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E o que é que eu faço com isso?

15/08/2012
Sabemos bem, não quer, não procura. Quer, procura. ‘Tá. Isso satisfaz o outro. Mas, e aí? E nós, como é que ficamos na história? O que é que eu faço com o que despertaste em mim sem nem sequer concretizares? Eu que me lixe? Que aguente? É fácil demais despertar coisas no outro sem assumir a responsabilidade, pelo menos conjunta, por isso. E eu cansei de assumi-la sozinha. Cansei de bancar a super heroína que não sou. Ou de bancar o que quer que seja que não seja. 
O que fazemos com essa informação sempre que ela não nos chega, não é suficiente? Não satisfaz totalmente, mas apenas a razão, o racional, as necessidades do mundo patricarcal? Encaramos realisticamente, racionalmente, abafando o sentimento que que fica no limbo, seja ele qual for, mandando-o pros cafundós do inconsciente? Normalmente é isso que acontece, acreditamos que o tempo cura tudo, satisfazendo-nos o ego, sabendo nós que “o tempo apenas tira o incurável do centro das nossas atenções”. Mas e o resto? E o resto da galera que fica a reclamar? Calamo-los mais uma vez? And then again, esperamos que reajam em fúria ante o próximo desgraçado que nos aparecer no caminho? Que não é tido nem achado na história? Porque o que veio antes dele não resolveu? Porque nós não resolvemos com quem de direito? 
A questão aqui é só uma, quem tem de lidar com esse sentimento, reprimido, já sabemos o quão poderoso pode tornar-se um sentimento reprimido, somos nós, depois. Porque é que temos de ser nós a lidar com isso? Porquê só depois? Depois de quê? Porque não o outro? Porque raio não  extravasamos esse sentimento e deixamos o ónus nas mãos do outro enquanto é tempo? Foda-se, vamos deixar nas mãos do outro, por uma vez? O meu limbo está lotado, não rolam mais situações nem sim nem não antes pelo contrário. De saco cheio dessa merda, aliás.  Porque não nas mãos de ambos? Responsabilidade partilhada, só assim aprendemos, ambos, os dois, cada um por si, cada um que tire a lição que tiver de tirar. E seguimos em frente, livres, leves e soltos. Sacou?

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