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Desenterrar o passado em SP

06/04/2013
A desenterrar tudo o que tapei com areia durante tempo demais. Parar de o ver nos outros, reconhecer o que é meu e lidar com isso. Não é bonito, é tudo, tudo menos fácil, mas é providencial fazê-lo, por ser a chave de, e para, muita coisa. 
Vejo-os agora, aos esqueletinhos, todos a sair da terra. São alguns e são inexpressivos, talvez um pouco assustadores, mas desta vez não fujo deles, espero-os, olhando-os de frente. Agora é a hora. Vêm todos na minha direção, meio cambaleantes, tentando o equilíbrio, acho que vou aproveitar para os desfazer, dar-lhes uma paulada violenta, enquanto ainda estão fracos, vai que se apoderam de mim e me tomam para sempre?  Temo isso e não temo, sei que tenho estrutura para os aguentar, é apenas uma questão de tempo até me refazer da surpresa. São meus, a única coisa a fazer é abraçá-los, reconhecer-lhes a utilidade e esperar saber usá-los no momento certo. 

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