a preta e os seus exageros. Aqui não “há um monte de gajas a atirarem-se contra as paredes”. Mais valia ter ficado quieta. Uma gaja começa aos gritos, mas aos gritos. E a sala naquele silêncio, não tinha música, certo?

Bom, depois foi o descalabro. Apareceram os 4 gajos da peça nus, frontal, isso aí. Muito esta gente gosta de se despir “em nome da arte”, fala sério… Dei graças a Deus por não estar na 1ª fila. Depois disto, gajas e gajos nus era mato. Ora se espolinhavam pelo chão, ora gesticulavam e trocavam as pernas, de pé.

Uma das mulheres nuas, a primeira, aparece de costas, com os braços no ar, e eis que expreme uma coisa vermelha por ela abaixo. Ficou perfeito, caiu bem no meio, mas foi nojento. Estava longe, não dava pra saber o que era, mas o vermelho era ainda mais bandeiroso do que o do Barbeiro de Fleet Street… Havia essa mancha concentrada dessa mulher ao fundo do palco, uma a meio, de um negão, e outra na frente. E os gajos continuavam a dançar por lá fora. Os primeiros evitaram o concentrado das manchas, mas depois a coisa descambou. A partir daqui, foi a javardice total. Era aquela merda vermelha com vísceras espalhada pelo palco a fora. Mais uma vez, dei graças a deus não estar na 1ª fila… Uma javardice que vocês não têm noção. Vísceras, meu, e o nego de gatas, com aquilo na boca, a sacudir a cabeça pra todos os lados, com muito mais vigor do que conseguiu o Leão da Metro.

Também houve grunhos e uma gaja enfiada num saco de plástico, nua, claro, a espernear. Temi pla vida dela, sempre ouvi a minha rica mãezinha dizer que não devemos enfiar sacos de plástico na cabeça. Ela estava TODA enfiada dentro do saco de plástico, que estava fechado. E esperneava como se não houvesse amanhã. Óbvio que o saco estava todo cagado com a cena vermelha. Olhei os seus companheiros de dança, estavam tranquilos. Estava quase a chamar o INEM cá do sítio.

Dois negos de gatas arrancaram à dentada a regata e a calcinha de uma das miúdas. Fala sério, as mães delas vêem isto? E os pais? E é tudo natural? Pqp, como sou conservadora…

O albino vomita aquela merda vermelha cheia de vísceras e morre.

Houve pessoas a rir. Eu não sabia se havia de chorar… Sabes quando não sabes como reagir? Pois era assim que eu estava. O que é que era suposto fazer? Não sabia e saí sem saber. As pessoas que foram comigo disseram depois que era suposto não rir… Menos mal…

Nesta altura do campeonato, o cheiro a Ketchup já me começava a incomodar.

Bom, depois de grunhidos e de dois deles um nego e um albino passarem por nós escada acima a gritar, eis que aparecem duas gajas nuas, claro, sentadas de pernas cruzadas, uma no colo da outra. E não é que a “mãe” espreme uma cena e sai um liquido branco por cima delas, pá? Meu, isto é um abuso. Felizmente acabou pouco depois.

Então, modernidade só na arquitectura.

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  • Diana 19/08/2010 at 16:05

    Olha, Maria Isabel, para a próxima avisa o que aí vem. Acabei de almoçar e agora estou aqui a ter uma conversinha com o peixe… Blarghhhhh! Ca noja!

  • Isa 19/08/2010 at 16:08

    Ela bem que avisou que n é normal as pessoas sairem de casa pra ver isto. e agradeceu a nossa presença. Depois entendi pq…

  • bonifaceo 19/08/2010 at 16:55

    Isso parece-me muito mau. Não era vísceras!, só uma imitação. Tens que falar na imitação senão um gajo fica mesmo enojado.

    Uma vez fui ver uma peça performativa e fiquei naquela, se era por não estar habituado a gente andar para ali para trás e para a frente, sem diálogos e sem grande objectividade nas acções ou se realmente não achava aquilo nada de especial, e só fiquei mais

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