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Don’t kill yourself for recognition

19/06/2012

Falem bem ou mal, mas falem de mim. É uma frase que me fez confusão até há sensivelmente 5 minutos. Não a entendia, achava que era coisa de gente carente, de gente que se convenceu de que é a pessoa mais importante do mundo, para si, para os seus e para os outros cerca de 7 bilhões (mil milhões) de pessoas que habitam este planetinha azul, deixando de lado a vida fora da Terra. Mas percebi então, há 5 minutos, que quer dizer que somos notados. Uma vez no topo, a grande maioria das pessoas faz as coisas mais inacreditáveis para continuar a ser notada, ao ponto de se matar, senão física, esperemos, pelo menos publica e psicologicamente, caindo frequentemente no ridículo em que se tornou. E é daí que surge a frase do título deste post, que também é o sub-título desta casa que vos recebe todos os santos dias, de braços abertos: não te mates por reconhecimento. Diz mais de mim do que a primeira, já que sou pessoa que gosta do sossego, que prefere os bastidores às luzes da ribalta – apesar de atrair as atenções além da conta, além do que consegue suportar, além da sua própria consciência – que está bem é no seu cafofo e não num palco, que é por isso que escreve em vez de cantar, por exemplo. E que tem muito, mas muito medinho do que o ego em geral é capaz de fazer para chamar as atenções sobre si, que sabe o quão falaciosa pode ser uma persona, que tem muito, muito respeitinho pela sua condição de humilde mortal, que conhece as leis da vida e dos homens, nomeadamente as leis dos interruptores, que tem plena consciência de que a vida é selvagem e que o amanhã nunca morre. Que sabe que uma vez self, jamais ego. Que sofre horrores de insónias e que tem consciência de si mesma, que sabe que antes dormir tranquila do que de consciência pesada. Que antes a tranquilidade, a serenidade, a privacidade, do que a decadência pós sucesso, do que a falta de noção, do que ser escorraçada e votada ao abandono, porque o glamour dos tempos áureos a cegou para tudo o resto, nomeadamente para a sua condição mais básica, a de ser humano, igualzinho a todos, todos os outros. 

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