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Desgraça [atualizado]

15/10/2014

Ontem, por causa da nossa bola, não vi a desgraça que se passou no jogo Sérvia x Albânia, nem sei se chegaram a voltar. Fiquei chocada com aquela violência dentro de campo, fez-me lembrar outros tempos, em que os campos eram invadidos e, com a melhor das sortes, víamos os jogadores peludos e quase nus, porque os adeptos lhes queriam as posses que os tinham levado ao sucesso. Com um azar do caneco, é sempre disso que me lembro, acontecem desgraças como a de Bruxelas, num jogo entre o Liverpool e Juventus para a final da Champions, da qual nunca mais ninguém se esqueceu e que fez com que a estrutura dos estádios em Inglaterra, e depois em toda a Europa, mudasse para sempre, sem grades, as grandes responsáveis por imensas mortes nesse acidente.

Ficam assim os adeptos mais perto dos seus ídolos e ainda assim os estádios não são invadidos.

Nestas disputas futebolísticas, o patriotismo fica meio exacerbado e se o ambiente é de guerra, vira nacionalismo em três tempos. Entre a Albânia e a Sérvia a coisa é séria, é política, é nacional. São mais as coisas que os unem do que as que os separam, apesar de se acharem completamente diferentes. É por aí. Um bocado aquela coisa: eu posso fazer exatamente o que tu fazes porque tenho legitimidade, porque tu mereces, mas tu não podes fazê-lo por ser criminoso. Vide: relação sombra-sol entre polícia e criminoso/preso. São iguais, mas uns estão protegidos pelo Estado e outros são o bode expiatório de sociedades inteiras, independentemente do crime que cometeram, pelo qual devem ser punidos, mas só pelo seu, não pelos que uma sociedade inteira queria ter cometido e não cometeu, seja por que motivo for, o motivo é o que menos importa.

Quero ver como é que a UEFA vai resolver isto…

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