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De coração para coração

06/09/2013

Deixei de fingir que sou boazinha, que entendo perfeitamente, que não me importo. Parei de desculpabilizar, de fugir de mim mesma. De passar a mensagem de que está tudo bem quando não está. Dentro dos meus limites, do que aguento e não aguento, faço ao próximo exatamente o que o próximo me fez. Não sacaneio, não sou filha da puta, penso primeiro em mim, depois faço. Sem tremores, sem sorrisos vitoriosos, sem vanglória, sem ponta de orgulho, sem dores de barriga, suores frios, nada. Sem cair na crueldade, na violência, simplesmente faço, friamente, por mim, apenas por mim. O ego alinhado com o Self, sem procurar poder, apenas com o intuito de passar a mensagem certa. Se o momento é de lidar com o que é meu, com o que sinto e não sinto, então vamos a isso. Deixei de bancar a superior. As palavras leva-as o vento, não adianta de grande coisa falar, na maioria das vezes só gera frustração, cenas lamentáveis que dispenso, gente a fugir de gente, nós a fugirmos de nós mesmos, agressividade passiva, muita agressividade passiva, porque a comunicação é via intelecto e onde doeu foi no coração. Adianta fazer, não por uma questão de vingança, já não temos idade nem nunca tivemos estômago para isso, mas para que o outro sinta exatamente o que senti. Parecendo que não, é assumir para mim mesma que doeu. Acho que conhecer os próprios limites, impô-los, deixá-los claros, deve ser isso… Ser humana idem… E ‘tou cá desconfiada de que ser menina também deve passar por isto…

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  • margarida 06/09/2013 at 17:24

    E ajuda?
    Eu não sei, gosto sempre de me achar superior (não achamos sempre?), e pelo menos ter a consciência que foi ele/a que errou, não eu. Não me traz grande coisa claro, mas pelo menos não acrescenta problemas (de consciência).

    • Isa 06/09/2013 at 18:29

      não vêm problemas de consciência se tu só fizeres o que aguentares fazer, em consciência, não movida pela sombra, com o ego no leme, não movida por um complexo qualquer, nomeadamente de poder. Não sei se ajuda, mas manda a mensagem clara: tu não podes tudo… nem eu tenho de aguentar tudo…
      Bjo

  • maria madeira 06/09/2013 at 19:39

    Gostei bastante da parte do:
    "Sem tremores, sem sorrisos vitoriosos, sem vanglória, sem ponta de orgulho, sem dores de barriga, suores frios, nada".

    • Isa 07/09/2013 at 03:27

      é verdadeiro…

  • Ana 10/09/2013 at 15:06

    É mesmo isso, Isa. Não é pela questão da vingança só por si, é para que a pessoa perceba o que fez, sentindo na pele. Não é um "toma lá para aprenderes", é um "recebes na medida em que deste". Na maior parte das vezes, ou sempre, resulta muito mais do que qualquer discussão. E não é uma coisa planeada, é uma coisa que vem de dentro, é sentir que não podemos/queremos dar mais,

    • Isa 10/09/2013 at 15:07

      nem mais.

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