Selfish Love

Do I have to?*

12/05/2013
Outra coisa que entendes perfeitamente sem sequer ter de dar explicações, muito menos justificações, é o meu síndroma eremita, por seres igual, gajo que se deita à meia noite do dia 25 de dezembro não precisa de mais explicações. Fiquei orgulhosa de mim hoje, dia de festa, a casa cheia de gente, famílias que não são as minhas. Resolvi assumir: ou passo com a minha família ou as famílias dos outros são um saco, prefiro ficar na minha. Agora que penso nisso, talvez o meu espírito rebelde e o meu eterno complexo peter pan fujam desse negócio de família como o diabo da cruz… Contrariamente ao que é costume, não me apetece fazer conversa de circunstância, tenho imenso que produzir e a minha cabeça está totalmente focada nisso. É como se quisesse usar todos os recursos disponíveis nessa nobre missão. Vivemos muito mais para cumprir obrigações, nós, os europeus, do que pro prazer, como vocês, os brasileiros, e fiquei contente por fazer o que me apeteceu, ao invés de cumprir uma obrigação. A Silvia entende perfeitamente, sem jamais me cobrar, era o que faltava, muito menos se ofender, sabe que não é com ela. Nem com ninguém em particular, na verdade, mas quando são pessoas que não conheço nem me dizem nada, pior ainda. Ainda nem sequer me dei ao trabalho de as ir cumprimentar, inédito, sem qualquer complexo de culpa, sentido de responsabilidade ou do dever. A sensação é boa. Daí que acho que perco um tempo imenso com uma conversa que não satisfaz ninguém, ao invés de vir mas é pôr as ideias num papel e ver quais dá para desenvolver. É isso que vou fazer. E nem sequer posso ligar o som, aí também já é demais, perdi os meus fones quando o ipod morreu, já revirei o quarto todo.

A melhor parte é quando todos se vão embora, há um monte de comida feita e nem sequer é preciso lavar a loiça. #amo

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