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Distorção 4

12/07/2009

O drama do control freak, Laura, é precisamente a perda de controlo. A perda de poder que exerce sobre o outro. É estar com o outro pelos motivos, na minha modesta opinião, errados, da forma errada, na medida em que está, enquanto controla. Quando esse controlo acaba não resta mais nada. Esse é o verdadeiro drama do control freak pouco inteligente, o de não saber lidar, e não querer, com a sua obsessão. Provavelmente por saber que não vale nada, embora aparentemente se ache o maior, e só lhe restar subjugar o outro. No dia em que o outro resolve que põe os pés à parede – porque a situação também não lhe serve mais, a vitimização/complacência são outras formas de controlo – e acaba com a brincadeira, o control freak fica, assim, louco, ensandecido, sem saber o que fazer. [A manipulação, artimanha directamente relacionada com o control freakismo, daria, igualmente, pano pra mangas.]

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