Me and Mr Freud

E por falar em Pila Circus…

21/02/2015

Ups, escorreguei de novo.
Mais do que a necessidade de ser necessário, útil, não sei até que ponto haverá uma diferença assim tão grande, Dr. Freud, da necessidade de pertença, até da necessidade de ser amado, a maior necessidade e a mais comum a todos nós é a necessidade de atenção.

Sinceramente não sei o que faremos com tanta atenção, mas que a pedimos, pedimos. Normalmente, como os cães e as crianças, quanto mais atenção queremos, mais autodestrutivos nos tornamos.

As pessoas chamam a atenção das formas mais variadas. Hoje em dia, e por causa do advento da internet, chamam a atenção para si usando os outros – sem sequer lhes perguntar opinião, lhes pedir autorização, nada – achincalhando-lhes a vida, expondo-lhes as intimidades. Intimidades essas partilhadas em momentos, lá está, íntimos, que deveriam ficar apenas entre os envolvidos. 

Ao menos que se exponham só a eles, Dr. Freud, como eu, que, para que me levem a sério, agora que descobri que sou um ser sexual e com direitos, espeto o rabo para o primeiro que encontro a jeito e ponho a língua de fora, como os cães. Soltou-se a mulher que há em mim e não quero cá confusões, a heroína dos adolescentes morreu e agora existo eu, a heroína dos trolhas.

Continua, aqui.

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